segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

25.216 Ourivesarias e fabricantes

 

 

Ourivesaria Aliança
 
 
A “Ourivesaria Aliança”, na Rua das Flores, foi fundada, em 1925, por Celestino da Motta Mesquita que, em 1944, abriria uma sucursal em Lisboa, na Rua Garrett, com a presença do general Óscar Carmona, em local já antes (desde 1939) tomado à ourivesaria “Miranda & Filhos”.
A loja onde esteve instalada a Ourivesaria Aliança, na Rua das Flores, abrange três prédios, sendo que, o que faz esquina com a Rua dos Caldeireiros, é de 1908.
Neste prédio existia um cofre antigo com sete trancas, com a curiosidade de a sua estrutura assentar em antigos carris ferroviários.
Ao longo dos anos, várias são as encomendas feitas a esta ourivesaria que ficaram célebres. Da Espada de Honra oferecida ao general Carmona exposta no Museu Militar, do sacrário da Igreja dos Congregados, no Porto, a peças para o santuário de Fátima, ao troféu do jogo F. C. Porto vs Arsenal, de 1948.
No início dos anos 70, a loja e as oficinas do Porto acabariam por fechar.
Em 2012, fechariam também as instalações em Lisboa.
 
 
 
 

Ourivesaria Aliança, em 1933, na Rua das Flores

 
 

“Stand” da Ourivesaria Aliança, na Exposição Internacional do Rio de Janeiro (entre 07/09/1922 e 04/07/1923)



 

Publicidade à Ourivesaria Aliança 


 

Publicidade, em 1925, à Ourivesaria Aliança

 
 

Desenho da fachada da Ourivesaria Aliança, na Rua das Flores, em 1934

 
 
 

Por aqui, esteve a Ourivesaria Aliança, na Rua das Flores, esquina com a Rua dos Caldeireiros

 
 

Publicidade à Ourivesaria Aliança, em 1957
 
 
 
 
 

Fachada actual da antiga Ourivesaria Aliança nos nºs 201/211
 
 
 
Na foto acima, onde antes esteve a Ourivesaria Aliança, está uma casa de chá, a “Joia da Coroa”, cuja proprietária, Jeannine Monteiro, nascida em Paris, pertence à terceira geração de uma família de joalheiros.
Ainda hoje, a fachada antiga e outros pormenores originais, como portas blindadas, elevador de portas de correr, tectos pintados e vitrinas de cristal, foram mantidos.
 
 
 

Interior da “Joia da Coroa”

 
 
 
Ourivesaria “Cunha & Sobrinho” (Machado Joalheiro)

 

Em 1880, dá-se a abertura da primeira ourivesaria, na Rua do Loureiro, no Porto, designada como “Cunha & Sobrinho: Joias e objectos d’arte em prata”, local hoje ocupado pela Pastelaria Serrana.
Assim, o carpinteiro, natural de Lousada, nascido em 1849, António Pinto da Cunha (casado com Margarida Augusta Ribeiro de Sousa) e um seu primo (1856-1915), precisamente, com o mesmo nome, rumaram ao Brasil, na década de 1890, para Belém, capital do estado do Pará.
António Pinto da Cunha, nascido em 1856, casado com Maria da Conceição Ribeiro de Sousa, seria aquele que tomaria as rédeas do negócio da firma brasileira, sedeada em Belém do Pará, “J. M. Ferreira & Cia”, após a morte do seu fundador. Esta firma tinha, para além de outros, um negócio de ourivesaria/joalharia com o atrativo nome de “À La Ville de Paris - Bazar de Jóias”.
Possivelmente, será com base na experiência deste António Pinto da Cunha que a família, por cá, também enveredaria pelo negócio do ouro.


 
In “Almanake Paraense de Administração, Commercio, Industria e Estatística para o ano de 1883


 
 
Assim, o casal António Pinto e Cunha e Margarida Augusta Ribeiro de Sousa tiveram uma prole alargada, cujo primogénito foi Alfredo Pinto da Cunha (1884-1957) que, pela mão de um seu tio, José Pinto da Cunha, já há alguns anos no negócio do ouro, vai acabar por se tornar um conceituado ourives.
José Pinto da Cunha (? – 1930) terá iniciado a actividade profissional na ourivesaria “Gasparinho & Cia”, sita na Rua das Flores. É ele que, em 1897, vai fundar a Ourivesaria Cunha”, na Rua do Loureiro, 46 a 52, onde tinha existido a “Ourivesaria Central” que também lhe terá pertencido.
A firma que inicialmente se chamava “José Pinto da Cunha, sobrinhos”, em 1909, passará a “José Pinto da Cunha, sobrinho”, com Alfredo Pinto da Cunha a ser o proprietário do estabelecimento.
Em 1912, é ampliada a ourivesaria, ocupando agora os números 46 a 52, num projecto da autoria de Francisco de Oliveira Ferreira e com a colaboração do seu irmão, o escultor José de Oliveira Ferreira e do pintor Acácio Lino.


