quinta-feira, 3 de abril de 2025

25.272 Moagens, Massas e Bolachas

 
Amorim, Lage & Soares, Lda., Amorim, Lage, Lda. - Cerealis
 
 
Em Fevereiro de 1919, começava a história duma empresa, que chegou aos nossos dias, fruto da união de vontades de José Alves de Amorim, Manuel Gonçalves Lage e Aníbal Gonçalves Soares e que culminaria com a fundação da Amorim, Lage & Soares, Lda.
A empresa passaria, então, a movimentar-se no sector das moagens e massas, tendo ao longo dos anos disfrutando de instalações industriais em Parada (Águas Santas), Maia, Trofa, Porto, Coimbra (encerrada) e Lisboa.
À data da constituição inicial da empresa, a primeira unidade fabril foi instalada em Parada, Águas Santas.
Em 1923, já a capacidade de moenda era de 25 ton/dia.
Em 1931, o sócio Aníbal Gonçalves Soares abandona a sociedade.
Em 1933, era inaugurada a fábrica de massas alimentícias, surgindo no mercado a marca Milaneza.
A, então, Amorim, Lage, Lda., na década de 1930, vai adquirir a unidade de Moagem do Minho, Lda., de Guimarães, que seria depois deslocada para Parada e, ainda, a Moagem da Restauração, Lda, que se tinha estabelecido em Massarelos como Moagem do Corpo Santo e, depois, Moagem Victória.
Em 1945, após a morte de Manuel Gonçalves Lage, sucedem-lhe nos destinos da empresa os filhos António Augusto Gonçalves da Costa Lage e Rodrigo Gonçalves da Costa Lage, acompanhados por José Alves de Amorim.
Estava-se no fim do conflito mundial e Amorim, Lage, Lda. vai actualizar e ampliar as unidades fabris de Águas Santas.
Então, uma nova moagem é inaugurada, substituindo a primitiva (cessou a actividade em 1959) e, ainda, montada a primeira bateria de silos de trigo. Para concluir, surgiria a primeira moagem portuguesa com transporte pneumático de produtos.
A fábrica de massas também é intervencionada e é transferida a unidade Moagem do Minho, Lda., de Guimarães, para um edifício contíguo à nova instalação fabril.


 
 

Fábrica de Massas Milaneza, de Amorim, Lage, Lda., em 1945 – Fonte: Acervo da empresa
 
 
 
Em Março de 1954, José Eduardo Marques de Amorim, o filho do sócio fundador José Alves Amorim (falecido em Setembro de 1954), é nomeado gerente.
A gestão passa para os três elementos da 2.ª geração.
 
 
 

Instalações de Amorim, Lage, Lda., em 1954 – Fonte: Acervo da empresa
 
 
 
De forma a consolidar a posição ascendente das massas Milaneza no mercado nacional, foi decidido investir na primeira semolaria portuguesa de trigo duro, unidade inaugurada a 28 de Julho de 1962.
Em 1967, em parceria com Augusto Eduardo de Magalhães Paranhos e seus familiares (da antiga Moagem Granja), nascia a Moacir – Moagem de Coimbra, com a construção de uma nova moagem de trigo na Adémia.
Em 2005, a Moacir foi adquirida pelo grupo Cerealis, mas, entretanto, já foi encerrada.
 
 
 

Stand de “Amorim, Lage, Lda.”, numa exposição, no Palácio de Cristal, em 1971 – Fonte: Acervo da empresa
 
 
 
Em 1999, foi adquirida a Companhia Industrial de Transformação de Cereais e Derivados, S.A., detentora da marca Nacional.
Com esta aquisição, nasceria o maior Grupo português no sector Agro-alimentar e o maior Grupo português na área da moagem de cereais e fabrico de massas alimentícias.
 
