1. Calendário Perpétuo
As letras da palavra “FALCONI” permitem calcular qual o dia
da semana de uma data qualquer.
Exemplo A para a
data de 17 de Julho de 1906.
Consultando a Tabela I, toma-se 19 no quadro dos séculos e 06
para o ano, e encontramos a letra “N”.
Na tabela II, para a letra “N” e mês de Julho, encontra-se o
algarismo 7.
Na Tabela III, para o algarismo 7 e para o dia 17 se
confirma que o dia da semana correspondente a 17 de Julho de 1906 foi uma
Terça-Feira.
Exemplo B para a
data de 19 Fevereiro de 1956.
Consultando a Tabela I, toma-se 19 no quadro dos séculos e
56 para o ano, e encontramos a letra “n”, correspondente a um ano bissexto.
Na tabela II, para a letra “n” e mês de Fevereiro,
encontra-se o algarismo 3.
Na Tabela III, para o algarismo 3 e para o dia 19 se
confirma que o dia da semana correspondente a 19 de Fevereiro de 1956 foi um
Domingo.
2.1 Cálculo da data
da Páscoa
A Páscoa é
fixada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do
equinócio de primavera (21 de Março), caindo entre 22 de Março e 25 de Abril.
Para calcular a data em que cai a Páscoa, de um determinado
ano, divide-se o ano por 19 e calcula-se o resto da divisão que acrescentado de
1 unidade, será o valor da incógnita X a introduzir na tabela seguinte que,
automaticamente, nos indica o dia de Páscoa.
Por exemplo, para o ano de 2026:
2026/19= 106, com resto 12
X=12+1=13
Por consulta da tabela é-nos indicado o dia 2 de Abril ou Domingo
seguinte, portanto, por consulta do Calendário Perpétuo, 5 de Abril.
2.2 Datas
relacionadas com a Páscoa
O Carnaval é uma
festa móvel, sempre celebrada 47
dias antes do Domingo de Páscoa, marcando o fim do período festivo antes
da Quaresma cristã, que começa na Quarta-feira de Cinzas, logo após a Terça-feira
de Carnaval.
O Domingo de Ramos ocorre
na semana anterior à Páscoa.
A Festa da Senhora da
Hora ocorre, actualmente, 40 dias após a Páscoa.
O Senhor de
Matosinhos ocorre, actualmente, 52 dias após a Páscoa.
3. Calendário –
Contagem dos anos
O calendário anual
antecedente do que hoje nos rege é conhecido por Calendário Juliano e está ligado à intervenção e vontade de Júlio
César que, em 1 de Janeiro de 45 a.c. (ano 1 da era de César), pela primeira
vez o implementa, tendo sido organizado pelo sábio Sosígenes de Alexandria, no
Egipto.
Aquele calendário passa a ter por ano, 365 dias, tornando-o
num calendário solar, alinhado pelas estações do ano, uma herança do Calendário
Egípcio, criado em cerca de 2800 a.c..
Assim, o ano passava a ter apenas 12 meses, acabando com os
meses intercalares romanos.
Júlio César não aceitava o desacerto existente entre o ano
civil e o ano real (com as festas das flores de Março a ocorrerem em pleno
Inverno) e com o uso religioso do calendário (os religiosos intercalavam mais
um mês, caso gostassem do chefe e, caso contrário, não intercalavam o mês, de
modo que o chefe fosse exonerado mais cedo! Em 55 a.c., Júlio César já tinha
terminado com os meses intercalares!).
Com o Calendário Juliano, de 4 em 4 anos, passou a ser
acrescentado um dia ao 6º dia das Calendas de Março (o nosso 24 de Fevereiro)
sendo, por isso, chamado de ano bissexto.
Esse dia passaria, mais tarde, a ser acrescentado depois do
último dia de Fevereiro.
Para acerto e para que o ano 45 a.c. começasse nas calendas
de Janeiro ou primeiro de Janeiro, o ano de 46 a.c. teve um total de 443 dias.
Este ano foi recordado como “o último “ano da confusão”, nas
palavras do historiador Macróbio.
A partir do ano 1442 da era de César, uma nova referência na
contagem dos anos seria instituída – o nascimento de Cristo.
Assim, em 22 de Agosto de 1422, a era de Cristo
passa a ser utlizada, em Portugal, substituindo a “era de César”, que começava
em 38 a.C.
Esta última data tem
por referência o ano em que a Hispânia Romana foi conquistada por Augusto,
durante a guerra civil do segundo triunvirato e já traduzia um acerto do
imperador Augusto ao calendário que vinha do tempo de Júlio César.
Portanto, até 1422 no
reinado de D. João I, a contagem dos anos fazia-se de acordo com o calendário
da “era de César” complementada pelos acertos do imperador Augusto, que
relativamente à era da Encarnação ou “Ano de Cristo”, ou Anno Domini (A.D.)
então instituída (referência ao nascimento de Cristo) diferia em mais 38 anos.
Assim, para aquele
ano de 1422 o A. D. seria 1384, ou seja: 1422-38=1384.
O calendário haveria, mais tarde, de sofrer uma nova
adaptação.
Assim, a 24 de Fevereiro de 1582, o papa Gregório XIII
reforma o calendário, pela bula “Inter-gravíssimas”, razão, pela qual, se diz
que usamos o Calendário Gregoriano.
O calendário que reformulou o existente entrou em vigor em 15 de Outubro, do
mesmo ano, mas, para isso, foram suprimidos os dias 5 de Outubro a 14 de
Outubro de 1582 (nunca foram contabilizados), já que, existia nesse ano, 10
dias de diferença entre o Equinócio da Primavera e o dia 21 de Março, que
marcava esse acontecimento astronómico.




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