segunda-feira, 29 de maio de 2017

(Continuação 1) - Actualização em 01/11/2018 e 01/03/2021


A Igreja de S. Nicolau está localizada na freguesia do mesmo nome.
Com a necessidade de melhorar a administração da cidade do Porto, em finais do século XVI, a única freguesia então existente, a de Santa Maria da Sé, foi dividida em quatro pelo bispo do Porto, Marcos de Lisboa: Sé, Vitória, São Nicolau e S. João Baptista de Belomonte, sendo esta última extinta, poucos anos depois, e repartida entre Vitória e São Nicolau.

“Antes da igreja, existia desde 1247, uma ermida de S. Nicolau, onde estava a Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova, que pertencia à Albergaria de Santa Catarina, instituição destinada ao tratamento dos leprosos na Reboleira e, por isso, serviria aquela ermida de oratório do hospital de Santa Catarina.
Nossa Senhora da Boa Nova era padroeira dos homens do comércio, mareantes e negociantes da cidade do Porto.
Tendo a ermida sofrido obras de ampliação em 1656, em 1671 o bispo D. Nicolau Monteiro manda edificar uma nova igreja, que será consagrada em 1676. Esta igreja é destruída por um incêndio em 1758, e no mesmo ano inicia-se a sua reconstrução segundo risco de Frei Manuel de Jesus Maria, e foi executada durante o bispado de D. Frei António de Sousa.
A nova igreja é aberta ao culto em 1762. Os retábulos laterais foram elaborados entre 1762 e 1763, por José Teixeira Guimarães e Francisco Pereira Campanhã e são dedicados a Santo Elói e a Nossa Senhora da Conceição”.
Fonte: “doportoenaoso.blogspot.pt”


No alto da fachada, encontra-se um frontão cortado por um nicho, com a imagem do padroeiro, em calcário. O interior do templo, de uma só nave, é coberto com abóbada em tijolo. O retábulo é em talha dourada rococó, e o painel é do pintor João Glama Ströberlle.

“Na sacristia, encontram-se várias obras de arte e valiosas peças de ourivesaria. Os arcazes, que vieram de Hamburgo, em 1817, têm os puxadores em bronze. Das peças de ourivesaria destacam-se um cálice do século XVI, com tintinábulos, uma píxide rococó, de prata, com legenda na base, um cálice em prata dourada, também rococó, e dois gomis com as respectivas salvas, do século XVIII, da autoria do ourives portuense Domingos Sousa Coelho.
Em 1832 foi acrescentado um adro gradeado para a protecção das sepulturas e em 1861 cobriu se a frontaria com azulejos”.
Fonte: “pt.wikipedia.org”


Igreja de S. Nicolau

Igreja de S. Nicolau em desenho de Joaquim Villanova c. 1833




17.5 Capela de Santo António do Penedo e Confraria de Santo António


A Capela de Santo António do Penedo, também conhecida por Capela de Santo António Magno, erguia-se no Campo de Santa Clara, hoje, o Largo 1º de Dezembro, tendo sido demolida em 1886, para abrir a actual Rua Saraiva Carvalho, para dar acesso à ponte de Luís I, a construir.
Já, agora, diga-se, que Saraiva Carvalho foi um político e ministro de várias pastas, interveniente na revolta conhecida por Janeirinha por ter tido lugar a 1 de Janeiro de 1868 e que depôs o partido Regenerador, à frente de um governo, até aí, com as finanças públicas de rastos e pelo aparecimento do partido Reformador. O jornal portuense “ O 1º de Janeiro” tem tudo a ver com a Janeirinha. O período que se seguiu à revolta foi de grande instabilidade governativa. 



Rua Saraiva Carvalho em 1908 - Ed. Aurélio Paz dos Reis



 

Na foto acima, uma manifestação do 1º de Maio, em 1908. À esquerda (em cima), o palacete dos Azevedos. 