 
 
Ourivesaria Cunha, na Rua do Loureiro, em 1913 – Ed. Illustração Portugueza de 17 de Novembro de 1913
 
 
 

Interior da Ourivesaria Cunha, na Rua do Loureiro, em 1913 – Ed. Illustração Portugueza de 17 de Novembro de 1913


 
 

Confeitaria Serrana – Fonte: “garfadasonline.blogspot.pt”
 
 
 
A mudança para a Rua 31 de Janeiro ocorre, em 1915, para um edifício, exemplar em Arte Nova, projectado pelo arquitecto portuense Francisco de Oliveira Ferreira.



 

Joalharia Machado, na Rua 31 de Janeiro – Fonte: “machadojoalheiro.com”

 
 
Em 1930, numa política de expansão e crescimento, é adquirida a “Joalharia do Carmo”, em Lisboa e na década de 1930, dá-se a internacionalização da actividade, com a obtenção de vários prémios e distinções, com a presença em feiras no Brasil, Estados Unidos, Espanha e em França.
Em 1942, com a entrada de Jacinto Machado, o negócio cresceu visivelmente, quer pela sua enorme carteira de clientes quer pelas modernas técnicas de comunicação.
À morte de Pinto da Cunha, em 1957, dá-se a transferência para a dinastia Machado. E a renovação da imagem da loja para “Machado Joalheiro”.
 
 
 
“Com a entrada de Jacinto Machado o negócio cresceu visivelmente, quer pela sua enorme carteira de clientes quer pelas modernas técnicas de comunicação. Pinto da Cunha, que já nessa época tinha uma noção avançada de relações-públicas, passou-se então a acompanhar por Jacinto Machado para todo o lado, incentivando-o a uma convivência com potenciais clientes. A ascensão social beneficiou desde logo o negócio, mercê das ligações que mantinham com a alta burguesia portuense. As constantes viagens pela Europa, de comboio, em especial a Paris, onde ia comprar directamente pedras preciosas e procurar inspiração para o desenho das suas peças, tinham feito de ambos, homens cosmopolitas e de gostos requintados. À morte de Pinto da Cunha em 1957, dá-se a transferência para a dinastia Machado. E a renovação da imagem da loja”.
Fonte: “machadojoalheiro.com”
 
 
 
Numa política de expansão da firma dá-se a abertura de uma segunda loja, ainda na Rua 31 de Janeiro, nº 90, em 1978 e, em 1980, Machado Joalheiro celebra o seu centenário e convida para o evento os seus principais clientes, e é executada uma colecção exclusiva, de peças de joalharia para assinalar a ocasião.
Em 1984, Machado Joalheiro abre uma nova loja no Centro Comercial Aviz na Avenida da Boavista, vindo de uma outra que, entretanto, encerrou na mesma avenida, situada no Centro Comercial Dalas.
A histórica loja de Rua 31 de Janeiro, no ano 2000, é classificada, por despacho governamental, como Imóvel de Interesse Público.
Em 2008, Machado Joalheiro inaugurou a sua primeira loja, em Lisboa, na Avenida da Liberdade,
Em 2015, são comemorados os 135 anos de “Machado Joalheiro”.
 
 
 

Machado Joalheiro, no nº 90 da Rua de 31 de Janeiro – Fonte: Google maps



 
Ourivesaria Reis & Filhos
 
 
 
A Ourivesaria Reis & Filhos, segundo a publicação "A Ourivesaria em Portugal - As Pratas da Casa Reis”, de J. Grave, de 1917, foi fundada em 1880 por António Alves dos Reis e, a partir de 1906, teve continuidade pela mão de dois filhos do fundador.
Inicialmente, a ourivesaria teve porta aberta, na Rua de Santo António, nº 239.

 
 

Ourivesaria Reis, na Rua de Santo António, nº 239, durante o carnaval de 1905

 
 

Ourivesaria Reis, na Rua de Santo António, nº 239, durante o carnaval de 1905 – Postal
 




Publicidade à Ourivesaria Reis, em 1902

 
 
Em 1905, no intuito de alargar instalações, a Ourivesaria Reis arrendou o rés-do-chão do edifício contíguo, localizado na Rua de Santo António, nº 243-247 e Rua de Santa Catarina, nº 1-5, onde se encontrava a firma “Carvalho Alfaiate”.


