terça-feira, 12 de setembro de 2017

(Continuação 11) - Actualização em 03/05/2018



A Quinta do Monte fica situada entre a Rua Padre Luís Cabral, a Travessa Alegre e a Rua Alegre, na Foz do Douro, e possui um singular edifício residencial de estilo neoclássico e, a poucos metros deste, uma pequena capela privativa, estando toda a propriedade rodeada por altos muros.
Os terrenos da quinta pertenceram ao Couto de S. João Baptista da Foz do Douro, propriedade dos Mosteiros Beneditinos de Santo Tirso e da Foz do Douro e faziam parte duma outra, muito mais extensa, denominada Quinta do Romualdo, de que a Quinta do Monte, antes Quinta do Nassau e, mais tarde, Quinta do Monte Belo é um resquício.
A esta quinta refere-se brevemente Pinho Leal na sua obra “Portugal Antigo e Moderno”.


Casa da Quinta do Monte - Ed. Espólio Fotográfico Português; Fonte: “portoarc.blogspot.pt”

No levantamento da história desta quinta emblemática da Foz do Douro e da cidade do Porto, muito contribuiu com as suas pesquisas o professor Hernâni L. S. Maia, pelo que, a ele faremos sempre as devidas referências.
Nos princípios do século XIX, Guilherme de Nassau, aristocrata inglês exportador de vinho do Porto e residente algures na cidade, mandou construir em 1808, sobre a propriedade já existente, um palácio em estilo neoclássico, à época apenas semelhante ao palácio das Carrancas, onde hoje está instalado o Museu Soares dos Reis.
Uma filha de Guilherme de Nassau casaria entretanto com James Butler, exportador de vinho do Porto, também aristocrata de origem Irlandesa. Após a derrota de Napoleão Bonaparte e o começo do seu exílio na ilha de Elba, em 1814, esta família parte para Inglaterra e a administração dos seus bens, incluindo esta propriedade, fica a cargo de um sobrinho, Charles Butler, também ligado ao negócio do vinho do Porto.

“Não me parece que Nassau tivesse de viver na Quinta do Romualdo antes e, muito menos, durante a construção do palácio. Como a maioria dos exportadores de vinhos para Inglaterra, ele deveria viver em Gaia ou, mais provavelmente, no Porto, na freguesia de São Nicolau ou outra aí próxima. Nassau construiu a propriedade numa época em que os ingleses residentes em Portugal estavam ameaçados, por ordem de Napoleão, de serem expulsos de Portugal e os seus bens confiscados. A empresa que existiu com o nome de Nassau já não constava no inventário de 1809, o que faz supor que quando ele construiu o palácio já estaria reformado. Por outro lado, quem parece ter habitado a quinta foi a filha que casou com James Butler e que deixou o País por volta de 1814; isto sugere que Nassau edificou a propriedade para a filha e não para ele. Em 1814 Napoleão foi vencido, o que causou grandes modificações no equilíbrio do comércio europeu. A maior parte das casas reais e muitos aristocratas estavam ameaçados de destituição e confisco por Napoleão. Logo a seguir à derrota do ditador, Guilherme de Nassau regressou a Inglaterra.
Cortesia de Hernâni L. S. Maia