Perspectiva actual da foto anterior



Dispensário Rainha D. Amélia – Ed. Photo Guedes



A imagem acima mostra uma capela que existiu junto do edifício onde funcionou o dispensário Rainha D. Amélia, encostada ao torreão da muralha Fernandina e, embora, esteja identificada em várias publicações, como sendo a Capela de Santo António do Penedo, tal não corresponde à verdade, como veremos a seguir.
Voltando à capela de Santo António do Penedo, ela tinha 12 a 15 metros de comprimento e 4 a 5 de largura e o arco bizantino da frontaria era o único na cidade.
Segundo algumas personalidades, supõe-se que esta capela foi construída no séc. XIV, mas “o primeiro documento que tem aparecido a seu respeito é um título do ano de 1504, onde se vê que naquela data estava ela vinculada, ou na posse dum tal Afonso Ferraz, a qual havia já herdado de seus ascendentes”.
Ignora-se, portanto, a data exacta da sua construção inicial, mas sabe-se que no 1º quartel do século XVII, foi alvo de uma séria remodelação.
Assim, em 1671/72, recebeu a capela, um coro e uma galilé executados pelo mestre pedreiro Manuel do Couto, segundo a traça do Padre Pantaleão da Rocha de Magalhães, mestre-capela da Sé do Porto e arquitecto amador, que investigações recentes ligam a algumas das obras mais importantes realizadas, no Porto, na segunda metade do século XVII.
Sabe-se que a capela começou por se chamar de Santo Antão passando, mais tarde, a Santo António.
Segundo o blogue “Porto, de Agostinho Rebelo da Costa aos nossos dias”:




“…Note-se que esta capela dedicada a Santo António não se referia ao Santo António de Lisboa, mas sim a Santo António Magno, eremita de Tebaida, conhecido por Santo Antão.
Agostinho Rebelo Costa afirma: “…a de Santo António do Penedo, que foi a primeira que se consagrou a este Santo”.
Ora, foi provado documentalmente que este Santo António era o ermitão que acima referimos.
O documento referido por Carlos das Neves, em O Tripeiro, Volume 1 a páginas 300 e Volume 2 a páginas 25, eram as “Memórias da Congregação do Oratório da Cidade do Porto…de 1741” e pertencia, em 1898, ao ex- Abade de Miragaia, quando foi lido pelo referido Carlos das Neves. Neste documento pode ler-se: 
“…determinaram Gaspar de Abreu de Freitas desembargador dos agravos desta Relação, como Juiz que era da Confraria de Santo António, ele e mais mordomos da mesma Confraria edificar um templo em honra de Santo António; porque não tinha este Santo sendo nosso português igreja alguma na cidade dedicada ao seu nome: pois ainda que a Capela, enquanto a dita Confraria até ali estava assentada, se chamava de Santo António do Penedo, por estar fundada sobre viva Rocha junto ao muro da cidade da parte de dentro; na realidade esta Capela não foi fundada para Santo António Português; mas sim para Santo António Magno que vulgarmente chamamos Santo Antão…”




Capela de Santo António do Penedo, em 1833 - Gravura de Joaquim Villanova




Em 1845, a capela de Santo António do Penedo (que existiu até 1886) no meio do Largo 1º de Dezembro



A gravura anterior é uma prova, em papel salgado, a partir de um calótipo de Frederick William Flower, em 1845, na qual é possível notar a presença de um cruzeiro que, como habitualmente, integraria uma via-sacra.
Abaixo, está representada, numa planta do século XIX, a área intramuros do Largo de Santa Clara.
Nela, pode observar-se a Capela de Santo António do Penedo e a sua orientação e, ainda, a casa de habitação a si adossada que acabou por pertencer a Teixeira Pinto.




Planta de Santo António do Penedo, antes, Carvalhos do Monte





Porta do Sol (vista de intramuros) e Largo de Santo António do Penedo


 

Na gravura, acima, pode ver-se, à direita, o cruzeiro do Senhor da Boa Fortuna, (actualmente exposto no cemitério da Lapa junto ao jazigo onde está Camilo Castelo Branco) próximo da casa de Teixeira Pinto (exemplificado no desenho abaixo).
A capela adossada à casa era propriedade do morgado Miguel Brandão e Silva.
Em 1860, sendo proprietário da casa adossada à capela, que vinha a apresentar sinais de ruína, desde 1835, Teixeira Pinto (…)



“ (…) num processo trabalhoso, conseguiu também a capela para si. O agora proprietário tratou de a adaptar ao uso que lhe pretendia e daqui adveio o último estágio evolutivo do monumento, poucos anos antes da destruição final: nivelou-a ao seu prédio do lado poente, demolindo o alpendre bem como a escadaria localizada em frente deste. Todo este terreno deixado livre foi à sua custa, ajardinado, e mais algum de que entretanto se apossou... Mais pobre mas ainda com aspeto de capela, o seu interior foi a partir daí usado como dependência de arrumos do proprietário.”
Com o devido crédito a Nuno Cruz, administrador de “aportanobre.blogs.sapo.pt”