 
 

Prédio no gaveto, onde se instalaria a Ourivesaria Reis

 
 
A loja situada na esquina das ruas de 31 de Janeiro e de Santa Catarina, que passou a alojar, a partir de 1906, a Ourivesaria Reis passou, então, a ostentar na fachada principal duas devantures (frentes de loja) em ferro fundido, que se inscrevem no movimento Arte Nova, como se pode comprovar pelos elementos decorativos que adornam a fachada, em particular o busto feminino do remate superior da moldura de ferro.
Estas devantures foram colocadas no edifício e fabricadas na fundição portuense Companhia Aliança, segundo o projecto do arquitecto José Teixeira Lopes e criação do escultor António Teixeira Lopes, seu irmão.



Publicidade à Ourivesaria Reis & Filhos, com a fachada da nova loja, remodelada em 1906
 
 
 

Primitivas instalações da Ourivesaria Reis & Filhos, na Rua de Santo António, após beneficiação da fachada da loja em 1914

 
 
A partir de 1906, as instalações da Ourivesaria Reis & Filhos, passam, então, a ocupar dois edifícios, como narra o texto seguinte:
 
 
“Esta loja insere-se ao nível do r/c de um edifício de três pisos e um amansardado e prolonga-se para Oeste num outro edifício da Rua 31 de Janeiro, de dois pisos.
A fachada principal orientada a Sul e Este é constituída pela associação de duas devantures em ferro fundido.
A de gaveto é constituída por duas grandes montras para cada rua (2.58 m), definindo no cunhal um alpendre coberto, rematado na parte superior por elementos vegetalistas sobrepujados por frontão de volutas com um busto feminino ao centro.
No prolongamento desta devanture e para a Rua 31 de Janeiro uma outra formada por uma porta central de duas folhas, ladeada por duas montras. O entablamento é suportado por duas pilastras.
A partir da entrada no gaveto chega-se ao designado Salão Luís XV (antigamente destinado a Exposição de Pratas), que estabelece ligação com o Salão Império (destinado outrora à Exposição de Jóias). A primeira Sala encontra-se decorada com o mobiliário original em nogueira dourado e a segunda com móveis em mogno decorado com elementos em bronze dourado e patinado e vidros em cristal.
A vitrine principal deste Salão é encimada por uma águia e a base é constituída por dragões alados. Os dois Salões ainda apresentam os tectos com pinturas”.
Com a devida vénia a Isabel Sereno, 1996 Fonte: “monumentos.gov.pt/”


 

Ourivesaria Reis & Filhos (montra da Rua de Santa Catarina)
 
 
 
Transposta a entrada da loja, que faz esquina para as ruas de 31 de Janeiro e de Santa Catarina, estava-se no salão Luís XV, onde funcionava a exposição de pratas.
 

 

“Salão Luís XV” da Ourivesaria Reis & Filhos


 
 

Aspecto do tecto do estabelecimento no salão Luís XV – Fonte J. Portojo
 
 
 
Aquele salão comunicava com um outro. O salão Império, onde eram expostas as Joias.

 
 

“Salão Império” da Ourivesaria Reis & Filhos


 
Um pouco mais tarde, em 1915, em instalações na Rua de 31 de Janeiro (antiga Rua de Santo António), foi aberto um novo salão, denominado Luís XVI, que expunha os bronzes, mármores e esmaltes e comunicava com o salão Império.


 
 

Mobiliário do “Salão Império” da Ourivesaria Reis & Filhos


 
 

Convite para a inauguração do “Salão Luís XVI”, da Ourivesaria Reis & Filhos


 

“Salão Luís XVI” da Ourivesaria Reis & Filhos


 
 

No edifício da foto esteve uma oficina de “Reis & Filhos – Joalheiros” onde, mais tarde, foi construído o Hotel Castor, no gaveto da Rua da Alegria e a Rua das Doze Casas
 
 
 
Entre muitos trabalhos de grande valor e beleza executados pela Ourivesaria Reis, ficou para a posteridade, a fabulosa baixela manuelina executada entre 1899 e 1904. Foi desenhada por Rafael Bordalo Pinheiro e era composta por 513 peças. Foi encomendada pelo 3º Visconde de S. João da Pesqueira (Porto 28/11/1862 – Paris 1/9/1925) e, por sua morte, a Viscondessa fez herdeiro universal o Paço Episcopal do Porto, onde a baixela se encontra.
 
