domingo, 19 de fevereiro de 2017

(Continuação 32) - Actualização em 07/10/2019 e 10/04/2020


3.1 Escola Artística Soares dos Reis



Criada, oficialmente, no ano de 1884, por pressão dos industriais do Porto, a actual Escola Artística de Soares dos Reis, obteve, à altura, a designação de Escola de Desenho Industrial de Faria de Guimarães do Bonfim.
Iniciou a sua atividade em 1895, no Campo 24 de Agosto, num antigo edifício de habitação em situação de grande precariedade e, entre 1921 e 1927, ocupou as antigas instalações do Liceu Alexandre Herculano, na Rua de Santo Ildefonso, n.º 422. Em 1927, foi transferida para as antigas instalações de uma fábrica de chapéus na Rua da Firmeza nº 49, onde permaneceu por oito décadas.
Instalada a escola nesse edifício, depois de obras que o adaptassem às novas funções, as instalações seriam ampliadas, expropriando-se os terrenos contíguos – ao longo da Rua D. João IV –, o que permitiu ao edifício adquirir a actual configuração e a nova morada, no mesmo local, estava pronta em 1955.


“No domínio educativo a escola foi acompanhando a sociedade do século passado nas suas oscilações político-sociais e, assim, as primeiras quatro décadas são dirigidas à formação da classe trabalhadora, ministrando-se cursos exclusivamente destinados a alunos do sexo masculino (Cursos de Desenho Elementar e Industrial: Pintor, Decorador, Tecelão, etc. e ainda Cursos Complementares de Cinzelagem, Marceneiro, Ourives, etc.) e outros criados especificamente para a população feminina (Lavores Femininos, Costureira de Roupa Branca, Bordadora-Rendeira, Modista de Chapéus e Modista de Vestidos), conferindo também por essa altura a habilitação à Escola de Belas Artes.
Com a edição do Estatuto do Ensino Técnico Profissional em 1948, adquirindo a designação de Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis, passa a ministrar uma nova série de cursos especializados de índole artística: Pintura Decorativa, Escultura Decorativa, Cerâmica Decorativa, Mobiliário Artístico, Cinzelador, Gravador, sendo pioneira no desenvolvimento da área de Artes Gráficas ao ministrar o curso de Desenhador Gravador Litógrafo.
Após o 25 de Abril de 1974 suprimiram-se os Cursos Gerais – que tinham sido apenas instituídos em 1972/73 –, sendo substituídos pelo Curso Unificado do 7.º, 8.º e 9.º anos. Em consequência da indiferenciação entre ensino liceal e técnico, a escola passa a designar-se Escola Secundária de Soares dos Reis.
Mas em Outubro de 1986, com a publicação da Lei de Bases do Sistema Educativo, inicia-se um processo que culminará na aprovação do Estatuto de Escola Especializada de Ensino Artístico e assim, enquanto estabelecimento especializado, permitirá transformações (a nível de programas, projecto pedagógico, equipamentos e organização de espaços), visando a alteração da frequência para Cursos Complementares de nível secundário”.
Fonte: pt.wikipedia.org/


Assim, 80 anos depois da ocupação do edifício da "Real e Imperial Chapelaria a Vapor", na Rua da Firmeza, dá-se a mudança, no ano lectivo de 2008/2009, para as instalações da extinta Escola Secundária de Oliveira Martins, localizada na Rua do Major David Magno, paralela a Fernão Magalhães.
Por outro lado, o imóvel, que de fábrica de chapéus passou a escola artística, conquistará nova vocação: albergará o Hotel e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.



Instalações da Escola Soares dos Reis, na Rua Firmeza




3.2 Escola de Hotelaria e Turismo do Porto
 
 
A Escola de Hotelaria e Turismo do Porto foi criada por despacho de 19 de Dezembro de 1968, da Secretaria de Estado de Informação e Turismo.
O seu primeiro director foi Luís Garcia Contente, formado nas escolas de hotelaria na Suíça e que aplicou o modelo na cidade do Porto.
A escola vai estabelecer-se na Rua do Bonjardim, n.º 648, arrancando o seu funcionamento com a participação de 120 alunos, em Novembro de 1969.

 
 

Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, Rua do Bonjardim, n.º 648 – In revista “O Tripeiro”, 7.ª Série, Ano XIV, N.º 6 e 7
 
 
 
Em 24 de Agosto de 1979, atendendo ao insucesso experimentado por algumas escolas nacionais, seria publicado o Decreto-Lei n.º 333/79, que reformularia o funcionamento delas, mas a escola do Porto passou a ser um farol para todas as outras e um exemplo a seguir.
Naquele ano, em sequência da nova legislação, que transformava o Centro Nacional de Formação Artística e Hoteleira no Instituto Nacional de Formação Turística, as instalações da Rua do Bonjardim são sujeitas a obras e ampliadas.
Entretanto, no ano de 1976, foi começou a experiência de formação de assistentes de direcção para a hotelaria que, em 1978, deu origem ao curso de Gestão Técnica Hoteleira e, em 1982, surgiria o curso de Técnicos de Empresa e Actividades Turísticas.
Em 3 de Junho de 1985, o director da escola, Luís Garcia Contente foi condecorado com a medalha de Mérito Turístico.
Em 1988, passou a ser utilizado mais um edifício, bem perto, na Rua Raúl Dória, n.º 11. Neste ano, foi criado o curso de Guias e Intérpretes Nacionais.
Nesta altura, a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto tinha 250 alunos.

 
 

Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, Rua Raúl Dória, n.º 11 – In revista “O Tripeiro”, 7.ª Série, Ano XIV, N.º 6 e 7
 
 
 
 
 
Em 15 de Junho de 1989, seria a vez de a escola receber da Câmara Municipal do Porto a medalha de Mérito-Grau Prata.
Até 20 de Dezembro de 2010, quando a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto foi ocupar, finalmente, instalações condignas, na Rua Firmeza, sujeitas a beneficiações de vulto após serem abandonadas pela Escola Soares dos Reis, o seu trajecto foi percorrido nos trilhos do sucesso para os seus formandos.
 
 
“Com uma capacidade para 400 alunos em formação inicial e mil em formação contínua (por ano), a nova escola duplica a capacidade formativa da anterior e dispõe de uma unidade hoteleira que está aberta ao público. Integra também um auditório com capacidade para 210 pessoas, um auditório de cozinha, uma cozinha pedagógica com 12 postos individuais, uma sala de análise sensorial e um restaurante pedagógico aberto ao público”.
In jornal Público, de 20 de Dezembro de 2010

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