“Em data compreendida entre 1815 e 1829, a hoje designada Quinta do Monte, com o palacete e capela anexa, passa a ser habitada por António Francisco Ribeiro Maia (Lordelo, 1763-Foz, 1829), um portuense igualmente dedicado a negócios de exportação, incluindo vinhos.
Com efeito, em 1815 ocorre o falecimento de uma sua filha Joana Felícia Maia, reportado como tendo acontecido em casa do seu pai, junto à praia de Miragaia. Em 1829 é registado na Foz do Douro o casamento do seu filho António Francisco Maia (Júnior) (Miragaia, 1795-Foz, 1860) com D. Júlia Claudina da Silva. É igualmente registado o seu próprio falecimento, ocorrido de repente duas semanas depois na Quinta do Romualdo.
António Francisco Ribeiro Maia tinha sido o único herdeiro de José Francisco Maia (Lordelo, 1736-Miragaia, 1787) e de sua mulher, D. Josefa Maria da Trindade (Lordelo, 1726-Miragaia, 1802), que era sobrinha de um dos poderosos e influentes Martins de Faria de Lordelo do Ouro. Supõe-se que José Francisco Maia já era negociante e exportador de vinhos, tanto mais que D. Josefa da Trindade nomeou como testamenteiros os seus amigos Pedro e Arnaldo Van Zeller, que então se contavam entre os mais destacados exportadores da praça portuense. O filho deste casal tinha feito um bom 1º casamento com D. Gertrudes Magna de Jesus (Sé, 1763-Foz, 1803), filha e neta de igualmente prósperos exportadores de vinhos.
A seguir à morte da sua 1ª mulher, de quem foi herdeiro universal e de quem tinha tido sete filhos, veio a casar em segundas núpcias com D. Ana Amância de Araújo.
Por interesse patriótico comum ou por relacionamentos comerciais ou outros anteriores às invasões francesas, António Francisco Ribeiro Maia fez amizade com os irmãos Morais e Castro, proprietários do acima mencionado Palácio dos Carrancas, onde receberam os generais ingleses e o Príncipe Guilherme de Orange-Nassau, que comandaram as tropas libertadoras. Ele era membro da Companhia de Cidadãos do Porto, a que apenas pertenciam destacadas figuras ligadas à administração da cidade; nessa qualidade esteve envolvido na expulsão do exército francês que ocupou a cidade e, também nessa qualidade, deverá ter privado com os hóspedes do Palácio dos Carrancas. D. Rita Margarida e o seu irmão Manuel Mendes de Morais e Castro vieram a ser padrinhos da sua 1ª neta, Maria, baptizada em Miragaia em 1815.
Não é de excluir que ligados, também, ao comércio do vinho do Porto, ele ou o seu pai tenham conhecido o próprio Guilherme de Nassau fundador da Quinta do Monte. Certo é que, por essa altura ou posteriormente, veio a conhecer o administrador dos bens da família Nassau, Charles Butler, com quem terá fechado o negócio de arrendamento do 2º palácio neoclássico da cidade.
O seu filho e sua mulher, por sua vez, não terão sido felizes naquela casa, onde nasceram entre 1830 e 1852, 11 dos 12 filhos, pois, aí viram morrer os seus 3 primeiros, na sequência da epidemia de cólera que sobreveio ao Cerco do Porto.
Devido aos estragos causados pelos bombardeamentos, em 17 de Fevereiro de 1834, Charles Butler, que continuava na qualidade de administrador das propriedades e bens, pertencentes aos herdeiros de Guilherme de Nassau, residentes em Inglaterra, pede uma indemnização de 4000 réis para reparar os prejuízos, nomeadamente os referentes ao aqueduto que servia esse local.
Deste aqueduto existe, ainda, um pequeno tramo junto à Rua de Montebelo, o aqueduto de Montebelo.
Durante a guerra, António Francisco Maia, teve que refugiar-se em Lordelo do Ouro, na Quinta da Boa Vista ou Boavista, situada em Sobreiras.
Os terrenos desta quinta desenvolviam-se desde o Pasteleiro até à Rua de Sobreiras. Deram origem ao actual Bairro Rainha D. Leonor; a primitiva casa desta propriedade ainda existe à entrada da Rua 1 do bairro, próximo do rio, ocupada por uma creche.
Nesta quinta nasceria o seu 3º filho que morreria um ano depois”.
Hernâni L. S. Maia, In revista “O Tripeiro” 7ª Série, Ano XXXV, #3


