segunda-feira, 31 de outubro de 2016

(Continuação 1) - Actualização em 24/10/2018



“(...) Ainda em 1831, o estadista José Bonifácio obrigou o imperador Dom Pedro I, acusado de excesso de autoritarismo, a abdicar da Coroa do Brasil no filho Dom Pedro II do Brasil. Vendo-se obrigado a viajar para a Europa, instala-se entre Paris e Londres, onde os novos regimes saídos da Revolução de 1830 lhe podiam ser favoráveis. Em seguida, utilizando O OURO do Brasil devido a Portugal pelo tratado de paz Luso-Brasileiro de 1825, reúne um Exército de Portugueses Emigrados e de Mercenários Estrangeiros, que embarca numa frota com a finalidade de conquistar uma posição em território português Continental. Conquistada que fora a fortíssima posição Militar e Naval de Angra, nos Açores, o Corpo Expedicionário de Dom Pedro parte daí, para desembarcar no Continente português, o que ocorrerá em 9 de Julho de 1832, a norte do Porto, na Praia dos Ladrões, com um efectivo de 7500 homens (sendo 2300 Franceses, 2130 Ingleses, 900 Belgas, 500 Polacos, 500 Irlandeses, 370 Escoceses e 900 Portugueses) ”.
D. Pedro avançou com a sua armada em direção a Vila do Conde, local onde planeara o desembarque.
Na manhã de 8 de julho foi enviado a terra, para parlamentar com as forças militares aí estacionadas, o major Bernardo de Sá Nogueira - futuro marquês de Sá da Bandeira. As negociações foram, no entanto, completamente estéreis, tendo aquele emissário sido recebido com ameaças de fuzilamento. Frustradas, pois, que foram estas tentativas de desembarque pacífico, foi decidido efetuá-lo em pé-de-guerra.
Este ocorreu ao princípio da tarde desde as praias de Mindelo até à Praia dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido, no limite das freguesias de Lavra e Perafita”.
In pt.Wikipédia.org

