segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

25.298 Hospital Militar em Pardelhas

 
Não existindo qualquer hospital militar construído de raiz, no Porto, quando teve lugar a guerra civil fratricida, logo que o conflito terminou, começaram as autoridades a estudar a sua implantação.
Diga-se que a construção do Hospital Militar, cuja construção foi  decidida, então, após o Cerco do Porto, apenas ocorreria no último quartel do século XIX.
Assim, ao longo dos tempos, vários locais foram servindo como hospitais militares.
Antes, em 1808, durante a Guerra Peninsular, uma parte do mosteiro de S. Bento da Vitória foi ocupada pelas tropas invasoras francesas e, posteriormente, pelas portuguesas, tendo-se servido dele como hospital militar, até 1820.
Foi mudado, depois, para a Casa dos Celeiros, na Cordoaria. No dia 19 de Março de 1832, quatro me­ses antes da entrada no Porto de D. Pedro IV, um incêndio destruiu totalmente os barracões do Celeiro Público e, onde, à data, se encontrava aquartelada a 1ª Companhia da Guarda Real da Polícia do Porto. 
Após as invasões Francesas, entre 1810 e 1822, também o edifício onde nasceria o Palacete das Cardosas, é ocupado por tropas portuguesas que aí instalaram um hospital militar.
Durante o cerco do Porto, em 1832/1833, houve vários locais que funcionaram como hospitais militares.
Em 1832, a casa de José Cardoso, à Rua S. Bento da Vitória e, uma outra, à Rua da Paz, estavam também, a servir como hospital militar.
Com a extinção das ordens, em 1834, começou imediatamente a pensar-se, utilizar o convento de Santo António dos Capuchos, como hospital militar, o que não se concretizou.
Então, outras instalações com carácter provisório foram usadas, como são os casos do Convento de S. João Novo, onde o hospital começou a funcionar em 12 de Maio de 1835, do Mosteiro de S. Bento da Vitória e do Hospital da Ordem Terceira de S. Francisco.
O Hospital da Ordem Terceira de S. Francisco seria instituído como hospital militar permanente, em 21/11/1851, até à construção do Hospital D. Pedro V e, por isso, teve um papel de destaque.
Sobre este hospital dizem as Memórias Paroquiais de 1758:
 
 
“(…) na rua da Ferraria de Baixo desta freguezia, ha hum Hospital, que serve de curar as infermidades dos irmaõs terceiros de S. Francisco, q adoecem e naõ tem com que curarse em suas cazas. Principou esta obra em 28 de abril de 1734; e por ser obra magnifica durou the o anno de 1743; q foi o primeiro anno em q pera o dito hospital entraraõ os doentes, o q foi no dia primeiro de septembro do dito anno de 1743. Pera esta obra muitas pessoas deixaraõ suas esmolas(…)”.
 
 
O Hospital da Ordem Terceira de S. Francisco foi construído entre 1734 e 1743. A cronologia da sua existência é a seguinte:



"1686, Agosto - Foi construído pela Ordem Terceira de São Francisco, um edifício destinado ao recolhimento e assistência dos irmãos pobres, entrevados e cegos, situado ao fundo da Rua do Comércio do Porto (antiga rua da Ferraria de Baixo); 1687, 24 de Novembro - inauguração; 1714 - nesta data, tinha apenas seis irmãs recolhidas, ficando então decidido que quando a última morresse o edifício seria destruído e em seu lugar seria construído um hospital mais espaçoso e sólido para tratar e acolher doentes, e enquanto o hospital não fosse construído, os necessitados seriam tratados em suas casas, à custa dos rendimentos da Ordem; 1734 - início das obras de construção do novo hospital, dotado de duas frentes, uma para a Rua do Comércio do Porto e outra para a Rua da Bolsa, sendo os fundadores deste edifício Manuel Ribeiro Poço e Manuel da Silva e Sousa; 1743, 26 Maio - inauguração; 1765, 22 de Dezembro - foi acrescentada uma enfermaria de entrevados; 1786 - acrescentou-se uma outra para incuráveis; 1856, 20 de Fevereiro - estabeleceu-se no hospital uma Sopa Económica diária; 1865 - no primeiro piso do hospital, são criadas pelos beneméritos irmãos Conde de Ferreira e comendador Manuel Francisco Duarte Cidade, escolas femininas e masculinas para filhos de irmãos pobres; 1876 - nesta data, frequentavam as escolas 214 alunos de ambos os sexos; 2008 / 2009 - ampliação do hospital com a construção de mais uma ala a Este".
Cortesia de Ana Filipe (2009); In “monumentos.gov.pt”

 
 

Hospital da Ordem Terceira de S. Francisco em 1834 – Desenho de J. Villanova
 
 
 
Em 1861, decide-se passar a utilizar, para o efeito, a Quinta das Águas Férreas, pelo que, a 20 de Maio de 1862, as instalações de S. João Novo são abandonadas.
No entanto, o problema não se encontrava resolvido, pelo que se decide construir um hospital Militar permanente.
Pelo meio, ao longo dos anos, ficaram sem efeito as hipóteses do Colégio dos Órfãos, do Recolhimento do Anjo e, até, do Convento dos Carmelitas. 