A casa da Quinta da Boa Vista na Rua 1 do Bairro Rainha D. Leonor, actualmente

Após as reparações operadas na casa da Quinta do Monte depois de terminada a guerra civil, António Francisco Maia volta para lá, onde irão nascer os seus restantes nove filhos, e abandona a Quinta da Boa Vista.
António Francisco Maia que foi escrivão do Juízo de Paz do Julgado do Porto, terá descurado os negócios do pai e veio a perder a avultada fortuna que tinha herdado.
A sua última filha, Henriqueta, nascera em 1852 e falecera em 1853 ainda na Quinta do Monte.
Segundo tradição oral na família, em resultado de demanda com o Estado, por volta de 1856 os seus bens seriam arrolados para venda em hasta pública, tendo falecido em 1860, numa morada da Rua de Montebelo.
A quinta tinha sido adquirida em 1856, por John Alexander Fladgate, barão de Roeda.
Foi John Fladgate quem instituiu a denominação Quinta do Monte Belo, que mais tarde passaria a Quinta do Monte.
Nas mãos do barão de Roeda esteve a propriedade até Maio de 1889, tendo passado, segundo o professor Hernâni Maia, para a posse de um tal Bernardino Vareta.
Nos finais do século XIX e transição para o século XX, a Quinta do Monte passou pelas mãos sucessivamente, da família Andresen, dos Bessa Ribas e dos Guedes de Almeida.
Numa das obras de Alberto Pimentel denominada “Atravez do Passado”, aquele autor diz ter tido uma residência de verão, por aluguer, próxima da Quinta do Monte, na qual, por vezes recebia Guerra Junqueiro, e em que este tinha boas discussões com a sua velha governanta.
Já no século XX, a Quinta do Monte pertenceu à família Mudat, que teria algo a ver com a velha Fábrica de Tecidos de Seda Aviz. O senhor Oscar Mudat viveria, ainda, há umas décadas atrás, numa casa em frente ao portão da Quinta do Monte.
Era casado com D. Alice Martins da família proprietária da Empresa de Saboaria do Bolhão e morreu sem descendência.
Após a família Mudat a quinta passou para a família Folhadela.
Em 2003 tentaram converter as suas instalações num condomínio fechado, mas, por pressão em contrário de determinadas personalidades, esse desiderato não avançou.
O projecto para o referido condomínio começou por ser propriedade de António Folhadela Moreira, passando depois para as mãos do grupo Espírito Santo.
A partir de 2012 sofreu obras importantes e, passados 3 anos, passou a ser uma residência de Rios Amorim, sobrinho de Américo Amorim, ligados ao negócio da cortiça.
É voz corrente que os actuais proprietários fizeram, com a ajuda de técnicos competentes, algumas constatações durante os trabalhos de reparação, tendo observado que o palacete neoclássico teria sido construído sobre os alicerces de edificação mais antiga, que já existiria nesse local, e que pertencera aos Mosteiros de Santo Tirso e de São João da Foz do Douro, e fora objecto de aprazamentos durante séculos.


Aqueduto de Montebelo e Rua do Montebelo - Fonte: “oportoatravesdostempos.blogspot”


Estatuto da família Maia face à ocupação do palacete da Quinta do Monte

O texto que se segue, é fruto de um pedido de esclarecimento dirigido ao autor do artigo publicado na revista “O Tripeiro” 7ª Série, Ano XXXV, Nº 3, transcrito anteriormente.