Memorial ao desembarque falhado em Vila do Conde


“A 18 de Agosto de 1833 terminava aquele que foi um dos mais negros anos da História do Porto: o cerco militar imposto à cidade pelas tropas absolutistas de D. Miguel. Para trás ficavam quase treze meses de combates fratricidas, milhares de mortos e feridos, bombardeamentos, incêndios devastadores, fome, peste… O Porto soubera, no entanto, resistir e, sem qualquer ajuda do exterior, rompera o Cerco e assegurava a vitória de D. Pedro e da causa Liberal.
Cerca de 175 anos depois a toponímia da cidade perpetua a memória desses dias de Heroísmo, Firmeza e Alegria.
Foi um período decisivo para a História de Portugal, aquele que se viveu entre 8 de Julho de 1832 e 18 de Agosto de 1833. Caracterizado por Almeida Garrett como o momento “em que o Portugal velho acaba e o novo começa”, o Cerco do Porto marcou, com efeito, o início do fim definitivo do absolutismo no nosso país, assegurando a implantação de um regime liberal e moldando os destinos do Portugal Contemporâneo. Durante esse ano a cidade do Porto, cercada, bombardeada, imolada, foi o centro da resistência e das esperanças dos liberais, reunidos em torno da figura de D. Pedro IV.
Do lado de fora das barricadas estava o exército do seu irmão, o “usurpador” D. Miguel. Mas, o que estava em jogo, era muito mais do que um mero conflito entre irmãos. No campo de batalha digladiavam-se duas concepções completamente opostas de sociedade. Os “miguelistas” procuravam preservar o velho e conservador sistema absolutista, no qual o rei, escolhido por desígnio divino, possuía centrado em si todo o poder absoluto. Os “pedristas” defendiam, por oposição, um regime assente nos novos ideais liberais que vinham varrendo a Europa desde as Revoluções Americana e Francesa. Um regime assente na “Liberdade”, “Igualdade” e “Fraternidade” e no qual o rei era, não o detentor de um poder absoluto por escolha divina, mas sim um mediador da sociedade mandatado pelo conjunto dos cidadãos. Embora verdade estas ideias, haviam triunfado já, no nosso país, na sequência da Revolução Liberal de 1820, iniciada no Porto. Contudo, um conjunto de vicissitudes, decorrente do facto de D. Pedro IV se ter envolvido no processo da Independência brasileira e, por isso, ter abdicado da coroa portuguesa a favor da sua filha D. Maria, ainda menor, acabou por criar condições para que o seu irmão, o “absolutista” D. Miguel, a quem ficara confiada a regência do reino enquanto a rainha não atingisse a maioridade, tivesse “usurpado” a coroa.
Tudo começaria com a morte de D. João VI, em Março de 1826 foi criado um conselho de Regência a que presidia a Infanta Isabel Maria.
D. Pedro IV que havia enviado do Brasil a carta constitucional que Saldanha havia feito jurar era o natural herdeiro do trono, mas viria a abdicar a favor da sua filha Maria da Glória. Entretanto conhecidas as pretensões de seu irmão, D. Miguel, consertou-se o casamento deste com a sua sobrinha e ele seria nomeado lugar-tenente de D. Pedro para reger o reino em conformidade com a Carta que D. Miguel, ainda exilado em Viena tinha jurado.
Em Fevereiro de 1828 D. Miguel volta para Portugal e reafirma fidelidade ao rei e à Carta, mas pouco tempo depois dissolveu a Câmara dos Deputados.
A 7 de junho D. Miguel prestou juramento como rei.
A revolta principiou em Aveiro, estendeu-se ao Porto e a muitas outras cidades e durante 45 dias a cidade manteve-se independente do governo usurpador de Lisboa.
Entretanto alguns refugiados afectos à causa de D. Pedro, como o Saldanha, o Palmela e o Vila- Flor, que estavam em Inglaterra, alugaram um barco de nome Belfast e rumaram ao País, mais propriamente ao Porto.
Em 16 de Maio de 1828, os revoltosos haviam de ser derrotados e os que tinham vindo no Belfast fizeram a viagem em sentido inverso.
Conta a história que o avô de Eça de Queiroz, Joaquim José de Queiroz, só apanhou o navio em Vigo, pois fez questão de acompanhar até à Galiza os soldados do seu destacamento que tinham saído derrotados.
Outros dignamente ficaram e foram presos e executados em 1829.
Seguem-se anos de fortíssima perseguição aos liberais e aos seus ideais. Muitos fogem para o exílio, outros tentam resistir, pagando com a vida tal veleidade.