Quanto ao arco cruzeiro da capela, alguns dizem terem ido, as suas pedras, para os jardins o Palácio de Cristal e sido alvo de um projecto de instalação, aí. No entanto, tal nunca se concretizaria por se terem extraviado alguns dos seus elementos estruturais. Outros estudiosos colocam outras hipóteses.




“O arco cruzeiro desta capela, de primoroso lavor, foi salvo da destruição tendo também ele sido remetido para S. Lázaro. Contudo, como refere Pedro Vitorino (ver aqui) quando o quiseram voltar a erguer na quinta do SMAS, o mesmo já se mostrava incompleto!”
Com o devido crédito a Nuno Cruz, administrador de “aportanobre.blogs.sapo.pt”




Planta do Largo de Santa Clara




Quando a capela de Santo António do Penedo se tornou exígua e os desembargadores, cuja confraria tinha como patrono Santo António de Lisboa e que vinham ocupando aquela capela por favor, quiseram ter templo próprio onde instalar a irmandade, escolheram um terreno perto do medieval Campo das Hortas, mesmo em frente à Porta de Carros, que se abria no pano da muralha fernandina, compraram-no e, aí, começaram a erguer a ermida com a ajuda de esmolas dos fiéis.
A escritura respectiva ocorreria em 20 de Dezembro de 1657, em que são outorgantes a Câmara e a Mesa da Confraria de Santo António e na qual é feita a oferta condicionada, daquela a esta, de uns terrenos situados fora da Porta de Carros para a construção de um templo. A escritura viria a ser confirmada por alvará régio de 4 de Abril de 1658.
Este templo iria ser, finalmente, o primeiro da cidade dedicado a Santo António de Lisboa.
Aliás, compreende-se a devoção dos desembargadores a Santo António de Lisboa, justificada pela lenda, que reza que o seu pai tinha sido injustamente condenado pelo homicídio de um vizinho. Já ia a caminho da forca quando Santo António, então em Pádua, se terá transportado espiritualmente para Lisboa para o defender e salvar da morte.
Neste episódio radica a expressão; “Tirar o pai da forca”.
Entretanto, poucos meses depois do início das obras, os magistrados abandonaram o projecto e ofereceram o terreno e o que já havia da ermida à Câmara do Porto, "para sempre, enquanto o Mundo durar".


(Continua)

domingo, 28 de maio de 2017

(17. Conventos, Mosteiros e Igrejas)

17.1 Capela da Nossa Senhora da Piedade e Imagem da Nossa Senhora do Ó


A imagem da Nossa Senhora do Ó que se encontra na capela, que se situa no Largo do Terreiro, na Ribeira, não está na capela original.
A original, que é descrita por Pinho Leal como sendo "rica e bonita e uma das mais sumptuosas do Porto", esteve numa outra capela construída por cima da Porta da Ribeira e aberta ao culto em 1784.
A capela do Largo do Terreiro encontrou-se abandonada por um largo período de tempo até que a respectiva confraria a restaurou e, em 1694, pediu a sua bênção, mas por motivos desconhecidos este pedido só foi atendido em 1783, já quando nenhum dos membros daquela confraria era vivo. 
Em 1821, a Porta da Ribeira foi demolida e o mesmo aconteceu com a capela junto dela, sendo extinta a confraria respectiva. 




Gravura de Henry Smith – 1813 – à esquerda vê-se a antiga e belíssima Capela da Senhora do Ó encostada à muralha.