 
 

In jornal “O Comércio do Porto” de 30 de Setembro de 1861
 
 
 

Finalmente, o Hospital Militar D. Pedro V seria construído em terrenos do lugar de Pardelhas, entre as ruas da Boavista e das Valas, praticamente, no términos da Rua da Boavista.
Para o efeito, é adquirido, em finais do ano de 1861, um terreno à face da Avenida da Boavista, pertencente a “Ana Esganada”.
Em 15 de Março de 1862, dada a dimensão da construção que vinha sendo projectada, é comprado, junto do inicialmente adquirido, o Campo de Pardelhas, do domínio directo da Mesa do Prioral de Cedofeita e o Campo da Consorte, da directa senhoria da Colegiada de Cedofeita.
Os dois terrenos confrontavam a nascente com um caminho (hoje a Rua Dr. Carlos Cal Brandão) e, o primeiro, a sul com a Avenida da Boavista e, o segundo, a norte com as terras do “Forneiro” e foram comprados a Maria Joaquina e sua irmã Ana Francisca.
A construção do hospital foi autorizada por Carta de Lei de 18 de Abril de 1854, por D. Fernando II, Regente, em nome do seu filho menor, o Rei D. Pedro V.
Lançada a primeira pedra, em 22 de Abril de 1862, foi baptizado em homenagem ao Rei D. Pedro V, falecido no ano anterior.
Em 13 de Novembro de 1862, ao terreno já existente é acrescentado de mais 3102 m2, pela compra do Campo Novo (antigo Campo da Arrotêa), situado nas Valas (Rua Nossa Senhora de Fátima), à mesma Ana Francisca, por cem mil réis, sendo directo senhorio o D. Prior de Cedofeita.
Em 7 de Abril de 1863, são adquiridos mais 2283 m2, a Maria Constança Ribeiro e sua irmã.
Em 1875, mais uma porção de terreno seria comprada a José António Pereira Duarte, José Pereira da Rocha e Zeferino Matos.
Como curiosidade, diga-se que, em 30 de Março de 1869, O Ministério de Guerra pagou ao D. Prior de Cedofeita, a quantia de 5$590 réis de foro, relativo a 1862 e 1863, do prazo de Pardelhas.
Para que conste, apenas pelo Decreto-Lei n.º 195-A/76, de 15 de Março de 1976, assinado pelo General Costa Gomes, foi abolida a enfiteuse, a que se achavam sujeitos os prédios rústicos, transferindo-se o domínio directo deles para o titular do domínio útil, sendo os titulares do domínio directo indemnizados em determinadas condições e caso fossem, pessoas singulares.
Naquele ano, o mesmo sucederia para os prédios urbanos pelo Dec.-Lei n.º 233/76, de 2 de Abril.
 




O Hospital militar, inacabado, c. 1869
 
 
 
Na foto acima observa-se, à direita, que a Rua da Boavista (hoje Avenida da Boavista) ainda não foi aberta.
As obras só terminaram em 1914.
Um grande incêndio deflagrou em 27 de Julho de 1918, que destruiu uma grande parte da fachada principal e a capela do hospital. Esta ostentava um dos altares do Convento de Monchique, que tinha sido para lá deslocado e que também ardeu.

 
 

Hospital Militar, em 1900
 
 
 

Projecto do Hospital Militar de D. Pedro V
 
 
 
"Recebe os primeiros doentes em 1869, quando só 1/3 do projecto estava concluído. Na sequência do golpe republicano de 1910, o hospital passa a designar-se "Hospital Militar do Porto". Quando da reorganização do Exército de 1926, o estabelecimento passou a ser o Hospital da 1.ª Região Militar, com a designação de "Hospital Militar Regional nº 1". Em 1990, em homenagem àquele grande rei, o hospital voltou a incluir o nome do Rei D. Pedro V na sua designação oficial que passou a ser "Hospital Militar Regional nº 1 (D. Pedro V)”.
In O Tripeiro Série VI, Ano X

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

25.297 Desastres marítimos às portas de Leixões

 
1. O encalhe do navio grego Hadiotis
 
 
O Hadiotis, um navio de carga a vapor, foi lançado em 1928, em Howden, Tyne, no estaleiro de Northumberland Shipbullding Co. e entregue, em 1929, à empresa de navegação grega Kassos Steam Navigation.
O saudoso Rui Amaro, no texto seguinte, deu-nos uma panorâmica do acontecido, junto ao porto de Leixões.
 

