Edifício situado na Rua do Rosário nº 125/129, com projecto
do arquitecto Marques da Silva.
“c. 1905 - Fundação de
uma primeira oficina pelos irmãos António e Joaquim Enes Baganha, na R. de
Vilar, nº 136; 1919 - construção de um prédio na R. do Rosário, integrando
espaço destinado à instalação da oficina Baganha, pelo Arq. José Marques da
Silva; 1920 - mudança para a nova oficina; 1934 - António Baganha morre num
acidente de viação, quando se dirigia para Viseu; a partir de então a oficina
passa a designar-se "Viúva de
António Baganha (Casa Baganha)", nome que conservará até que os dois
filhos de António, Domingos e António Baganha, se dedicam à mesma actividade do
pai e tio; 1930, final da década - a oficina toma o nome de "Baganha &
Irmão"; 1964, Jul. - dissolução da sociedade entre os irmãos, pelo que a
oficina se passa a designar "Oficina
de Escultura Decorativa Domingos Enes Baganha"; 1974 - com as mudanças
políticas e sociais, a oficina entra em declínio; 1975, Out. - encerramento por
motivo de falência; 1976, 27 Fev. - Domingos Baganha alerta o Secretário de
Estado do Trabalho para o "variado e grandioso património artístico único
no seu género no País e que está em risco de se perder se as entidades
responsáveis não lhe lançarem protecção"; posteriormente deve ter
manifestado ao Museu Soares dos Reis e ao IPPC a sua vontade de doar o espólio;
1978, Dez. - sob ordens do IPPC, desloca-se à oficina uma comissão formada pelo
Dr. Florido Vasconcelos e Drª Clementina Quaresma; 1979 - o edifício pertencia
a diversos herdeiros, não dispondo nenhum deles de meios para o adquirir na
totalidade; a sua avaliação foi feita pelo Eng. Joaquim Vieira Mendes Jorge;
1982, 30 Jul. - oficializa-se a doação da colecção por Domingos Enes Baganha ao
Museu Nacional Soares dos Reis; 1983, 5 Jan. - doação oficialmente aceite pelo
Estado; 1994, Fev. - morte do doador.”
Fonte: “monumentos.gov.pt/”
Pérgola da Foz
Uma das obras mais visíveis de António Enes Baganha data de
1931. É a Pérgola da Foz, em frente à
Praia do Molhe. Custou 53.000$00.
Sobre o edifício da rua do Rosário é o texto seguinte.
“Paredes exteriores em
alvenaria de granito rebocado; Fachada principal rebocada; Pavimentos
interiores em soalho de madeira e mosaico cerâmico; Paredes interioes com
acabamento a rebocado estanhado; Cobertura em estrutura de madeira e revestida
a telha de barro; Revestimento da mansarda das traseiras a placas de ardósia;
Caixilharias de madeira pintadas; Guardas em ferro; Figuras decorativas em
reboco.
(…) Este edifício
confronta a N. com o nº 135, que foi em tempos adquirido pelo Domingos Enes
Baganha, onde se julga ter funcionado um armazém de peças. Neste é ainda
visível no logradouro um pequeno forno ligado à actividade do Baganha. No
momento actual encontra-se em avançado estado de degradação, mas é onde se
encontra grande parte do espólio a ser inventariado e armazenado. O sobrinho e
afilhado de Domingos Enes Baganha continua a trabalhar em estuques na firma
QUERELLE. Domingos Baganha trabalhou em muitas obras na cidade do Porto com o
Arq. Marques da Silva. A sua oficina elaborou ao longo da sua existência
propostas para concurso de obras de restauro e conservação para a DGEMN e
IPPAR, onde as executou na sua grande maioria: Igreja de Serzedelo, restauro
dos frescos das paredes das naves da Igreja de S. Sebastião da Ilha Terceira,
Casa do Infante, Castelo de Chaves, Convento de Arouca, Igreja de Santa Clara,
Igreja de Vilar de Frades, Igreja de S. Francisco, Igreja de S. Cláudio de
Nogueira, Igreja de Longos Vales, Igreja Matriz de Vimioso, Impermeabilização
do Castelo do Queijo, Matriz de Caminha, Matriz de Viana do Castelo, Muralha de
D. Fernando, Muralha de Valença do Minho, Muralha de Chaves, Museu Alberto
Sampaio, Paço dos Duques de Bragança, Repartição Pública de Valença, Castelo de
Melgaço, Igreja de Paderne, Igreja de S. João dos Calvos, Mosteiro de Sº. André
de Rendufe, S. Domingos de Guimarães, Sé de Miranda do Douro, Sé de Braga,
Igreja de Santa Clara de Vila do Conde, Centro Universitário da Mocidade
Portuguesa, Igreja e Torre dos Clérigos, Matriz de Torre de Moncorvo, Palácio
das Carrancas, etc.”
Com a devida vénia a Isabel Sereno, 1994; In
“monumentos.gov.pt/”
Edifício Oficina de Enes Baganha
A partir de 1995 a firma CRERE ficou a ser o fiel
depositário da colecção deixada por Domingos Enes Baganha. A CRERE é uma
empresa na área das indústrias culturais, com actividade centrada na
conservação e restauro de património imóvel, integrado e móvel. Teve uma ligação
estreita com a Oficina Baganha, e foi incumbida pela viúva de Domingos Baganha,
por vontade manifesta deste último, da missão de perpectuar a sua obra.
Sem comentários:
Enviar um comentário