Procurando restituir o trono a sua filha e devolver a Portugal o regime liberal, D. Pedro abdica pela segunda vez na vida de uma coroa, desta feita a brasileira, e inicia um processo que culminará na organização de um exército, composto por imensos liberais exilados, por voluntários fugidos do país, e por experientes mercenários. É essa expedição militar, o “Exército Libertador”, que zarpa de Ponta Delgada a 27 de Junho de 1832. O desembarque destes “7.500 Bravos” processar-se-á na Praia da Arnosa de Pampelido a 8 de Julho. Designado até aí por Praia dos Ladrões, este local será rebaptizado oito anos depois como Praia da Memória, em resultado do obelisco à memória do Desembarque que então (1 de Dezembro de 1840)  começou aí a ser erguido. Não encontrando praticamente qualquer tipo de resistência, as forças liberais avançam muito rapidamente em direcção ao Porto, depois de passarem por Pedras Rubras e Custóias, onde atravessam o rio Leça na ponte de D. Goimil. Nessa mesma noite acamparão no Largo do Carvalhido que, por tal motivo, passou a ser designado, por deliberação da Câmara Municipal do Porto em 1835, por  Praça do Exército Libertador. 
Por sua vez D. Pedro pernoitaria na casa de um abastado lavrador em Pedras Rubras e junta-se na manhã seguinte ao seu exército no Carvalhido.
No dia seguinte, 9 de Julho, prosseguem a sua avançada em direcção à cidade através da velha estrada que, do Carvalhido, conduzia à Rua de Cedofeita, e que, desta forma, se passou a denominar  Rua 9 de Julho.
Recebido festivamente pela população, até porque os partidários de D. Miguel, incluindo as forças militares que lhe eram fiéis, haviam fugido da urbe, o Exército Libertador entra numa cidade desmilitarizada, com as pontas das suas baionetas floridas, engalanadas com hortênsias azuis, a cor dos liberais. Mas tais facilidades não faziam adivinhar o verdadeiro inferno em que a cidade se transformaria nos longos meses seguintes. Afinal a fuga precipitada dos absolutistas acabou por funcionar como uma ratoeira. Rapidamente reorganizadas, as forças militares miguelistas acabariam por conseguir cercar a cidade no final desse mês de Julho. E se de início o cerco se estabelece a uma distância razoável do Porto, a verdade é que entre Agosto e Setembro o bloqueio se torna muito mais apertado e os 7500 bravos, mais a população do Porto, vêm-se completamente confinados e remetidos aos limites da cidade, cercados por um exército constituído por 60 mil homens. Vila Nova de Gaia cai no poder dos absolutistas a 8 de Setembro não obstante os actos de grande coragem e sacrifício dos liberais, como foi o caso, nesse dia, no lugar do Alto da Bandeira, do intrépido Bernardo de Sá Nogueira que aí perde um braço. A sua acção irá valer-lhe a atribuição do título de Visconde da Bandeira e o seu nome ficará imortalizado numa das mais famosas ruas do Porto: Sá da Bandeira.
Há, no entanto, um local de Gaia que, dada a sua grande importância estratégica, os liberais nunca abandonarão ao longo de todo o Cerco, apesar das contínuas investidas e bombardeamentos a que foi sujeito: a Serra do Pilar. Tivesse essa elevação sido tomada pelos absolutistas e, face à facilidade com que daí bombardeariam o Porto, o desfecho do conflito teria sido muito provavelmente outro. A resistência liberal neste reduto foi liderada por um famoso comandante posteriormente homenageado com a atribuição do seu nome a uma das artérias mais importantes de Vila Nova de Gaia: a Avenida General Torres.
Na resistência na Serra do Pilar destacou-se também um grande punhado de aguerridos mercenários. E é por isso que, ainda hoje, naquela elevação gaiense subsiste a Rua dos Polacos. Os Polacos referenciados em V. N. de Gaia, não eram oriundos da Polónia, mas, sim, soldados de grande heroísmo e valentia, por isso designados por semelhança, de Valentes, a Polacos.
Cercada a cidade, os absolutistas começam de imediato a promover fortes investidas militares para retomarem o controlo da cidade. Os ataques repetem-se, mas as tropas liberais, com a ajuda da população, conseguem travá-los. Foi o que aconteceu, por exemplo, em Francos, junto à actual estação do metro, local sintomaticamente designado por Rua da Travagem.
A 2 de Dezembro tem lugar, na Areosa, um forte embate entre os dois exércitos, do qual resultará a morte de um destacado militar liberal cujo nome foi atribuído ao topo da elevação do Mirante: Largo do Coronel Pacheco.
Por esta altura, no entanto, e há já várias semanas, a estratégia absolutista  passara a ser outra: bombardear intensamente a cidade, de forma a provocar o maior número possível de baixas entre os militares, independentemente do número de vítimas que provocasse entre os civis, ao mesmo tempo que destruía todo o tipo de estruturas que pudessem ser úteis aos sitiados. Apesar do terror, dos incêndios, das mortes constantes, dos hospitais repletos de feridos, da falta de pão e das doenças que alastram pela cidade, o Porto resiste. Voluntários juntam-se aos soldados veteranos. E morrem ao seu lado…Entre estes voluntários destacar-se-ão os estudantes de Coimbra. Em sua homenagem o Largo do Carmo foi rebaptizado, em 1835, como Praça dos Voluntários da Rainha, designação modificada, já no século XX, para a actual Praça de Gomes Teixeira. Entre estes voluntários estudantes contam-se alguns jovens que se converterão em grandes personalidades do panorama cultural nacional de Oitocentos e, também eles, perpetuados na toponímia da cidade. Caso da Rua Alexandre Herculano, antiga Rua Nova da Batalha, ou da Praça Almeida Garrett.
