Vila Delfina
Esta residência foi encomendada pelo capitalista Afonso
Dias, em 1903, e obteve a licença camarária n.º 118.
É um dos últimos trabalhos atribuídos ao engenheiro António
Silva.
Delfina, a esposa de Afonso Dias, embora tenha emprestado o
seu nome para o imóvel, gostava de viver na cidade, para os lados do Carmo e,
quando morreu, em 1914, vivia na Rua Álvares Cabral.
A Vila Delfina sendo um projecto mais recente, que difere em três anos o referente ao Palacete de José Augusto Dias, que alguns apelidam de Palacete Coutinho, apresenta, relativamente àquele, uma inversão da posição relativa da torre e do corpo das salas.
O palacete teria passado pela posse de uma família de
apelido Abecassis, durante a primeira metade do século XX.
No início do século XXI, a empresa portuense, SI Península - Gestão e Promoção Imobiliária vai
edificar um condomínio privado, designado por “Jardins do Palacete”,
aproveitando o palacete há muito existente.
“Na altura da sua
aquisição, em 2000, por parte da SI Península, o palacete pertencia a uma
família espanhola ligada a uma empresa de vinho – “Diez Hermanos” – que, por
curiosidade, deixou um legado riquíssimo em vinhos seculares e com carga
histórica (Brandys, Anis Jerez, Sherry, Ponche, Cidra, vinhos da Madeira e
vinhos do Porto bastante antigos e de outras origens, tais como Nieport,
Offley, Calém, Sandeman, Cockburns, Burmester, etc), encontrando-se, na altura,
devidamente acondicionados, na adega localizada na cave do palacete. Foi nos
anos 40 que Don Pablo Diez y de Isasi, ligado por laços de família e comerciais
a algumas famílias aristocratas da Andaluzia, e que com ele se encontravam
associados na empresa “Diez Hermanos” de Jerez de la Frontera, adquiriu o
palacete “Vila Delfina”.
Hoje é um condomínio
de luxo”.
Cortesia de casa.sapo.pt
Palacete do Pinheiro
Manso ou Palacete da família Gilbert
Aquele que ficou conhecido pelo Palacete da família Gilbert,
que se situava na Avenida da Boavista, junto de um pinheiro manso, que veio a
dar o nome ao lugar, foi começado a construir em 1902.
Este palacete foi construído na quinta do Pinheiro Manso, adquirida
pelo brasileiro de torna viagem José Gomes da Rocha. Nesse terreno, seria
também traçada a Rua do Pinheiro Manso.
Após falecimento prematuro da mulher e, posteriormente, de
uma filha a quinta foi vendida e terá sido adquirida pela família Gilbert, com
ligações ao negócio do vinho do Porto, vindo ele a falecer em 1922.
Em 1906, um pedido de licença feito por Gomes da Rocha à
Câmara do Porto, para alargamento de um portão do palacete, teve parecer
positivo do arquitecto José Marques da Silva que, nesse ano, abandonaria essas
funções, que desempenhou durante três anos, para ingressar na Academia
Portuense de Belas Artes, como Professor de Arquitectura.
Aquele pinheiro que existia na quinta, à face da avenida, foi
derrubado por um temporal, conhecido como "Ciclone", em 1941.
Em 1971, a casa é finalmente demolida e aí, construído, o
actual edifício da cervejaria Cufra.





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