“Existem opiniões diversificadas quanto à imagem de Nossa Senhora do Ó, pois, alguns acreditam, que ela teria sido transferida para a Capela da Piedade, outros dizem que a imagem não terá escapado à destruição da capela e a que se encontra actualmente na Capela da Piedade (também chamada da Piedade do terreiro, da Piedade do Cais ou simplesmente da Senhora do Cais) trata-se de uma imagem do Séc. XIX. 
A capela do Largo do Terreiro pertence ao Séc. XVII sofreu obras de reconstrução no Séc. XVIII. Alguns elementos dessa reconstrução ainda são visíveis mas a fachada foi bastante danificada durante o Cerco do Porto, em 1833. 
A capela já nos nossos dias foi restaurada, desta vez pela população da freguesia de S. Nicolau, em 1982, que fez ressurgir as festas em honra da nossa Senhora do Ó, realizadas em Agosto. 
A fachada principal da capela tem uma porta central, uma janela de cada lado da mesma e uma mais acima. Estas três janelas são todas elas gradeadas e com ornamentos. 
No telhado existe um pequeno nicho que abriga o sino e que é rematado por uma cruz de pedra”.
Fonte, site: “portoxxi.com/cultura”



Gravura da primitiva capela junto à porta da Ribeira - Gravura de Henry Smith – 1813




Capela de Nossa Senhora da Piedade no Largo do Terreiro




Seja, ou não, a imagem actualmente exposta de Nossa Senhora do Ó, na capela da Piedade, a primitiva que esteve na Ribeira, o certo é que, em meados do século XIX, a festa habitual a Nossa Senhora do Ó ou Nossa Senhora da Expectação, realizada a 18 de Dezembro, no ano de 1849, teve lugar na Igreja da Graça, ao Carmo.
 
 
“Festividade: ontem, houve festa da Srª do Ó na Igreja da Graça, com jantar aos órfãos”.
In “Periódico dos Pobres no Porto”, 19 Dez.1849, p. 2103






O Mosteiro de S. Bento da Vitória e a sua igreja localizam-se na actual Rua de S. Bento da Vitória.
Foi o primeiro e único mosteiro beneditino masculino a ser erguido na cidade do Porto.
Esta zona da cidade foi durante anos conhecida como o Olival e era, antes da expulsão dos judeus, levada a cabo por D. Manuel I, por eles ocupada.
Em 1596, o mosteiro é fundado, sendo que, em 1604, é dado início à sua construção.
Em 1693, é concluída a construção da Igreja de São Bento da Vitória e, em finais do século XVIII, ocorre a conclusão dos trabalhos de decoração do seu interior.
De notar os três nichos da fachada onde estão representados São Bento, a Santa Escolástica irmã gémea de São Bento e ainda, Santa Gertrudes. Como curiosidade diga-se que a igreja possui um órgão imponente, alvo de várias intervenções e um outro como cópia em frente deste, apenas para dar uma ideia de simetria sem outra qualquer funcionalidade.
Entre muitos motivos de interesse é de notar que no coro alto existe um belo cadeiral em talha, considerado um dos mais belos da Europa, obra concretizada entre 1716 e 1719 pelo entalhador bracarense Marceliano de Araújo, em parceria com Gabriel Rodrigues Álvares, de Landim. Nos seus espaldares estão colocados quadros policromados e que narram episódios da vida de S. Bento. 
 

 

Gravura de Joaquim Villanova da igreja de S. Bento da Vitória, em 1833
 
 
 
A igreja do mosteiro substituiu a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória  entre 1833 e 1852, durante as obras de reconstrução desta, tendo sido, depois, cedida, em 1853, à Arquiconfraria do Santíssimo Imaculado Coração de Maria.
Durante a Guerra Peninsular o mosteiro foi ocupado alternadamente pelos dois exércitos em conflito e usado como hospital militar.
Em 1834, e após o fim das Ordens Religiosas, ocorrido na sequência da Guerra Civil, o mosteiro foi utilizado como tribunal, quartel e casa de reclusão.
Nas décadas de oitenta e noventa do século XX, o mosteiro foi restaurado pelo IPPAR (1984-1990), o que permitiu a reinstalação de uma pequena comunidade de beneditinos e a instalação do Arquivo Distrital do Porto e da Orquestra Sinfónica do Porto.
 
 
 

Igreja do Mosteiro de S. Bento da Vitória












Igreja da Paróquia de Nossa Senhora da Vitória.