 
“A 15/02/1941, pelas 16h00, começaram a sentir-se ventos tempestuosos do quadrante noroeste com rajadas de 65kmH, as quais por vezes aumentavam de intensidade, formando forte maresia, que penetrava, perigosamente na bacia e na nova doca comercial do porto de Leixões, e das 18h00 às 21h30 passou à situação de ciclone com ventos soprando entre os 128 e 145kmH. Aquele ciclone devastava-tudo por onde passava, eram árvores, automóveis, telhados, casas velhas, embarcações, etc. Por precaução, o sota-piloto-mor António da Silva Pereira, já tinha mandado alguns pilotos para bordo dos vapores surtos no anteporto para resolver qualquer eventualidade, que entretanto surgisse e de facto a sua decisão não foi em vão. No pico do ciclone, o paquete Brasileiro CUYABÁ, 129m/6.672tb, piloto Tito dos Santos Marnoto, transportando passageiros e carga diversa, fundeado a dois ferros ao norte, partiram-se-lhe as duas amarras, situação provocada pela força da ressaca e do vento. Aquele paquete tendo a máquina a trabalhar no máximo, não se consegue deter devido à força eólica do ciclone, apesar das manobras orientadas por aquele piloto, vai de garra e acabando por encalhar junto da entrada da doca nº 1, que por pouco não ficou bloqueada, ficando um pouco adornado.
Também o vapor Grego HADIOTIS, 121m/4.386tb, piloto Francisco José de Campos Evangelista, em lastro, fundeado a dois ferros na Bacia, com a máquina a trabalhar no máximo da sua potência, apanha de lado a força do vento e vai de garra sobre o CUYABÁ, mas aquele piloto, com certa perícia, tenta conduzir o vapor de maneira a impedir o abalroamento com o paquete Brasileiro, que entretanto encalhara, não evitando, que também o HADIOTIS acabe por varar na praia, a sul da rampa do Pescado. Tudo isso depois de ter passado por cima dos escolhos de natureza granítica, que eriçavam o fundo daquela zona portuária, rebentando com eles e rasgando-se a si próprio. O vapor ficou de proa a sul, portanto paralelo à praia. Era impressionante ver um navio tão grande naquela posição e era voz corrente, que ele se não safaria das garras em que caíra, visto que excepcionalmente se formaria outra maré igual à do dia em que encalhara e que só outro ciclone poderia reproduzir. O argumento tinha peso mas não era convincente e muito menos decisivo. Assente sobre rochas rijas, mais salientes umas que outras, força essa, como de facto sucedeu, que algumas lhe amolgaram ou trespassaram o fundo, que todo se deformou mais ou menos”.
Texto de Rui Amaro
 
 
 
Cargueiro Hadiotis encalhado

 
 
 
Entretanto, após o encalhe em Leixões, em 1941, o Hadiotis haveria de ser reparado em Lisboa para onde foi rebocado e haveria de ter alguns anos mais de serviço pela frente, como narra o naco de prosa seguinte.
Assim, em 30 de Dezembro de 1941, o navio sob bandeira suíça (n.º oficial 8) passou ao serviço daquele país sob o nome de EIGER.


 
 



 
 
2. O naufrágio do Silver Valley
 
 
O naufrágio do vapor liberiano Silver Valley aconteceu quando caía a noite do dia 15 de Março de 1963, durante uma forte tempestade no mar.
Mais uma vez, o saudoso Rui Amaro, no texto seguinte, deu-nos uma panorâmica do acontecido.
 
 
 
“A 15-03-1963, já noite fechada, o vapor liberiano Silver Valley, 135m/7.161tb, Silver Star Shipping Corporation, Monrovia, interesses gregos, quando sob mau tempo e fortes pampeiros, que lhe reduziam a visibilidade, procurava o porto de Leixões e foi encalhar no Cabeço da barra do Douro, a cerca de 600 metros para oés-sudoeste do molhe de Felgueiras. O navio que era uma construção "Park Type" Canadiana de 1944, produzida em série, a fim de satisfazer o esforço de guerra, não resistiu à forte ondulação local, tendo em pouco tempo alquebrado, refugiando-se toda a tripulação à proa, suportando o mau tempo e a perigosa maresia que se fazia sentir. Os esforços dos meios de salvamento terrestres e marítimos não conseguiam resgatar os náufragos, pelo que as autoridades marítimas decidiram solicitar a vinda de helicópteros Franceses, que se encontravam em Alverca, e de facto foi a melhor solução encontrada e a primeira operação do género realizada na costa Portuguesa e talvez das pioneiras a nível mundial.
27 homens foram resgatados em cerca de 40 minutos, num vaivém continuo pelos dois helicópteros, cerca das 15h00 do dia seguinte”.
Texto de Rui Amaro
 
 
 
 

Resgate por helicóptero dos 27 tripulantes do Silver Valley

 
 
 

O vapor Silver Valley partido em dois
 
 


3. O encalhe do MV Reijin
 
 
Este desastre aconteceu na madrugada do dia 26 de Abril de 1988, ao largo da praia da Madalena.
MV Reijin, o maior e mais avançado "porta-automóveis" do mundo, à época, naufragou na costa portuguesa na sua primeira grande viagem, cerca de um ano após ter deixado doca seca.
 