 
 

Baixela encomendada pelo 3º Visconde de S. João da Pesqueira – Foto: Aurélio da Paz dos Reis, em 1908

 
 
A Ourivesaria Reis & Filhos, após a morte do seu fundador, passou para a posse e administração dos seus dois filhos, Serafim Reis e Manoel Reis.
Serafim Alves Duarte Reis casou-se com a D. Maria Eugénia Costa Braga Reis e tiveram uma filha, Maria Eugénia Reis, que faleceu muito nova, logo seguida pelo seu pai. A perda de ambos afectou muito a D. Maria Eugénia, que decidiu passar o resto da vida com as Irmãs Doroteias.
Tinha uma suite no colégio das Doroteias na Avenida Fontes Pereira de Melo, 8, em Lisboa (onde hoje existe o SANA Lisboa Hotel), tendo aí falecido em 3 de Novembro de 1961. Foi trasladada para o jazigo de família, no cemitério de Agramonte, no Porto.
Manoel Alves Duarte Reis casou-se bastante tarde, não tendo deixado descendência. Faleceu em 19 de Setembro de 1945.
Um director artístico da Casa Reis & Filhos, que ficou com o seu nome ligado a esta ourivesaria, foi António Maria Ribeiro (Porto, 1889 - Lisboa, 1962) que era também um cinzelador de renome, ourives e escultor, tendo chegado a ter 5 estabelecimentos comerciais, 4 oficinas no Porto e Vila Nova de Gaia e uma sala de exposições e transações comerciais, em Lisboa.
A primeira oficina que abriu no Porto, situava-se na Rua da Constituição, nº 349, em frente ao nº 352, onde chegou a ter 90 funcionários.
O edifício foi, há muito, demolido.
 
 
 

Oficina, na Rua da Constituição, de António Maria Ribeiro
 
 
 
A Ourivesaria e Joalharia “Reis, Filhos, Lda.” encerrou nos últimos anos do século XX.
Actualmente, o espaço comercial que foi, ultimamente, da Ourivesaria e Joalharia “Reis, Filhos, Lda.” esteve já ocupado por algumas firmas com diversas actividades de negócio. 
O espaço do antigo Salão Luís XVI já foi ocupado por uma Discoteca.

 
 

Pronto-a-vestir nas instalações da antiga Ourivesaria Reis & Filhos


 

Casa de moda e acessórios nas instalações da antiga Ourivesaria Reis & Filhos, em 2014 – Foto de JPortojo



 

Loja de produtos gourmet, “Meia-dúzia”, nas instalações da antiga Ourivesaria Reis & Filhos - Foto: Cortesia de João Macedo, 1919




Manuel Alcino - Fábrica de Trabalhos em Prata e ourivesaria
 
A primeira oficina foi fundada, em 1902, na Rua Barão de S. Cosme, no Porto, por Manuel Alcino de Sousa e Silva.
Foi sempre, desde a sua fundação, uma referência do sector, na cidade do Porto.
 
 
 




Ao longo dos anos, sucedem-se os registos oficiais da marca da oficina.
Em 1911, ocorre a transferência da marca registada por Manuel Alcino de Sousa e Silva para Manuel Alcino de Sousa e Silva, Filhos. Esta marca mantém-se até 1916, quando Raul Alcino Sousa e Silva
regista marca de ourives.
Em 1935, Manuel Alcino de Carvalho Moutinho regista a sua marca de ourives.
Entretanto, as instalações da firma expandem-se, em 1940, para a vizinha Rua de S. Vítor, Porto, com a construção de uma nova oficina, no nº 17.

 
 




“Mudança de instalações para o edifício da Rua de Santos Pousada que pertencera à ourivesaria Monteiro & Filhos Lda. João Joaquim Monteiro cede a Manuel Alcino Figueiredo Moutinho a oficina, com moldes e desenhos”.
Fonte: alcino.com/sobre-nos/

 
 
 

Instalações da nova fábrica, no gaveto da Rua de Santos Pousada com o Campo 24 de Agosto




Colecção de medalhas em prata comemorativas da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, em Lisboa, em 1983
 
 
 
Em 1986, surgirá uma nova sociedade.

 
“Manuel Alcino Figueiredo Moutinho estabelece uma sociedade com os seus filhos, criando a firma Manuel Alcino & Filhos Lda e passa a contar com a colaboração do Eng. Manuel Alcino Bessa Figueiredo Moutinho e a Dra Ana Paula Bessa Figueiredo Moutinho. Esta sociedade regista nova marca na Contrastaria do Porto, cancelando a velha punção iniciada em 1935 pelo seu Pai e Avô, Manuel Alcino de Carvalho Moutinho”.
Fonte: alcino.com/sobre-nos/

 
 
Entre 1991 e 1993, será desenvolvido o projecto “Um Ourives & 7 Artistas trabalham a prata”, com vista à organização de uma exposição de prataria contemporânea. Englobando um total de 28 peças, nela participaram pintores, escultores e um arquitecto: Ana Fernandes, Armando Alves, Charters de Almeida, Fernando Conduto, José Aurélio, Luís Pádua Ramos e Zulmiro de Carvalho.
Hoje (2023), a firma tem lojas nas instalações do Hotel Intercontinental, inauguradas em 2011, na Rua de Santos Pousada, junto das suas oficinas, inaugurada em 2017 e na Rua das Flores, inaugurada em 2020.