Após a vitória dos liberais a cidade homenageou os que tombaram na malograda revolta de 16 de Maio de 1828 e perpetuou o seu sacrifício, atribuindo ao troço da antiga estrada para Braga, entre a Praça Carlos Alberto e a Praça da República, a designação de Rua dos Mártires da Liberdade.
Mas a cidade está repleta de artérias baptizadas com o nome de destacados liberais que tiveram papel de relevo no Cerco. Caso, entre outros, da Rua Barão de S. Cosme, que homenageia a figura de João Nepomuceno de Macedo (1793-1837); a Rua Joaquim António de Aguiar  (1792-1874), o famoso legislador anticlerical que por isso ficaria conhecido por “mata-frades”, e que pertenceu também ao exército dos “Bravos” do Mindelo; a Rua Passos Manuel, destacado tribuno que, vindo do exílio em França, se junta aos liberais em pleno Cerco; a Rua Visconde de Setúbal (antiga Viela da Espinheira), o famoso militar alemão João Schwalbach (1774-1847); ou a Rua Duque da Terceira, dedicada a António José Severim de Noronha (1792-1860), um dos grandes chefes militares do Cerco; a Rua do Duque de Saldanha (1790-1876), nome incontornável da política portuguesa deste período, verdadeiro “Condottiere” à Portuguesa, começa absolutista e colabora na Vilafrancada, onde D. Miguel dizima as esperanças dos liberais. Em 1826, já maçónico, dirige o levantamento do Porto que obriga D. Maria II a aceitar a Carta Constitucional. Depois passa para os Liberais Radicais até 1835 quando deserta para os Moderados. Em 1846, dirige a Guerra Civil causada pela Patuleia e comanda os Cartistas, contra os Radicais (que antes apoiava) que bate com violência.
Em 1851, com a ajuda de José Passos, derruba os Cartistas e ajuda a impor a Regeneração que vem dar origem ao período da Monarquia Constitucional. Tempos depois, acusado de peculato por uns, detestado pela rainha que preferia Palmela, Saldanha tem ainda tempo para cobiçar a fortuna de Dona Antónia Ferreira (Ferreirinha).
Assim, o Duque de Saldanha, então Presidente do Conselho, pretendeu que seu filho, o Conde de Saldanha, contraísse matrimónio com a filha de tão distinta senhora.
D. Antónia recusou o convite, embora se sentisse muito honrada, alegando para o efeito a tenra idade de sua filha, que só tinha onze anos e que também gostaria que fosse ela a escolher o seu esposo. Pouco depois, em 1854, as duas fugitivas refugiam-se em Londres e, por lá permanecem, até 1856. quando aí casou, em segundas núpcias, D. Antónia, com Francisco José da Silva Torres, seu secretário.
Em 1880, ficou novamente viúva.
Voltando ao Duque de Saldanha em 1870 (com 80 anos), faz um novo golpe (a Saldanhada) que o mantém no poder até ser afastado por D. Luís. Vai então para Londres, como embaixador, onde falece em 1876 com 86 anos.
É legítimo, neste contexto, destacar também a Rua Luz Soriano (1802-1891), que perpetua a figura do historiador autor da incontornável “História do Cerco do Porto”. Mas, para lá das individualidades, era de toda a justiça destacar o esforço colectivo de toda a população da cidade. E, por isso mesmo, e tendo em conta a forma firme, “o denodo e resignação com que os portuenses valorosamente resistiram ao apertado sítio de 1832 e 1833”, a Câmara do Porto anunciará em13 de Junho de 1838 a criação da Rua da Firmeza. Já a Rua do Heroísmo evoca os episódios que se viveram no decisivo dia 25 de Julho de 1833 quando, pressionado pela abertura de novas frentes liberais, no Algarve e em Lisboa, o Marechal de D. Miguel, Luís de  Bourmont, lança contra a cidade um poderosíssimo ataque com todas as suas forças disponíveis, em várias frentes, de Campanhã à Foz. Foi dos momentos mais difíceis e cruciais do Cerco mas, após nove horas de intensos combates, os miguelistas seriam derrotados. A partir daí, e até ao dia 18 de Agosto, a iniciativa do contra-ataque passou para os liberais que, com sucessivas vitórias em Gaia, S. Mamede de Infesta (onde se localizava o principal reduto militar absolutista), Avintes e Valongo, acabam por romper o Cerco e assegurar a vitória do Porto, de D. Pedro, da Liberdade e do Liberalismo. No ano seguinte, em 1834, era aberta a Rua da Alegria, comemorando com alegria a vitória das armas constitucionais”.
Com a devida vénia a Joel Cleto