 
“O encalhe deu-se na madrugada do dia 26 de abril de 1988, na praia da Madalena (...). O navio japonês transportava cerca de 5400 automóveis da marca Toyota. Vinha do Oriente e tinha feito escala no porto de Leixões, para abastecer e desembarcar duas centenas e meia de carros, com destino à empresa Salvador Caetano, de Vila Nova de Gaia, devendo depois seguir para a costa irlandesa. Navegava sob bandeira panamiana, com uma tripulação de 22 homens, todos coreanos.
O Reijin saiu do porto de Leixões já com sinais de não estar nas melhores condições, devido talvez ao mau acondicionamento da sua carga, ou a imperfeição da sua construção. O barco não tinha mais de um ano e esta foi a sua primeira grande viagem.
Saiu já adornado, prosseguindo a sua rota paralelamente à costa em vez de se fazer ao largo. O mar um tanto ou quanto alteroso nessa noite deve ter dificultado as manobras da tripulação, acabando o Reijin por se aproximar da costa gaiense e encalhar na praia da Madalena.
Já completamente de lado quando embateu nas rochas, o Reijin abriu uma grande fenda, não saindo mais desse local. Alertadas pela população, várias corporações dos bombeiros de Gaia e do Porto, auxiliados por homens-rãs do Instituto de Socorros a Náufragos, procederam às operações de salvamento dos tripulantes. Alguns dos marinheiros chegaram à costa no meio da noite, outros foram recolhidos no mar. Dada a violência do acidente o mesmo provocou um morto e um desaparecido, não tendo sido encontrado o seu corpo nas buscas que se seguiram”.
Cortesia de Porto Desaparecido
 
 
 
 

O MV Reijin, naufragado, na praia da Madalena, em 1988
 
 
 
Foi impossível colocar o MV Reijin a navegar. 
Em 9 de Agosto, iniciou-se o desmantelamento do navio nipónico. Umas partes seguiram para a sucata, outras para o fundo do mar, onde ainda hoje repousam.
No final, após grande polémica acontecida entre as autoridades e associações ambientais, parte do navio foi afundada a 150 milhas (240 km) de distância, outra enviada para a sucata e alguns dos automóveis que o MV Reijin transportava acabaram a 2000 m de profundidade e a 40 milhas (64 km) da costa.

sábado, 17 de janeiro de 2026

25.296 Calendários

 
1. Calendário Perpétuo
 
As letras da palavra “FALCONI” permitem calcular qual o dia da semana de uma data qualquer.
Exemplo A para a data de 17 de Julho de 1906.
Consultando a Tabela I, toma-se 19 no quadro dos séculos e 06 para o ano, e encontramos a letra “N”.
Na tabela II, para a letra “N” e mês de Julho, encontra-se o algarismo 7.
Na Tabela III, para o algarismo 7 e para o dia 17 se confirma que o dia da semana correspondente a 17 de Julho de 1906 foi uma Terça-Feira.


 

Tabela I

 
 

Tabela II (anos comuns e anos bissextos)
 
 
 

Tabela III
 
 
 
Exemplo B para a data de 19 Fevereiro de 1956.
Consultando a Tabela I, toma-se 19 no quadro dos séculos e 56 para o ano, e encontramos a letra “n”, correspondente a um ano bissexto.
Na tabela II, para a letra “n” e mês de Fevereiro, encontra-se o algarismo 3.
Na Tabela III, para o algarismo 3 e para o dia 19 se confirma que o dia da semana correspondente a 19 de Fevereiro de 1956 foi um Domingo.
 
 
 
 
2.1 Cálculo da data da Páscoa
 
 
A Páscoa é fixada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de primavera (21 de Março), caindo entre 22 de Março e 25 de Abril.
Para calcular a data em que cai a Páscoa, de um determinado ano, divide-se o ano por 19 e calcula-se o resto da divisão que acrescentado de 1 unidade, será o valor da incógnita X a introduzir na tabela seguinte que, automaticamente, nos indica o dia de Páscoa.
Por exemplo, para o ano de 2026:
2026/19= 106, com resto 12
X=12+1=13
 
Por consulta da tabela é-nos indicado o dia 2 de Abril ou Domingo seguinte, portanto, por consulta do Calendário Perpétuo, 5 de Abril.
 
 
 
 

Tabela para cálculo da data da Páscoa
 
 
 
 
2.2 Datas relacionadas com a Páscoa
 
 
O Carnaval é uma festa móvel, sempre celebrada 47 dias antes do Domingo de Páscoa, marcando o fim do período festivo antes da Quaresma cristã, que começa na Quarta-feira de Cinzas, logo após a Terça-feira de Carnaval.
O Domingo de Ramos ocorre na semana anterior à Páscoa.
A Festa da Senhora da Hora ocorre, actualmente, 40 dias após a Páscoa.
O Senhor de Matosinhos ocorre, actualmente, 52 dias após a Páscoa.
 
