quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

(Continuação 51)


Foi morada do banqueiro Manoel Pinto da Fonseca na esquina da Avenida da Boavista com a Rua de Belos Ares, e destruído por um incêndio no dia 14 de Outubro de 1926. Na mesma rua na esquina oposta fica o palacete da viscondessa de S. Tiago de Lobão.
Na planta de Teles Ferreira de 1892 é possível observar que o palacete já existia nessa data e será bem anterior.

Com o nº 1 o Palacete Manoel Pinto da Fonseca


Manoel Pinto da Fonseca foi um banqueiro, que, em conjunto com o seu irmão abriria a casa Pinto da Fonseca & Irmão que viria a falir em 1933.
Manuel Pinto da Fonseca nasceu em 10 de Outubro de 1804 em Divino Salvador de Moure, Felgueiras. Era filho de Francisco Pinto Lemos e Violante Ribeiro da Fonseca e irmão de Joaquim Pinto da Fonseca e António Pinto da Fonseca.
Sabe-se que em 1872 Camilo Castelo Branco mandou inutilizar toda a edição de um romance que então tinha a imprimir: - "A Infanta Capelista"; e que, nesse mesmo ano, alguns meses passados, fazia publicar, editado pela editora de Ernesto Chardron, "O Carrasco de Vítor Hugo José Alves", cuja acção e personagens são inteiramente iguais aos do livro condenado.
Nele são referidos os grandes negreiros Fonsecas, Manuel e Joaquim.
O primeiro, Manuel Pinto da Fonseca, foi porventura o único grande negreiro invocado, até então, pelo nome próprio, na ficção portuguesa e assim classificado, nos anos quarenta, no Rio de Janeiro, pelos comissários ingleses ali destacados para fiscalizarem o tráfico de escravos, como o maior deles. Regressado a Portugal em 1851, Camilo Castelo Branco faz-lhe referência e ainda ao seu cognome de “o Conde de Monte Cristo”, pela ligação que tinha tido ao tráfico de escravos no Brasil, onde fez uma fortuna colossal.


Palacete Manoel Pinto da Fonseca


Palacete Manoel Pinto da Fonseca na Avenida da Boavista - Ed. Estrela Vermelha

Vista actual da foto anterior-Fonte: Google Maps


Remodelação feita em 1898, acrescentando a fachada poente voltada para a Rua dos Belos Ares


Ataque ao incêndio no palacete em 1926 – Ed. Foto Alvão – CPF; Fonte: portoarc.blogspot.pt

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