Mostrar mensagens com a etiqueta Mediação de Crédito Hipotecário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mediação de Crédito Hipotecário. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de maio de 2017

(Continuação 10) - Actualização em 12/05/2020 e 11/05/2021



6. Empresas de procedimento creditício
 
Para além dos bancos e das mutualidades, outras empresas se apresentaram no mercado para atribuição de créditos.
Foi o caso das de Mediação de Crédito Hipotecário e daquelas que atribuíam os créditos tendo como referência os valores de objectos de uso pessoal utilitários ou de adorno – empresas prestamistas.

 
 
6.1 Empresas Prestamistas
 
 
Estas empresas tiveram um papel fundamental na sociedade, pois eram o único recurso que o povo tinha face a qualquer dificuldade momentânea. Eram tempos muito distantes do actual Estado Providência.
Na terminologia popular ficaram conhecidas por “Casas de Prego” ou “O Invejoso”.
A “Companhia União de Crédito Popular”, (CUCP), que ainda hoje está de portas abertas, na sua sede da Praça Carlos Alberto, nº 79, conhecida pelo atraente painel de azulejos que forra a fachada do prédio, está no mercado desde do ano de 1875.
A Companhia União de Crédito Popular, SA, começou por ser a Companhia União Popular Penhorista, SARL fundada por escritura pública em 16 de Abril de 1875.
O objectivo da sua actividade era fazer empréstimos sobre objetos de ouro e prata, roupas, móveis, mercadorias diversas e artefactos nacionais, sobre as acções da Companhia, acções de bancos, e inscrições de dívida pública nacional interna e externa ou comprar, quando lhe convenha, qualquer penhor que seu dono resolva vender razoavelmente.
Em 1890, fora a sua sede tinha 34 sucursais.
Em 1898, por Decreto, a “Companhia Popular Penhorista”, passa definitivamente a “Companhia União de Crédito Popular”.
Em 1931, a sociedade por quotas de responsabilidade limitada CUCP passa a sociedade anónima.
Em 1 de Abril de 1933, é admitido na firma, António Ribeiro Barbosa, através do seu tio Porfírio Fernandes Barbosa, que vem a ser o guarda-livros e mais tarde presidente da administração até ao ano de 2002.
Em 22 de Fevereiro de 1943, é admitido Manuel Aleixo Ferreira que ascende a presidente de Administração substituindo António Ribeiro Barbosa.
Serão os sobrinhos de Manuel Aleixo Ferreira que assumirão a administração da empresa após o seu falecimento em 2018.
Com as sucessivas alterações à regulação da actividade prestamista, a CUCP tem, actualmente, 13 lojas de penhores e 2 de ourivesaria.



 

Sede da Companhia União de Crédito Popular





6.2 Actividade Comercial de Mediação de Crédito Hipotecário


Durante o século passado até ao estabelecimento da democracia em 1975, as casas de crédito hipotecário, principalmente vocacionadas para a ajuda a particulares ou pequenos negócios em nome individual, tiveram alguma expressão.
A elas recorriam em momentos de aperto, lavradores e proprietários que davam como garantia os seus terrenos ou outros bens imobiliários, e os particulares com as mais diversas ocupações, que muitas das vezes submetiam a hipotecas os seus veículos automóveis.
Pelo Decreto-Lei n.º 43767, de 30 de Junho de 1961, regulou-se o exercício da actividade comercial de mediador na compra e venda de bens imobiliários e na realização de empréstimos com garantia hipotecária, sujeitando-o à fiscalização do Ministério das Finanças através da Inspecção-Geral de Crédito e Seguros.
Muitas foram as firmas do ramo sendo do conhecimento generalizado, pela grande divulgação através da publicidade, principalmente de “A Confidente”, mas, existiram firmas também igualmente conhecidas, como “A Nortenha”, “A Segurança”, “A Previdente”, “Organizações Gandarela Ldª” e muitas outras.
Após a revolução de Abril paulatinamente as actividades de crédito destes agentes sofreram algumas alterações que conduziram a que essa actividade, passasse em exclusivo para a alçada dos bancos.


Publicidade à “A Confidente” na Rua de Santa Catarina nº 108 – Fonte: gisaweb.cm-porto


Em 1954, "A Confidente" ainda estava pela Rua de Santa Catarina - In jornal "O Comércio do Porto"


“A Confidente” na Rua Passos Manuel nº 14 - Fonte: gisaweb.cm-porto



Fonte Luminosa em 1967, na Praça D. João I – Fonte: CMP, Arquivo Histórico Municipal



A fonte que se vê acima foi oferecida à cidade pela firma “A Confidente”, que tinha escritórios na esquina da Rua de Sá da Bandeira com a Rua de Passos Manuel (a Sul).
Na foto é visível no piso térreo do prédio (à esquerda) o Café Rialto e por cima dele no 1º andar, uma outra firma do negócio de propriedades denominada “Nortenha”.



Mata–borrão (vulgo, “Chupa”) de publicidade à Nortenha



Mata-borrão de publicidade à “A Segurança”, do mediador Américo de Oliveira Alves da Silva, sita na Rua da Alegria, nº 71 - 1º Esquerdo