 
 
 
3. Calendário – Contagem dos anos
 
 
O calendário anual antecedente do que hoje nos rege é conhecido por Calendário Juliano e está ligado à intervenção e vontade de Júlio César que, em 1 de Janeiro de 45 a.c. (ano 1 da era de César), pela primeira vez o implementa, tendo sido organizado pelo sábio Sosígenes de Alexandria, no Egipto.
Aquele calendário passa a ter por ano, 365 dias, tornando-o num calendário solar, alinhado pelas estações do ano, uma herança do Calendário Egípcio, criado em cerca de 2800 a.c..
Assim, o ano passava a ter apenas 12 meses, acabando com os meses intercalares romanos.
Júlio César não aceitava o desacerto existente entre o ano civil e o ano real (com as festas das flores de Março a ocorrerem em pleno Inverno) e com o uso religioso do calendário (os religiosos intercalavam mais um mês, caso gostassem do chefe e, caso contrário, não intercalavam o mês, de modo que o chefe fosse exonerado mais cedo! Em 55 a.c., Júlio César já tinha terminado com os meses intercalares!).
Com o Calendário Juliano, de 4 em 4 anos, passou a ser acrescentado um dia ao 6º dia das Calendas de Março (o nosso 24 de Fevereiro) sendo, por isso, chamado de ano bissexto.
Esse dia passaria, mais tarde, a ser acrescentado depois do último dia de Fevereiro.
Para acerto e para que o ano 45 a.c. começasse nas calendas de Janeiro ou primeiro de Janeiro, o ano de 46 a.c. teve um total de 443 dias.
Este ano foi recordado como “o último “ano da confusão”, nas palavras do historiador Macróbio.
A partir do ano 1442 da era de César, uma nova referência na contagem dos anos seria instituída – o nascimento de Cristo.
Assim, em 22 de Agosto de 1422, a era de Cristo passa a ser utlizada, em Portugal, substituindo a “era de César”, que começava em 38 a.C.
Esta última data tem por referência o ano em que a Hispânia Romana foi conquistada por Augusto, durante a guerra civil do segundo triunvirato e já traduzia um acerto do imperador Augusto ao calendário que vinha do tempo de Júlio César.
Portanto, até 1422 no reinado de D. João I, a contagem dos anos fazia-se de acordo com o calendário da “era de César” complementada pelos acertos do imperador Augusto, que relativamente à era da Encarnação ou “Ano de Cristo”, ou Anno Domini (A.D.) então instituída (referência ao nascimento de Cristo) diferia em mais 38 anos.
Assim, para aquele ano de 1422 o A. D. seria 1384, ou seja: 1422-38=1384.
O calendário haveria, mais tarde, de sofrer uma nova adaptação.
Assim, a 24 de Fevereiro de 1582, o papa Gregório XIII reforma o calendário, pela bula “Inter-gravíssimas”, razão, pela qual, se diz que usamos o Calendário Gregoriano. O calendário que reformulou o existente entrou em vigor em 15 de Outubro, do mesmo ano, mas, para isso, foram suprimidos os dias 5 de Outubro a 14 de Outubro de 1582 (nunca foram contabilizados), já que, existia nesse ano, 10 dias de diferença entre o Equinócio da Primavera e o dia 21 de Março, que marcava esse acontecimento astronómico.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

25.295 Um povo sem memória é um povo sem futuro

 
“O título remete à uma inscrição pintada numa das arquibancadas do Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, em Santiago, no Chile: un pueblo sin memoria es un pueblo sin futuro. A frase está ali em memória aos oposicionistas que resistiam à ditadura de Pinochet, que eram concentrados e torturados naquele estádio. A frase está ali para que o povo chileno não esqueça dos duros anos de ditadura, para que isso nunca mais se repita”.
Cortesia de Camila Barreto
 

 
A frase de abertura, ao longo dos tempos, assumiria outras formas como a atribuída a George Santyana, filósofo e historiador espanhol, que dizia numa sua obra em 1905, que “aqueles que não se conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”.
Tudo isto, a propósito de uma casa e seus anexos, vizinha do Museu do Carro Eléctrico, encerrada há décadas na freguesia de Massarelos, cuja existência muitos portuenses desconhecem e que merece ser lembrada.
Durante a primeira metade do século XX, era a chamada Casa dos Arcos que foi propriedade de António Joaquim de Carvalho de Pinho e Sousa, onde, mais tarde, durante os anos da ditadura funcionaram, a partir de 10 de Fevereiro de 1942, os Serviços Sociais da Legião Portuguesa junto da Rua da Boa-Viagem (Rua do Capitão Eduardo Romero) e da Rua do Bicalho.
Para muitos as memórias daqueles tempos são dolorosas, lembrando cenas de denúncia de vizinhos, interrogatórios policiais e prisões.
Porém, alguns outros relembram as refeições abundantes, a preços módicos praticados na cantina que aqueles serviços sociais colocavam ao dispor dos mais pobres ou desfiles triunfais pela baixa da cidade no dia 28 de Maio – a teoria da moeda e das duas faces.
 