 
“Impunha-se reorganizar e simplificar a estrutura de participações do Grupo. Consequentemente, reorganizámos a nossa estrutura de participações, reunindo sob a nova designação Cerealis, todas as empresas do anterior Grupo Amorim, Lage. Desta reorganização, resultaram as empresas Cerealis SGPS, S.A. (empresa holding), Cerealis Produtos Alimentares – S.A. (divisão de negócio de todos os produtos destinados ao consumidor final), Cerealis Moagens – S.A. (divisão de negócio de produtos para usos industriais) e Cerealis Internacional – Comércio de Cereais e Derivados, S.A. (divisão responsável pela importação de cereais, matérias-primas para o fabrico de todos os produtos do Grupo e, exportação de produtos acabados) e a Sociedade Imobiliária Paradense (vocacionada para rentabilizar os ativos imobiliários não afetos à indústria). Tendo herdado um património ímpar, Amorim, Lage, S.A. e com uma nova identidade agora como Cerealis, preparámo-nos para assumir novos desafios em novos produtos e novos mercados. A nova designação representa a união, a internacionalização, o dinamismo e a solidez de um dos maiores Grupos Agro-alimentares portugueses”.
Fonte: Cerealis
 
 
 
Centro industrial da Cerealis, Maia, especializado na produção de massas alimentícias (uma semolaria e duas fábricas), assim como na produção de bolachas, sendo ainda o polo logístico mais importante


 
Entretanto, durante a primeira década do século XXI, a unidade da Trofa vai ser ampliada, com uma linha de cereais para criança e outra para adultos quando, anos antes, já tinha sido melhorada tecnologicamente de modo a proceder ao fabrico de cereais de pequeno almoço multigrão e dotada de um novo torrador de Corn Flakes.

 
 

Centro Industrial da Cerealis da Trofa
 
 
Em 2021, o empresário Carlos Moreira da Silva e a família Silva Domingues compram 100% do Grupo Cerealis.
 A aquisição da Cerealis foi realizada pelas empresas de investimentos dos novos acionistas TEAK Capital, B.V. e pela TANGOR Capital, S.A.
Apesar da mudança de propriedade, a Cerealis, continuou a ser comandada por Rui Amorim, sobrinho de José Eduardo Marques Amorim, filho de um dos fundadores da empresa.


 
 

Centro do Porto (Freixo) da Cerealis para moagem de trigo mole e de centeio, com linhas de embalamento de farinhas industriais e expedição directa


 
A unidade do Porto (Freixo) tem as suas raízes na Companhia de Moagem Harmonia SA., que começaria em 1918, a laborar anexa ao Palácio do Freixo.
 
 

Centro industrial da Cerealis, em Lisboa, com uma capacidade moenda de 720 toneladas em 24 horas, uma recepção de cereal que atinge as 200 toneladas por hora e uma capacidade de ensilagem de cereais de 27.000 toneladas
 
 
 
 
Em Março de 2023 a Europasta, empresa Checa situada em Litovel, especialista em massas alimentícias, passa a ser consolidada integralmente nas contas da Cerealis.
 
 
 
 
Fábrica de Moagens Harmonia
 

 

Fábrica de Moagens Harmonia, em 1966 – Ed. SIPA

 
 