 
 

Alcino, no Hotel Intercontinental
 
 


Alcino, na Rua de Santos Pousada, junto da fábrica
 
 
 

Alcino, na Rua das Flores
 
 
 

Outras Ourivesarias
 
 

Ourivesaria Âncora
 

Por investigações de Isabel Sereno efectuadas em 1999, esta ourivesaria, ainda em funcionamento, foi inaugurada em 1899 por Domingos da Rocha Guimarães, tio do actual proprietário.
Até à data da inauguração era proprietário do prédio João Goulard Dias, sendo que, desde os anos 60, está alugado a Manuel Vidal.
Sobre a história do prédio em que está instalada a ourivesaria Âncora poder-se-á dizer em resumo:
Em 1784, era finalmente projectada por João de Almada e Melo a abertura da Rua de Santo António;
Em 4 de Março de 1837, é apresentado um requerimento por José Ferreira Vidal Guimarães para rectificar as traseiras da casa, que é aprovado no dia seguinte;
Em 9 Dezembro de 1845, é apresentado um outro requerimento pela mesma personagem, para acrescentar um andar ao prédio, que tem aprovação por parecer de Joaquim Costa Lima Júnior, no último dia desse mesmo ano.

 
 

Ourivesaria Âncora – Ed. SIPA
 



Ourivesaria Bonneville
 
 
 

Ourivesaria Bonneville, na Rua de Santo António – Fonte: “doportoenaoso”

 
 

Ourivesaria Bonneville – Fonte: “doportoenaoso”
 
 
 
 
Ourivesaria José Ferreira Marques
 

Em 1874, é fundada no Porto a “Ourivesaria José Ferreira Marques”.
A esta firma sucederia, ainda, no século XIX, a “Ourivesaria Ferreira Marques & Irmãos”.
 

 

Publicidade à Ourivesaria e Joalharia MARQUES, em 23/12/1896, sita na Rua de Santa Catarina
 

 
Em 27 de Outubro de 1901, no jornal “A Voz Pública, a que já era, então, “Marques Sucessores, Joalheiros” foi alvo de uma notícia a propósito de uma remodelação das suas instalações.





Artigo no jornal “A Voz Pública”, em 27 de Outubro de 1901, sobre “Marques, Sucessores-Joalheiros”
 
 
 
A partir de 1926, num espaço anteriormente ocupado por uma casa de venda de fazendas, Adriano Ferreira Marques abriu uma sucursal da firma, em Lisboa e, aí, a marca Topázio seria, então, criada em 1935, perdurando até aos nossos dias.
A firma actual, “Joalharia Ferreira Marques”, com fama no país, continua de portas abertas no Rossio.
Essa loja já serviu de cenário a dois filmes: “007 - Ao Serviço de Sua Majestade”, de 1969, e “Singularidades de uma Rapariga Loira”, de Manoel de Oliveira, em 2009. 
A loja do Porto que, no início do século XX, tinha a firma “Marques, Sucessores – Ourives e Joalheiros”, sita na Rua de Santa Catarina, 131, (segundo um cartão publicitário oferecido ao Arquivo Histórico Municipal do Porto por Germano Silva), em frente ao café Majestic, manter-se-ia aberta até 1974.


 
 
Ourivesaria e Joalharia “Luiz Augusto Ribeiro”
 
 
 

Ourivesaria e Joalharia “Luiz Augusto Ribeiro”, em 1914, na Rua do Loureiro – Cartão Comercial de Boas-Festas de 1914-15

 
 
 

Rua do Loureiro, nº 70, na perspectiva actual, idêntica à da foto anterior – Ed. MAC


 
 
Ourivesaria do Porto
 
 
Ficava esta ourivesaria, na esquina da Rua de Sampaio Bruno e a Travessa dos Congregados e, por aqui ficou, desde o início do século XX até 1980.
 


 
Ourivesaria do Porto




Ourivesaria Silvério Strecht
 
 
 

Ourivesaria Silvério Strecht, em 1920, na Rua de Santo António, 35