Ponte de D. Goimil ao fundo da Rua das Carvalhas em Moreira – Ed. MAC

A ponte medieval de D. Goimil, outrora pertencente à antiga via romana que ligava os rios Douro e Ave, é a mesma que, durante o reinado D. Afonso III (1210-1279), em meados do século XIII, seria conhecida como "via veteris" (estrada velha). 
Com efeito, esta estrada constituíra, na época da ocupação romana, a mais importante ligação existente entre as localidades do Porto e de Vila do Conde. 


Praça do Carvalhido em 1930 


Casa onde pernoitou D. Pedro IV com placa alusiva visível


Placa comemorativa da passagem de D. Pedro pela casa de Manuel Andrade


Casa onde pernoitou D. Pedro IV



Fachada principal da casa de Manuel Andrade onde pernoitou D. PedroIV


Aqui se localizava a casa onde pernoitou o rei D. Pedro IV agora totalmente remodelada – Ed. MAC



Na foto acima está a actual casa que substitui uma outra que pertenceu ao lavrador Manuel José de Andrade, onde dormiu D. Pedro IV na noite de 8 para 9 de julho de 1832, sita no lugar de Pedras Rubras, na Rua de Pedras Rubras nº 88. 





Memorial na Praia da Memória – Ed. MAC




Na sequência da Guerra Civil do qual D. Pedro IV se sagrou vencedor, derrotando e condenando ao exílio o seu irmão D. Miguel (bisavô do nosso contemporâneo D. Duarte Pio), a cidade pretendendo homenagear os "gloriosos" acontecimentos, alterou a toponímia naquela que foi, presumo, a primeira mudança de toponímia significatica.
A maioria delas caíram já em desuso, mas algumas prevaleceram até à actualidade.
Mas sigamos com o que surge publicado no Periódico dos Pobres no Porto em 20 de Novembro desse ano.
“A Illm.ª Camara Municipal desta Cidade com o fim de recordar os dias, nomes, e acontecimentos notaveis da Guerra porfiosa que cubrio de Gloria esta Cidade heroica, e de guardar um como monumento desses feitos gloriosos: resolveu em Vereação de 28 de Outubro passado que as ruas, praças e campos designados na Lista seguinte houvessem d'ora ávante as denominações ahi declaradas”.


ANTIGO TOPÓNIMO
NOVO TOPÓNIMO
Largo do Olival
Largo dos Martyres da Patria

Praça da Feira do Pão
Praça dos Voluntarios da Rainha

Praça do Mirante
Praça do Coronel Pacheco

Praça do Carvalhido
Praça do Exercito Libertador
Campo de Santo Ovidio
Campo da Regeneração
Campo da Torre da Marca
Campo do Duque de Bragança

Rua de Santo Ovidio
Rua de dezasseis de Maio

Rua do Reimão desde o Jardim de S. Lazaro até ao principio da Calçada que desce para Campanhã
Rua de vinte e nove de Setembro
Rua da Boavista desde a rua de Cedofeita para o poente
Rua de vinte e cinco de Julho

A continuação da Rua do Bolhão desde a Capella das Almas
Rua de Fernandes Thomás

Desde o Largo de Carvalhido até á Fonte de Cedofeita
Rua nove de Julho

Rua Direita de Santo Ildefonso desde o largo do Paço das Patas até ao de Santo Ildefonso
Rua de vinte e três de Julho

Postigo do Sol
Bateria do Postigo do Sol

Terreiro da Alfandega
Bateria do Terreiro da Alfandega
Largo das Virtudes
Terreiro das Virtudes
Largo da Victoria
Bateria da Victoria



Seguem-se os mapas elaborados pelo Governo Civil do Porto e publicados na Imprensa e em todos os lugares públicos da cidade em 20 de Abril de 1860



MAPA Nº 1

Mapa das ruas, largos, travessas e vielas, que prolongando-se com diversas denominações ficam agora reduzidas a uma só.





ANTIGO TOPÓNIMO
NOVO TOPÓNIMO
Rua Direita e Rua dos Ferradores e Largo de S. Roque e Senhor do Loureiro e Palhacinhas (Vila Nova)
Rua Direita
Rua de Santa Catarina e Rua Bela da Princesa
Rua de Santa Catarina
Rua de Cedofeita e Rua da Cruz e Rua 9 de Julho, até à Barreira
Rua de Cedofeita.
Rua da Torrinha e Rua do Priorado
Rua da Torrinha
Rua da Boavista e Rua 25 de Julho
Rua da Boavista
Rua da Porta de Carros e Rua do Bonjardim e Rua do Bairro Alto e Rua da Aguardente
Rua do Bonjardim
Rua do Laranjal e Rua dos Três Reis Magos
Rua do Laranjal
Rua de D. Pedro e Rua dos Três Reis Magos
Rua de D. Pedro
Rua da Alegria e Rua do Caramujo e Rua 24 de Agosto
Rua da Alegria
Rua do Campo Alegre e Rua de Santo Amaro
Rua do Campo Alegre
Praça de Carlos Alberto e Rua dos Ferradores
Praça de Carlos Alberto
Rua de S. Lázaro e Rua 29 de Setembro e Rua do Padrão de Campanhã
Rua de S. Lázaro