Esta fábrica ficava junto do Palácio do Freixo que, ainda, é um pouco visível, ao fundo na foto.
Quando o palácio ficou na posse de José Maria Rodrigues Formigal, vendeu-o com uma propriedade anexa, por 19 contos de réis à sociedade gestora da Companhia de Moagens Harmonia, que se instalou então numa nova fábrica, bem junto do palácio.
Tal ocorreu, após o incêndio acontecido em 1890 numa destilaria de cereais, que anteriormente tinha sido uma fábrica de sabão, situada a poente do palácio. À data, toda a área estava na posse de um cidadão alemão, Gustavo Nicolau Alexandre Peters, que continuou na posse da destilaria e retalhou a propriedade e a vendeu em talhões.
Em 1918, a Companhia de Moagens abre falência e é comprada a seguir por um conjunto de capitalistas portuenses, que reabilita o funcionamento da fábrica.
Em 1918, foi então fundada a Companhia de Moagem Harmonia SA.
A propriedade da empresa e a sua administração, sempre sob a liderança de um grupo de indústriais portuenses que, ao longo dos anos, realizaram os investimentos necessários para o seu desenvolvimento, ampliaram a unidade, em 1932, com o levantamento de mais dois pisos (obra realizada pelo arquitecto José Júlio de Brito) e, introduziram várias melhorias no diagrama de produção, o que lhes possibilitou obter índices de produção sempre crescentes e, manter um lugar competitivo no mercado da região.
Mais tarde, à fábrica foi-lhe acrescentado um silo de 45 metros de altura. A gestão da unidade fabril fazia-se a partir do Palácio do Freixo, cumulativamente com a gestão de uma outra fábrica de briquetes situada a poente do Palácio.
Por outro lado, a propriedade da Companhia de Moagens Harmonia, já era, em meados do século XX, da Companhia União Fabril (CUF) que, em 1951, vai construir mais um silo.
Em 1969, as instalações, até então, da fábrica da Companhia de Moagens Harmonia, são abandonadas e ocupadas umas outras, em espaço contíguo, muito mais modernas, situadas a Norte da Estrada Nacional 108.
Esta unidade, desde há anos, passou a fazer parte do universo da Cerealis.
 

 
Antigas instalações das Moagens Harmonia - Cortesia de Vítor Oliveira
 
 
 
Depois de décadas de peripécias, as instalações da antiga fábrica acabam nas mãos do instituto de Emprego e Formação Profissional, que as cederia à Câmara Municipal do Porto.

 
 

Moagem Ceres
 

“João Ferreira de Figueiredo, oriundo de Viseu, fundou em 1875, no Porto, o seu negócio, que inicialmente era de Comércio de Cereais e Farinhas.
Em 1895, os seus filhos, Abílio e Augusto, juntaram-se como sócios ao negócio do pai, assumindo, passados 6 anos, a responsabilidade de uma nova sociedade, sob a designação de “A. de Figueiredo & Irmão”.
Em 1915, enquanto toda a Europa se debatia numa guerra profunda, os irmão Figueiredo criaram a Fábrica de Moagem junto ao caminhos-de ferro em Campanhã.
Na época conturbada entre as duas Grandes Guerras, em especial na década de 30, quando uma gigantesca crise económica e financeira abalou todo o Mundo, a Sociedade continuou a crescer, adoptando em 1931 a sua designação definitiva, “Moagem Ceres, A. de Figueiredo & irmão, S.A.R.L.”.
Em 1949, após o falecimento quase simultâneo dos dois sócios fundadores, começou a restruturação profunda da Moagem Ceres, que até então mantinha as máquinas e tecnologias com que tinha iniciado a sua actividade. Esta modernização foi acelerada pela publicação em 1961 de uma lei que obrigava a reorganização da indústria moageira.
Em 1965, nas Bodas de Ouro da Sociedade, foram inauguradas as novas máquinas e actuais instalações sendo o grande impulsionador desta reforma o Administrador Arnaldo de Figueiredo. A partir daí, a Moagem Ceres foi crescendo a um ritmo imparável, adoptando sempre a mais moderna tecnologia existente, de modo a satisfazer as crescentes necessidades do mercado.
Desde o 25 de Abril de 1974, sob a égide dos Administradores Armando Miranda e Rogério Figueiredo, a Moagem Ceres aumentou mais de 6 vezes a sua capacidade produtiva, atingindo em 1998, uma capacidade instalada superior a 460 toneladas de trigo por dia e um volume de negócios anual de cerca de 30 milhões de euros. Estando actualmente cotada no top 20 das PME e entre as 500 maiores empresas nacionais tem obtido sucessivas distinções, nomeadamente o "Rating 1" da Dun & Bradstreet e os prémios "PME Prestige", "PME Excelência" e "PME Lider" do IAPMEI.
No dia 1 de Abril de 2015 a Moagem Ceres completou 100 anos de actividade como moagem de cereais, na qual se tem distinguido pelo elevado padrão de qualidade dos seus produtos, pela satisfação dos seus clientes e pela constante inovação”.
Fonte: “moagemceres.pai.pt”