 

 

Parte das instalações da casa dos Arcos em Massarelos

 
 
A Legião Portuguesa (LP) foi uma organização nacional, integrando uma milícia, que funcionou durante o período do Estado Novo em Portugal, sendo constituída em 1936, com o objectivo formal de "defender o património espiritual da Nação e combater a ameaça comunista e o anarquismo".
Aliás, naquele ano de 1936, o governo visou, sobremaneira, as forças da oposição, nomeadamente o partido comunista.
A cidade do Porto juntou-se, então, à saga governamental.
Assim, em 14 de Setembro de 1936, através dos microfones da Rádio Invicta era solicitado a todos os portuenses dez minutos de reflexão sobre os perigos do comunismo.
No dia seguinte, a imprensa anunciava que estaria para breve a saída do decreto que criaria a Legião Portuguesa.
E, finalmente, no dia 18 do mesmo mês e ano, realiza-se no Palácio de Cristal um comício anti-comunista, que terá como presidente da comissão organizadora, Alfredo Óscar de Magalhães que vai contar com uma multidão incomensurável.
O caminho para o aparecimento da Legião Portuguesa estava pronto.
No dia 24 de Janeiro de 1937, em diversos quartéis da cidade é ministrada a primeira instrução aos legionários portuenses. Entre os recrutas veem-se o conde de Aurora, visconde de Guilhomil, Ramos Norte, Jorge Novais, Fernando Pires de Lima, Alfredo Allen e muitas mais figuras de destaque da cidade do Porto. 
No dia 4 de Março de 1937, na Avenida dos aliados, n.º 22 - 1.º, são abertas inscrições para a formação da Brigada Naval da LP com convites dirigidos a mestres, sócios de clubes náuticos e capitães da marinha mercante.
No dia 23 de Maio, seguinte, ocorre no Palácio de Cristal a apoteose de comemoração da formação da LP.
Finalmente, o ano de 1937, em 5 de Dezembro, encerraria com a inauguração da Casa do Legionário, à Rua de Cedofeita, n.º 434, pelo general Casimiro Teles, comandante geral da LP.
Durante a existência daquela organização fascista, não raras vezes, as forças legionárias também foram, ocasionalmente, empregues na dispersão de manifestações não autorizadas e no fecho de organizações tidas como subversivas, colaborando com a Polícia de Segurança Pública e com a Guarda Nacional Republicana.



 
Folheto anunciando um almoço promovido em 1948, pela Legião Portuguesa, nas suas instalações em Massarelos e ementa respectiva – Fonte: GISA - CMP



Como se pode observar no folheto exibido ele foi dirigido ao Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional, o representante no Porto do partido fascista que estava à frente dos destinos da nação portuguesa, à data.
O almoço em causa destinava-se a comemorar a inauguração dos Serviços Centrais da Assistência Social da Legião Portuguesa do Porto, em Massarelos, em cujas instalações funcionava também uma cantina, numa nave enorme no 1º andar, cujas refeições a preços económicos eram pagas.
No andar de baixo, comiam também, com qualidade, mas sem que pagassem a refeição, os mais pobres.
No interior do folheto referido, para lá da ementa, o regime propagandeava o número de refeições servidas em todo o País, pela Legião Portuguesa, ao longo dos anos, de acordo com tabela abaixo.

 
 

Refeições servidas pela Legião Portuguesa entre 1940 e 1947 - Fonte: GISA - CMP
 
 
 
 
 
Anteriormente, a cantina da Legião Portuguesa esteve na Rua de Fernandes Tomás, onde em 30 de Dezembro de 1944, o Jornal de Notícias ofereceu às crianças pobres da cidade um almoço.
Tal como a PIDE-DGS, o outro braço repressivo do regime fascista, com o qual colaborava na recolha de informações, a Legião Portuguesa não deixou, em geral, saudades aos portugueses.
 
 
 
 

Cartaz de promoção de uma festa da Legião Portuguesa realizada no Palácio de Cristal 


 
 

Desfile de veículo da Legião Portuguesa pela Avenida dos Aliados, em meados do século XX. De notar que o Palácio dos Correios ainda não tinha sido construído


 
 

Castelo do Queijo. Em 1949, foi cedido ao Núcleo da Brigada Naval da Legião Portuguesa do Porto que ali esteve instalado até ao 25 de Abril de 1974
 
 
 
 
 
Como era de prever, ocorrida a revolução do 25 de Abril de 1974, a sede e quartel-general da Legião Portuguesa, sito na Rua de Pedro Hispano, foi assaltado e tomado pelos populares.