Rua dos Caldeireiros e Rua da Ferraria de Cima
Rua dos Caldeireiros
Rua de Costa Cabral e Rua 25 de março
Rua de Costa Cabral
Praça de D. Pedro e Porta de Carros
Praça de D. Pedro
Rua dos Lóios e Largo dos Lóios
Largos dos Lóios
Rua 27 de Janeiro e Rua 15 de Setembro
Rua da Constituição
Praça da Batalha e Largo de Santo Ildefonso
Praça da Batalha
Largo de S. Bento das Freiras e Rua do Loureiro
Rua do Loureiro
Rua do Almada e Rua das Hortas
Rua do Almada
Rua de S. Nicolau, largo da Ourivesaria
Rua de S. Nicolau

Sítio dos Guindais e sítio da Praia (Vila Nova)
Rua da Praia
Rua dos Marinheiros e Rua de Baixo (Vila Nova)
Rua dos Marinheiros.








MAPA Nº 2


Mapa das ruas, largos, travessas e vielas, cujas denominações ficam alteradas para se distinguirem de outras que as tinham idênticas.




ANTIGO TOPÓNIMO
 NOVO TOPÓNIMO
Rua do Calvário (Massarelos)
Rua do Gólgota
Rua das Flores (Massarelos)
Rua de Flora
Rua de Cimo de Vila (Foz)
Rua do Alto da Vila.
Rua Formosa (Foz)
Rua Bela
Rua da Boavista (Foz)
Rua da Bela Vista
Rua da Conceição (Foz)
Rua da Mãe de Deus
Rua da Alegria (Foz)
Rua dos Prazeres
Travessa da Alegria (Foz)
Travessa dos Prazeres
Rua de S. Bento (Foz)
Rua Beneditina
Rua de S. João (Foz)
Rua de S. João da Foz
Rua da Trindade (Foz)
Rua Trinitária
Rua do Laranjal (Foz)
Rua das Laranjeiras
Travessa do Laranjal (Foz)
Travessa das Laranjeiras
Rua Direita (Foz)
Rua Central
Rua do Pinheiro (Vila Nova)
Rua do Pinhal 


MAPA Nº3

Mapa das ruas, largos, travessas e vielas, cujas denominações ficam alteradas, para mais simplificação e facilidade.

ANTIGO TOPÓNIMO
NOVO TOPÓNIMO
Rua 16 de Maio  
Rua de Santo Ovídio

Rua 9 de Julho (de Barreiras para fora)
Rua da Liberdade
Rua 23 de Julho, ou Direita
Rua de Santo Ildefonso
Rua Nova de S. João
Rua de S. João
Rua Nova dos Ingleses
Rua dos Ingleses
Campo Grande
Campo do Poço das Patas
Calçada do Mirante
Rua do Mirante
Calçada dos Clérigos
Rua dos Clérigos
Travessa da Praça de D. Pedro
Travessa de D. Pedro
Beco do Arrabalde
Viela do Arrabalde
Travessa da Rua Bela da Princesa
Travessa de Santa Catarina
Beco de S. Macário
Viela de S. Macário
Beco do Poço
Viela do Poço
Calçada dos Carrancas
Rua dos Carrancas
Calçada do Corpo da Guarda
Rua do Corpo da Guarda
Beco das Panelas
Viela das Panelas
Beco de S. Salvador
Viela de S. Salvador
Beco dos Cadavais
Viela dos Cadavais
Beco do Peixe-Galo
Viela do Peixe-Galo
Beco de S. Dionísio
Viela de S. Dionísio
Beco do Monte Belo
Viela do Monte Belo
Rua da Ferraria de Baixo
Rua da Ferraria