 
 
A Ceres na Rua do Pinheiro de Campanhã


 

A Ceres, actualmente

 
De notar, que o jornal “O Commércio” de 26 de Dezembro de 1854, publicava uma notícia que dava conta da formação de uma sociedade em comandita, sob a firma de Companhia Ceres, cujo objectivo principal era a moagem de cereais, embora esta sociedade pareça nada ter a ver com a lançada, mais tarde, por João Ferreira de Figueiredo.
Na sociedade em comandita há dois tipos de sócios. Os de responsabilidade limitada que só contribuem com capital, e os de responsabilidade ilimitada que contribuem, para além da subscrição de capital, com o trabalho, sobre qualquer forma.
 
 
 






Fábrica de Moagem Andrades Villares. Moagens Invicta. Sociedade de Moagem Aliança, Lda
 
 
Por volta de 1855, apareceram na cidade do Porto as primeiras moagens a vapor.
As mais importantes foram o Moinho a Vapor do Bicalho, de Pinto Basto e, com aparecimento naquele ano, a Companhia Ceres que viria a ser dissolvida em 1860, passando para a posse do seu principal credor Felix Fernandes Torres.
Na década seguinte, apareceram a Companhia Industrial e Agrícola Portuense (de fiação e moagem de cereais) e a Manuel José Barreto, que mais tarde passaria a Barreto Filho & Genro.
Em 1874, surgiria então a Andrades Villares que, a partir de 1881, aparece com a designação de António Joaquim de Andrade Villares.
Aquela Companhia Ceres não tem qualquer ligação com “Moagem Ceres, A. de Figueiredo & irmão, S.A.R.L.”, surgida muito mais tarde.
 
 
 
“Pertencente a António Joaquim de Andrade Villares, foi fundada em 1874, na Rua de S. Jerónimo, n.º 136, hoje Rua de Santos Pousada. Segundo o Inquérito Industrial de 1881, esta importante fábrica de moagem não vendia farinha mas apenas pão, existindo aí uma padaria.
Parte do cereal que moía, cerca de 1/3, era utilizada na padaria da fábrica; o restante era moído por «conta alheia», isto é, por clientes que aí levavam o cereal, como se de um moinho tradicional se tratasse. Em 1908, é integrada na Companhia de Moagens Invicta e, em 1918, na Sociedade de Moagem Aliança Ltd., mais tarde Sociedade Industrial Aliança, tornando-se esta uma importante unidade do sector moageiro. Foi reconvertida em complexo habitacional”.
Fonte: “cct.portodigital.pt”
 
 
 

Pedido para instalação, em Agosto de 1909, de uma panificação e fabrico de amêndoas, da firma Andrades Villares na Travessa de Fernandes Tomás, nº 84 (hoje a Rua Comandante Rodolfo de Araújo) – Fonte: AHMP
 
 
 
A Companhia de Moagens Invicta formou-se em 1908 e, em 1917, era proprietária de 5 fábricas:
Fábrica de S. Jerónimo (Antiga Andrades Villares – 1874), Fábrica da Afurada (1890), Fábrica do Freixo (1890) e Fábrica de Valbom (1892) e a sociedade passa a ser gerida por Raúl Monteiro Guimarães que,

 
 
“É ele que, em 1915, junta àquele lote, a Fábrica de Barcelos, em Barcelos e, três anos mais tarde, vai organizar a Sociedade de Moagem Aliança, adquirindo em 1920, a Nova companhia Nacional de Moagem, organizando, ainda, a Companhia Industrial de Portugal e Colónias que, por sua iniciativa, adquire o jornal Diário de Notícias”.
Fonte: “A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal” - Alda Mourão e Angela de Castro Gomes


 
A Fábrica de Bolachas Villares, na Rua de Santos Pousada, nº 145 (antes a Rua de S. Jerónimo), coexistiu com a Fábrica Aliança, naquela rua, durante quase todo o século XX, lançando no ar um cheiro característico ao produto final.