 
 
 

O povo tomando de assalto a sede da Legião, na Rua de Pedro Hispano, em 25 Abril de 1974 – Cortesia de Ricardo Pereira


 

Entrada para o antigo quartel da Legião Portuguesa, na Rua Pedro Hispano – Fonte: Google maps
 
 
 
Hoje, nas instalações do antigo quartel da Legião Portuguesa, à Rua de Pedro Hispano, funciona a sede da “Associação dos Deficientes das Forças Armadas”.
Quanto às instalações da Legião Portuguesa, a Massarelos, continuam ao abandono, sem que se alvitre qualquer destino.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

25.294 “Autópsia” de uma fotografia

 
Prólogo
 
No Verão de 2025, Miguel Carneiro, que compartilha com Susana Fernandes a gestão de “Moreira da Costa, alfarrabistas”, na Rua de Avis, n.º 36, deu-nos a conhecer uma foto antiga, inédita, que lhe tinha sido apresentada por um cliente, possivelmente, da rua onde a sua loja está instalada, desde há muitos anos.
Inicialmente, uma livraria foi fundada no local antes ocupado pelo antigo alfarrabista conhecido como “Casa do Lopes”, situada na Rua da Fábrica, n.º 48, passando, em 1909, para a Travessa da Fábrica, n.º 50.
Hoje, ocupa um espaço no edifício do Hotel Infante Sagres, construído em meados do século XX. É a “Moreira da Costa, alfarrabistas”.
A citada foto carecia de ser estudada e, por isso, quando decidimos fazê-lo, cerca de seis meses após ter tomado conhecimento dela, apercebemo-nos, que o tal cliente da "Moreira da Costa, alfarrabistas", era Nuno Cruz, um estudioso da história da cidade do Porto, que a dá a conhecer em diversas publicações.
Diz, Nuno Cruz, numa delas, a propósito do tema:
 
 
“Pouco antes da Biblioteca Pública Municipal do Porto fechar portas para a sua total remodelação, que a obrigará a estar por mais de cinco anos encerrada, era o meu passatempo preferido ali me deslocar, aos sábados de manhã, na procura de velharias, antiguidades, "ineditidades" nos jornais antigos do Porto. Numa dessas rusgas acabei por encontrar, num pouco conhecido - e de curta vida -- periódico do início do século XX chamado O Porto, uma ou outra imagem surpreendente. A imagem que aqui apresento, levou-me pouco tempo a identificar com acuidade, embora já a tivesse desde 2022. A verdade é que só na última semana "me virei" para ela, com mais atenção”.
Cortesia de Nuno Cruz (9 de Junho de 2025)
 
“…jornal O Porto e tem como título A Carestia da Vida. Triste título... mas falar sobre esses tempos de desespero deixarei para outrem, que o fará de certeza bem melhor do que eu! A legenda da imagem é Venda do azeite na CASA FAVORITA (Castanheira e Fonseca)”.
Cortesia de Nuno Cruz (9 de Junho de 2025)
 
 
 
 

In jornal “O Porto” de 22 de Setembro de 1911 – Cortesia de Nuno Cruz
 
 
 
Estudo
 
 
Sobre a foto publicada no jornal "O Porto", que se auto denominava de monárquico e extra-partidário,  e a propósito da identificação do lugar em que aconteceu a sua recolha, Nuno Cruz apresenta factos irrefutáveis para identificação do local.
Assim, não parece haver dúvidas de que, à direita, está a chamada “Casa da Fábrica”, durante muitos anos, o edifício mais emblemático da Rua da Fábrica, fazendo esquina com a Travessa da Fábrica, que fazia a ligação à Rua da Picaria e que, em meados do século XX, deu o seu espaço ao Hotel Infante de Sagres.
 
 
 

Casa da Fábrica – Cortesia de Nuno Cruz

 
 
Tendo a Travessa da Fábrica a orientação Sul/Norte, do lado nascente do arruamento, como se pode observar, os elementos arquitectónicos da Casa da Fábrica, assinalados (com a oval), na foto acima, têm a sua correspondência, quando comparados com a foto original.


 
 

Travessa da Fábrica, em 1892 – Planta de Telles Ferreira
 
 
 
Na planta anterior, com X está marcada a morada (Travessa da Fábrica, n.º 50), a partir de 1909, da Livraria Moreira da Costa.
Como se pode observar, aquela morada já se encontrava em prédio muito próximo da Travessa da Picaria, pelo que podemos concluir, que ele foi demolido para abertura da Praça D. Filipa de Lencastre.