A 50 metros da Igreja do Mosteiro de S. Bento da Vitória fica a Igreja da Paróquia de Nossa Senhora da Vitória.
Pela Rua da Vitória que, antes ainda da criação da paróquia de Nossa Senhora da Vitória, em 1583, pelo bispo D. Frei Marcos de Lis­boa, se chamou Viela de S. Roque ou Rua de S. Roque, em memória de uma capela da invocação deste padroeiro, passou a devoção a São Roque, o protector do povo contra a peste. Desse pequeno templo não há qualquer vestígio. 
Existe, porém, aberto na fachada de uma das casas da Rua da Vitória, um pe­queno nicho com a imagem de S. Roque. É em torno desta imagem que os moradores da zona, mantendo uma tradição muito antiga, continuam a fazer a festa ao padroeiro.




Nicho com a imagem de S. Roque na Rua da Vitória - Fonte: Google Maps




Em 1583 o bispo D. Frei Marcos de Lisboa criou a freguesia da Vitória. Em 1638 uma humilde ermida que por aqui existia foi transformada em templo, tendo sido em 1755, completamente remodelado.
Durante o cerco do Porto a igreja que convivia paredes meias com uma bateria foi severamente danificada, sendo reconstruída em 1852 e em 1874, foi alvo de um grande incêndio que destruiu o altar. A esta calamidade ocorreram de pronto os paroquianos que a reergueram.
Destaca-se no seu interior as talhas dos altares, dos púlpitos e da sanefa do arco cruzeiro, desenhada e executada pelos mais notáveis artistas do rococó portuense - Francisco Pereira Campanhã e José Teixeira Guimarães. A escultura da Virgem do altar-mor é da autoria do escultor Soares dos Reis, excepto o rosto que seria encomendado a um santeiro local, para substituir o do mestre, que se dizia ser a  reprodução do rosto da mãe do escultor, e ser muito humanizado.




Fachada lateral voltada a Sul (para o rio Douro) – Ed. J Portojo


(Continua)


sábado, 27 de maio de 2017

(Conclusão) - Actualização em 07/03/2018

Bairro de Pereiró (Ramalde)



Junto à Praceta José Régio e Beco do Machado




Bairro de Ramalde




Junto à Rua Doutor Aires de Gouveia Osório e Alameda Aquilino Ribeiro




Bairro do Cerco do Porto (Campanhã 1961)
804 fogos (139 T1, 268 T2, 295 T3, 102 T4)




Bairro do Cerco junto à Rua do Peso da Régua




Bairro do Cerco junto à Rua Nossa Senhora do Calvário




OUTROS


Bairro de Contumil (Campanhã)



Encontramos este bairro junto da Rua de Contumil.




Bairro de Contumil na actualidade




Bairro do Viso (Ramalde)



O acesso a este bairro é feito pela Rua Direita do Viso.



O Bairro do Viso junto à Rua de Bordeaux



Bairro Bom Pastor (Paranhos)



A este bairro tem-se acesso pela Rua de S. Dinis, próximo do Vale Formoso.



Bairro Bom Pastor na actualidade




Bairro Novo de Paranhos



Este bairro fica junto à Igreja de Paranhos.




Junto à Rua Arqº Lobão Vital




Bairro Leonardo Coimbra (Paranhos)


Localiza-se este bairro muito próximo da Arca d’Água.



Bairro Leonardo Coimbra junto à Rua Alexandre Fleming




Bairro Sá de Miranda (Paranhos)



Este bairro fica próximo do Colégio Luso – Francês, ao Amial.



Bairro Sá de Miranda junto à rua do mesmo nome





Bairro Agra do Amial (Paranhos)



Este bairro situa-se junto Instituto Superior de Engenharia.



Bairro Agra do Amial, junto à rua do mesmo nome



Vista aérea do Bairro da Agra do Amial, em 1962, observando-se, mais afastado, o edifício da escola, a Rua da Agra do Amial e, no canto inferior direito, um pouco da antiga Aldeia da Bouça e a Viela da Bouça



Bairro de Francos (Ramalde)



Bairro de Francos junto à Rua Direita de Francos




Bairro das Condominhas (Lordelo do Ouro)




Junto à Rua das Condominhas



Junto à Travessa das Condominhas




Bairro Pinheiro Torres na Pasteleira (Lordelo do Ouro)


Bairro Pinheiro Torres, em 1973



Bairro Pinheiro Torres junto à Rua da Pasteleira


Este bairro foi começado a construir em 1970, contando com 428 fogos e mais de 1100 moradores. Teve uma empreitada de requalificação em 2010. 