 
 
 
A Fábrica de Bolachas Villares esteve por aqui, na Rua de Santos Pousada – Fonte: Google maps




Tampas de caixas de bolachas da “Villares”



Entretanto, a Invicta com a sua unidade fabril da Rua de Santos Pousada, ampliada em 1918, iria ser adquirida pela Aliança.


Desenho da fachada integrante de projecto que obteve licença de obra n.º 396 de 12 de Julho de 1918, para ampliação das instalações da Fábrica de Moagens Invicta, na Rua de Santos Pousada, ainda antes de passar a Fábrica Aliança

 
 
 
De notar, que no projecto a que se refere o desenho anterior, a longa fachada no seu envidraçado central estava dotada com um relógio e a cobertura do edifício era plana para servir de área de secagem das massas.
 
 
 
Agora um condomínio fechado, a fábrica de bolachas da “Aliança” era aqui – Fonte: Google maps

 
 
A marca Aliança foi adquirida em 1997, pela firma “Vieira de Castro” de Famalicão.


 
Moagem do Ouro
 



Moagem do Ouro na Rua do Ouro – Ed. Espólio Fotográfico Português


 
 

O edifício da Moagem do Ouro, actualmente – Fonte: Google maps


 
Após ter sido a Moagem do Ouro, por lá esteve uma garagem pertencente ao exército e serviu, ainda, de armazém ligado à indústria têxtil.
Hoje, alberga uma leiloeira e um restaurante.


 
 
Fábrica de Moagem da Senhora da Hora
 
 
A conhecida, no fim dos anos 20 do século passado, como “Fábrica de Moagem da Senhora da Hora” começou a laborar em 1900, fundada por Francisco Joaquim Pinto e sendo, de início, conhecida por “Fábricas a Vapor de Moagem de Trigo da Senhora da Hora”.
Esta unidade de moagem de cereais da Senhora da Hora, tinha escritório no Porto, na Travessa da Fábrica, nº15 (hoje é a Rua de Avis).

 
 
Fábricas a Vapor de Moagem de Trigo da Senhora da Hora – Postal de 1910

 
 
Fachada principal (parcial) da Moagem da Senhora da Hora c. 1927 – Fonte: Fotograma de filme da Cinemateca
 
 


“Germen-Moagem de Cereais Sa”
 
 
 
A fábrica de Joaquim Francisco Pinto iniciou, então, em 1900 (fábrica original a vapor), foi ampliada em 1905 (segunda fábrica a vapor) e passou para novos sócios em 1920 (Sociedade de Fomento Industrial Lda). 
Hoje, após a passagem inexorável dos anos, a antiga unidade de moagem é apenas uma memória, mas, no mesmo local (gaveto formado pela Rua de Joaquim Pinto – uma homenagem ao seu fundador há mais de 100 atrás - e a Avenida Fabril do Norte), está uma importante fábrica de moagem de cereais que faz parte de um grupo moageiro conhecido por “Germen-moagem de cereais Sa”.
A Fábrica de Moagem da Senhora da Hora foi, a par com a EFANOR (Empresa Fabril do Norte, SA, que abriria em 1907), uma das unidades industriais mais importantes da Senhora da Hora que, entre 1836 e 1853, tinha sido a sede do concelho de Bouças, mas que viria a perder esse estatuto para Matosinhos.
 
 
 
Fábrica de Bolachas Imperial
 
 
Com início de actividade nos anos 30 do século XX esta fábrica tinha instalações na Rua de Entreparedes nº 21, e tinha a particularidade de aromatizar com o cheiro doce das bolachas que aí eram fabricadas, toda a rua até à Praça da Batalha, que lhe ficava próxima. Encerrada já neste século mudou instalações para V. N. de Gaia sob a orientação do actual e único sócio-gerente e proprietário da fábrica, António Rocha, que nos últimos anos apenas se dedica ao embalamento de bolachas, compradas em Espanha, por ser mais "rentável".


 
Fábrica de Bolachas Imperial, na Rua de Entreparedes, nº 21-23 – Fonte: Google maps


 
 
Publicidade à Fábrica Imperial em calendário para 1983

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