 
 

Perspectiva da Travessa da Fábrica obtida a partir do fundo da Rua da Picaria. Todos os prédios, à esquerda, onde também se encontrava a Moreira da Costa, foram demolidos para abertura da Praça D. Filipa de Lencastre

 
 
 
Desconhece-se o percurso da Livraria Moreira da Costa até encontrar a sua morada final.
Na mesma planta, observa-se ainda a Casa da Fábrica e, na esquina (norte/poente) oposta da travessa, a casa de Manuel José Gomes do Vale, por si remodelada, em 1823, para sua habitação, cujo chão e grande parte da área adjacente era pertença da Real Fábrica de Tabaco.
Para lá da casa de Manuel José Gomes do Vale, apresentava-se um logradouro interior (Travessa da Fábrica, n.º 17), onde tinha a sua residência e, aí, vivia com seu filho David Castro e a sua nora, a baronesa de Nevogilde, após ter vendido, em 1861, o Palácio das Carrancas à Coroa portuguesa, na pessoa de D. Pedro V.
Junto da residência da baronesa, o seu filho, um reconhecido ilusionista, administrava o Teatro Minerva.
Na foto original, parece que o acesso ao logradouro já foi ocupado por um prédio.
Em 1911, o edifício da esquina (norte/poente), formada pela Rua da Fábrica e da Travessa da Fábrica, já estava ocupado pela firma de comércio de cereais, com razão social, “Castanheira & Fonseca”.
Nesse lado poente do arruamento, o estudo da planta de Telles Ferreira de 1892 e os pedidos de licença de obras para um prédio, que se provará que é o representado na foto original, leva-nos a conclusões definitivas.
Assim, em 18 de Janeiro de 1911, Castanheira e Fonseca solicitava à Câmara do Porto execução de obras para montar uma devanture numa montra e abrir um portal, que obteve a licença n,º 67/1911.
O processo era constituído por um projecto, do qual fazia parte um desenho, com as fachadas voltadas para a Rua da Fábrica e para a Travessa da Fábrica.
 
 
 

À esquerda desenho da fachada voltada para a Rua da Fábrica e, à direita, a fachada voltada para a Travessa da Fábrica do prédio ocupado por Castanheira e Fonseca
 
 
 
 
O desenho da fachada voltada para a Travessa da Fábrica pode ser comparado com a foto original…parece não deixar dúvidas.
Entretanto, quanto à fachada voltada para a Rua da Fábrica, a foto seguinte confirma tudo.
 
 
 

Rua da Fábrica
 
 
 
Na foto acima, as três casas, à direita, apresentam as suas fachadas fora do alinhamento restante, como se pode comparar com a planta de Telles Ferreira e uma foto mais abaixo. Faziam as três moradas parte da antiga casa de Manuel José Gomes do Vale.
Na foto acima, a casa, mais à direita, apresenta, já, de acordo com o projecto atrás mencionado, a devanture solicitada em 18 de Janeiro de 1911.
Na segunda casa, a partir da esquerda, esteve, a Tipografia Ocidental, na Rua da Fábrica, n.º 80, desde 1891 e, depois da morte de Costa Carregal, o seu proprietário, uma outra tipografia, que lhe sucederia até 1913, quando as suas instalações foram então ocupadas pelo jornal diário republicano “O Norte”.
Antes, aquando da ocupação inicial daquela morada pela Tipografia Ocidental, a fachada do prédio já estava recuada do alinhamento da rua, como se pode observar na foto abaixo.
Aliás, aquele desalinhamento das fachadas, como já se referiu, era comum às três moradas, fazendo todas elas, parte da casa de Manuel José Gomes do Vale, como se pode apreciar na planta de Telles Ferreira atrás exibida. 
 

 

Entrada, em 1891, para a Tipografia Ocidental, na Rua da Fábrica, n.º 80, com a sua fachada recuada
 
 

Conclusão
 
 
Parece não haver dúvidas que, a foto original é de 1911, da Travessa da Fábrica que, hoje, é a Rua de Avis.
Importa ainda referir, que sobre aquele local, na Rua da Fábrica, a paisagem urbanística se alterou, como é óbvio ao longo dos anos.

 
 

Rua da Fábrica, próximo da esquina (norte/poente) com a Rua de Avis – Fonte: Google maps

 
 
Na foto acima, observa-se a Livraria Bertrand, que já foi Porto Editora e que aí começou por se instalar em 1944.

 
 

Porto Editora, na Rua da Fábrica, em 1944
 
 
 
 
Na esquina (norte/poente), entre as ruas da Fábrica e de Avis esteve, desde 1951, a Livraria e Papelaria ASA.


 
 

Livraria ASA
 
 
 

Rua de Avis, em perspectiva actual, aproximada, à da fotografia original  – Fonte: Google maps


 
A Rua de Avis, acima na foto, vai terminar na Praça D. Filipa de Lencastre que foi começada a implantar a partir da década de 1940 e determinou a demolição de um importante aglomerado habitacional.

 
 
 

Levantamento da Praça D. Filipa de Lencastre