Junto à Ribeira da Granja, com a Travessa da Mouteira, à direita – Fonte: Google maps




No espaço deste bairro fica a capela de Santana, recuperada aquando da construção do mesmo em finais da década de 60 do século XX.
Essa capela teria sido construída, provavelmente nos finais do século XVIII, e com uma entrada lateral, para além da principal.




Reconstrução da Capela de Santana - Ed. monumentosdesaparecidos.blogspot





Bairro do Aleixo (Lordelo do Ouro)



Adoptando a tipologia de torre, este bairro chegou a ser constituído por 5 torres, cada uma delas com treze andares e alojando cerca de 60 habitações. 
Localizava-se na zona da Arrábida, no cimo de uma pequena elevação, que teve no seu sopé, a sul, em tempos que já lá vão, a Fábrica do Gás, marginando a Rua do Ouro.
Com a sua construção pretendeu-se dar solução, em parte, a muitas famílias que viviam em condições precárias na Ribeira e no Barredo.
Aliás, o plano Auzelle chegou a preconizar a demolição da zona histórica e substituí-la por áreas ajardinadas.
Entre outras vozes que se levantaram contra a ideia, é de destacar a do arquitecto Fernando Távora.
A inauguração do Bairro do Aleixo ocorreu a 13 de Abril de 1974, sendo que, à data, apenas existindo a primeira torre, a segunda torre foi "tomada de assalto", cerca um ano e meio depois, sem se encontrar completa.
Não passou muito tempo para observar que a tipologia das habitações sociais encontrada neste caso concreto não se coadunava com a realidade quotidiana. 
Desde cedo, por isso, se viu este bairro envolvido em polémica, quando foi decidida a demolição de duas delas em 2011, no consulado de Rui Rio. 
Estando previsto demolir todo o bairro, tal só se concretizaria no dealbar do ano de 2020.




As cinco torres do Bairro do Aleixo



Em 2019, ainda se observava uma torre



Bairro das Antas (Bonfim)



Para este bairro tem-se acesso pela Rua das Antas




Bairro das Antas 




Bairro Daniel Constant



Este bairro faz parte do património imobiliário da Santa Casa da Misericórdia do Porto, localizado no que foi outrora o sítio de Currais, junto do antigo hospital Rodrigues Semide.
É constituída por um complexo de habitações arrendadas a pessoas com dificuldades económico-financeiras, construído ao abrigo do PER (Programa Especial de Realojamento).



Bairro Daniel Constant em Currais




Daniel Constant (1907-1984), foi pintor e um jornalista e cronista excepcional, que exerceu esta actividade no jornal “O Primeiro de Janeiro”, onde foi, durante anos, encarregado da secção “Turismo & Gastronomia”.
Como pintor ficou conhecido como um exímio aguarelista.




Cidade Cooperativa da Prelada
 
 
“A Cidade Cooperativa da Prelada é um grande conjunto edificado que integra 591 apartamentos e diversos equipamentos. A 14 de Junho de 1988 é celebrado um protocolo entre a Câmara Municipal do Porto, a FENACH (Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica) e o INH (Instituto Nacional de Habitação) com vista à edificação de um grande conjunto residencial intercooperativo na Prelada, à margem da Via de Cintura Interna. Em 1989 associam-se oito cooperativas à iniciativa, mas apenas sete vêm a participar na edificação do conjunto - Sete Bicas, CETA, Hazal, Portocoope, Santo António das Antas, Santo Ildefonso, Solidariedade e Amizade. Após a realização de um concurso limitado, é seleccionada uma proposta elaborada pelo Grupo 3. A primeira pedra é assente em 1990 e o conjunto é inaugurado em 1993.
O conjunto integra nove edifícios residenciais, todos eles caracterizados pelo seu revestimento exterior a tijolo maciço. Cinco destes edifícios apresentam 15 andares, enquanto que os restante quatro apresentam 11. Um décimo edifício mais baixo, correspondente a um jardim de infância, completa o conjunto. Dois dos edifícios mais altos integram ainda espaços comerciais voltados para uma alameda pedonal, sendo os restantes espaços exteriores densamente ajardinados”.
Cortesia de José Pedro Tenreiro
 
 
 
 

Cidade Cooperativa da Prelada



Localização dos Bairros

Localização dos Bairros do Porto - Cortesia de Fátima Loureiro de Matos, In "Os Bairros Sociais no espaço urbano do Porto: 1901-1956"