“O nome “Quinta do Romualdo” deixou de figurar nos registos paroquiais a partir de 1833, isto é, a partir da guerra civil (em 1834 Charles Butler chamava-lhe Quinta do Nassau).
Em 1815 António Francisco Ribeiro Maia, meu tetravô, ainda residia em Miragaia, junto ao convento de Monchique, um lugar então designado por “descampado de Monchique” e, também, por “praia de Miragaia”. Este facto está documentado no registo do óbito da sua filha Joana Felícia. Em 1828 ele era proprietário de uma bouça na Cantareira pela qual pagava dízima ao Mosteiro de São João da Foz do Douro, enquanto os herdeiros de Guilherme Nassau faziam pagamentos semelhantes por diversas propriedades sitas na Foz, provavelmente a quinta ou parte dos terrenos da quinta; isto encontra-se documentado num registo da Igreja datado desse ano. Em 1829 o seu filho, António Francisco Maia Júnior, casava na igreja da Foz e um mês depois ele, pai, falecia na Quinta do Romualdo, na Travessa Alegre (então “Travessa da Alegria”), onde todos residiam (em 1699 vivia na Foz um homem de nome Romualdo de Almeida; estou em crer que a propriedade onde veio a nascer a Quinta do Nassau pertencera por aprazamento a esta personagem, e daí o nome por que para muitos a quinta terá ficado conhecida).
Infelizmente não encontrei maneira de identificar a data em que o meu trisavô passou a residir nesta quinta; terá sido entre 1815 e 1829.
Para mim torna-se evidente que a propriedade não lhe pertencia, mas que ele fora seu arrendatário, o que realmente é comprovado pelo requerimento assinado em 1834 pelo administrador das propriedades dos herdeiros de Nassau.
Os dois primeiros filhos do meu trisavô, Eduardo e Júlio, nasceram na quinta do Romualdo em 1830 e 1831. A guerra civil teve início em meados de 1832 e terminou em meados do ano seguinte, 1833. A quinta foi bombardeada no decorrer deste período. Devido aos bombardeamentos, o meu trisavô teve de deixar a quinta do Romualdo e tomar abrigo noutra quinta situada entre a Foz e Lordelo, chamada Quinta da Boa Vista, e que teria entrada pela Rua da Quinta que, ao tempo, era muito mais comprida do que é presentemente. Nesta Quinta da Boa Vista nasceu o seu terceiro filho, Henrique, em Novembro de 1832 e nela faleceu em Outubro de 1833; dois meses depois falecia também o seu segundo filho, Júlio, algures na Foz (o assento do óbito não especifica o local). O requerimento de Charles Butler é de Fevereiro de 1834. O primeiro filho do meu trisavô, Eduardo, faleceu em Outubro de 1835 na Travessa Alegre, isto é, na Quinta do Romualdo, onde os pais estariam de volta; isto indica que nesse ano as obras de reparação já tinham sido concluídas. Tendo perdido os seus três primeiros filhos, a partir de 1836 e até 1852, os meus trisavós passaram a ter um filho em cada dois anos (de novo Henrique, Eduardo e Júlio, seguidos de Adão, Augusto, Guilherme, José, Sofia e Henriqueta); com excepção da última, que faleceu com um ano de idade na Travessa Alegre, portanto ainda na quinta, em Dezembro de 1853, todos assinaram “da Silva Maia”. Não tenho qualquer comprovativo, mas depreendo que o meu trisavô terá comprado a quinta após a sua reparação, isto é, cerca de 20 anos depois dos seus proprietários terem deixado definitivamente Portugal. Segundo testemunho da minha bisavó Sofia (da Silva Maia), que lhe fora transmitido por sua mãe, Dona Júlia Claudina da Silva Maia, todos os bens do seu pai terão sido objecto de venda em hasta pública anteriormente ao seu falecimento, por motivo de uma demanda com o Estado. A alienação dos seus bens terá acontecido entre 1853, ano da morte da minha tia-bisavó Henriqueta, e 1856, ano em que a quinta foi adquirida por John Fladgate, que lhe deu o nome de Quinta do Monte Belo (hoje simplesmente Quinta do Monte). O meu trisavô faleceu em 1860 numa moradia da Rua de Montebelo, portanto fora da quinta que habitara durante pelo menos 27 anos (excepto os dois anos em que esteve refugiado na Quinta da Boa Vista). Até à presente data, ainda não consegui apurar se a quinta fazia parte dos seus bens ou se os seus bens eram outros e ele teve de deixar esta sua residência por não poder continuar a pagar o arrendamento; neste caso a propriedade teria sido adquirida por Fladgate aos herdeiros de Nassau a partir da data em que o arrendatário teve de a deixar por falta de recursos… Há alguns anos, em frente de um dos portões da quinta, interpelei uma senhora que ia a passar sobre quem seriam então os seus proprietários. Respondeu que, por ter para eles trabalhado, tinha conhecido muito bem os dois últimos antes da propriedade ter passado para o banco. Acrescentou que constava na Foz que aquela quinta tinha feitiço, pois dava má sorte aos seus donos, pois todos a deixavam por infelicidade ou maus negócios. Ela não sabia que assim tinha acontecido com os meus trisavós. Também não devia saber que Fladgate se desfizera da propriedade logo a seguir à morte do seu filho primogénito para quem provavelmente a reservava e que era o seu braço direito. Ainda nesse ano João Henrique Andresen requeria o alargamento do portão que dava para a Rua Central (hoje Rua Padre Luís Cabral). Se ele era o seu proprietário, não o foi por muito tempo porque no ano seguinte, 1889, Bernardino Vareta requeria a reparação do muro que defrontava com a viela da Capela da Senhora da Ajuda e seguia até ao Monte Belo. Outros proprietários houve até a quinta chegar aos Folhadela de Almeida. Desconheço se todos se desfizeram da propriedade por motivo de infelicidade ou maus negócios, mas a senhora que interpelei na rua não podia adivinhar que também o Banco BES iria acabar em falência… Contudo, como esta falência foi posterior à transmissão da quinta para os actuais proprietários, estou confiante em que por aqui se quebrou o feitiço…”
Cortesia de Hernâni L. S. Maia


