sábado, 17 de janeiro de 2026

25.296 Calendários

 
1. Calendário Perpétuo
 
As letras da palavra “FALCONI” permitem calcular qual o dia da semana de uma data qualquer.
Exemplo A para a data de 17 de Julho de 1906.
Consultando a Tabela I, toma-se 19 no quadro dos séculos e 06 para o ano, e encontramos a letra “N”.
Na tabela II, para a letra “N” e mês de Julho, encontra-se o algarismo 7.
Na Tabela III, para o algarismo 7 e para o dia 17 se confirma que o dia da semana correspondente a 17 de Julho de 1906 foi uma Terça-Feira.


 

Tabela I

 
 

Tabela II (anos comuns e anos bissextos)
 
 
 

Tabela III
 
 
 
Exemplo B para a data de 19 Fevereiro de 1956.
Consultando a Tabela I, toma-se 19 no quadro dos séculos e 56 para o ano, e encontramos a letra “n”, correspondente a um ano bissexto.
Na tabela II, para a letra “n” e mês de Fevereiro, encontra-se o algarismo 3.
Na Tabela III, para o algarismo 3 e para o dia 19 se confirma que o dia da semana correspondente a 19 de Fevereiro de 1956 foi um Domingo.
 
 
 
 
2.1 Cálculo da data da Páscoa
 
 
A Páscoa é fixada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de primavera (21 de Março), caindo entre 22 de Março e 25 de Abril.
Para calcular a data em que cai a Páscoa, de um determinado ano, divide-se o ano por 19 e calcula-se o resto da divisão que acrescentado de 1 unidade, será o valor da incógnita X a introduzir na tabela seguinte que, automaticamente, nos indica o dia de Páscoa.
Por exemplo, para o ano de 2026:
2026/19= 106, com resto 12
X=12+1=13
 
Por consulta da tabela é-nos indicado o dia 2 de Abril ou Domingo seguinte, portanto, por consulta do Calendário Perpétuo, 5 de Abril.
 
 
 
 

Tabela para cálculo da data da Páscoa
 
 
 
 
2.2 Datas relacionadas com a Páscoa
 
 
O Carnaval é uma festa móvel, sempre celebrada 47 dias antes do Domingo de Páscoa, marcando o fim do período festivo antes da Quaresma cristã, que começa na Quarta-feira de Cinzas, logo após a Terça-feira de Carnaval.
O Domingo de Ramos ocorre na semana anterior à Páscoa.
A Festa da Senhora da Hora ocorre, actualmente, 40 dias após a Páscoa.
O Senhor de Matosinhos ocorre, actualmente, 52 dias após a Páscoa.
 
 
 
 
3. Calendário – Contagem dos anos
 
 
O calendário anual antecedente do que hoje nos rege é conhecido por Calendário Juliano e está ligado à intervenção e vontade de Júlio César que, em 1 de Janeiro de 45 a.c. (ano 1 da era de César), pela primeira vez o implementa, tendo sido organizado pelo sábio Sosígenes de Alexandria, no Egipto.
Aquele calendário passa a ter por ano, 365 dias, tornando-o num calendário solar, alinhado pelas estações do ano, uma herança do Calendário Egípcio, criado em cerca de 2800 a.c..
Assim, o ano passava a ter apenas 12 meses, acabando com os meses intercalares romanos.
Júlio César não aceitava o desacerto existente entre o ano civil e o ano real (com as festas das flores de Março a ocorrerem em pleno Inverno) e com o uso religioso do calendário (os religiosos intercalavam mais um mês, caso gostassem do chefe e, caso contrário, não intercalavam o mês, de modo que o chefe fosse exonerado mais cedo! Em 55 a.c., Júlio César já tinha terminado com os meses intercalares!).
Com o Calendário Juliano, de 4 em 4 anos, passou a ser acrescentado um dia ao 6º dia das Calendas de Março (o nosso 24 de Fevereiro) sendo, por isso, chamado de ano bissexto.
Esse dia passaria, mais tarde, a ser acrescentado depois do último dia de Fevereiro.
Para acerto e para que o ano 45 a.c. começasse nas calendas de Janeiro ou primeiro de Janeiro, o ano de 46 a.c. teve um total de 443 dias.
Este ano foi recordado como “o último “ano da confusão”, nas palavras do historiador Macróbio.
A partir do ano 1442 da era de César, uma nova referência na contagem dos anos seria instituída – o nascimento de Cristo.
Assim, em 22 de Agosto de 1422, a era de Cristo passa a ser utlizada, em Portugal, substituindo a “era de César”, que começava em 38 a.C.
Esta última data tem por referência o ano em que a Hispânia Romana foi conquistada por Augusto, durante a guerra civil do segundo triunvirato e já traduzia um acerto do imperador Augusto ao calendário que vinha do tempo de Júlio César.
Portanto, até 1422 no reinado de D. João I, a contagem dos anos fazia-se de acordo com o calendário da “era de César” complementada pelos acertos do imperador Augusto, que relativamente à era da Encarnação ou “Ano de Cristo”, ou Anno Domini (A.D.) então instituída (referência ao nascimento de Cristo) diferia em mais 38 anos.
Assim, para aquele ano de 1422 o A. D. seria 1384, ou seja: 1422-38=1384.
O calendário haveria, mais tarde, de sofrer uma nova adaptação.
Assim, a 24 de Fevereiro de 1582, o papa Gregório XIII reforma o calendário, pela bula “Inter-gravíssimas”, razão, pela qual, se diz que usamos o Calendário Gregoriano. O calendário que reformulou o existente entrou em vigor em 15 de Outubro, do mesmo ano, mas, para isso, foram suprimidos os dias 5 de Outubro a 14 de Outubro de 1582 (nunca foram contabilizados), já que, existia nesse ano, 10 dias de diferença entre o Equinócio da Primavera e o dia 21 de Março, que marcava esse acontecimento astronómico.

Sem comentários:

Enviar um comentário