A chamada Quinta do Romualdo, de acordo com o texto anterior, tinha essa designação devido a um indivíduo de nome Romualdo Almeida.
Uma outra faceta desta personagem, está ligada à primitiva capela de Nossa Senhora da Hora, na Mãe d’Água, em Matosinhos, de que nos dá conta o texto seguinte:

“Tem a sua história a capela ou ermida, mandada construir no ano de 1514, isto é há 385 anos nos Montes do Viso, no sítio chamado mãe d’água pelo marítimo Aleixo Francisco, de Matosinhos, o qual a administrou até ao ano de 1544, época em que o pároco de Matosinhos quis tomar a referida administração, o que não conseguiu pela resistência oposta.
Assim continuou a ermida a ser administrada por de votos da imagem da Senhora da Hora, até que em 1705 assumiu essa administração Romualdo de Almeida Cabral, Major dos Terços Auxiliares da cidade do Porto e morador na sua Quinta da Foz do Douro, sucedendo-lhe em 1706 Miguel d’Almeida”.
In “Jornal Primeiro de Janeiro”, n° 108, de 9 de Maio de 1899, a título da Romaria da Senhora da Hora e sua programação. 


Capela do Senhor e da Senhora da Ajuda – Fonte: Arquivo Histórico Municipal do Porto


Ainda de acordo com Hernâni L. S. Maia, a capela do Senhor e da Senhora da Ajuda referida no texto anterior, representada na foto acima e situada nas imediações da Quinta do Monte (c. 1,2km), “deverá remontar ao fim do século XVI, início de XVII, pelo que terá sido erigida por um antepassado de António Francisco Maia (júnior) que tinha como pai António Francisco Ribeiro Maia e este era filho de um casamento em 2ªs núpcias de sua avó, D. Josefa Maria da Trindade (Lordelo, 1726- Miragaia, 1802) e José Francisco Maia (Lordelo, 1736-Miragaia, 1797), sendo este por sua vez filho de Tomé Gonçalves Ouro (Lordelo, 1692-Lordelo 1758) e de Maria Francisca Maia (Lordelo, 1697-Lordelo 1776), sendo estes moradores no lugar do Ouro, muito perto da capela”.

Por outro lado Hernâni Maia diz que a administração daquela capela, integrada na paróquia de Lordelo em 1856, “deverá ter estado a cargo dessa família e durante algumas gerações, teria estado a cargo dos seus antepassados de Lordelo do Ouro". 

2 comentários:

  1. Muito interessante. Conheço bem esta quinta porque nasci próximo dela, na Rua do Montebelo, mudando dois a três anos depois para a rua do Padre Luis Cabral, acima da Capela de Nossa Senhora da Conceição onde vivi mais de vinte e cinco anos. Conheci outra família antes dos Folhadela. Minha madrinha de batismo foi empregada nessa casa. Lembro-me que a dona da casa era conhecida como a D. Leonor e, ao que se sabia na época, possuia barcos de pesca do bacalhau. Os chamados bacalhoeiros. Constava-se nos últimos tempos que lá viveu que perdeu grande parte desse patrimônio em naufrágios e, por via disso, também a quinta que veio a ser adquirida pela família Folhadela. Lembro-me de em minha casa se dizer que a D. Leonor tinha ficado pobre. Parabéns por este é por muitos outros interessantes trabalhos que tem publicado.

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    1. Muito obrigado pelas suas amáveis palavras. É muito gratificante recebê-las de si, dado que adoro a sua página de FB. Ainda aguardo as suas pesquisas sobre o sítio das sete casas. Quando foram erigidas? Por quem e em que ano? São anteriores às colónias do Comércio do Porto?
      Um abraço

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