segunda-feira, 3 de abril de 2017

(Continuação 8) - Actualização em 03/12/2020

13.2 Praças de Touros

Horácio Marçal escrevia:
 «A mais remota notícia acerca de touradas na cidade do Porto, pelo que sabemos, data de 24 de Junho do recuado ano de 1785, e refere-se a uma corrida de touros efectuada, com todo o esplendor, por ocasião das luzidas Festas Reais, em praça especialmente construída para o efeito no lugar da Torrinha, à estrada de Cedofeita». 


Naquela data referida por Horácio Marçal, ainda era vivo (só morreria um ano depois) o Presidente da Junta das Obras Públicas (1763-1786) e Governador das Justiças e Casa do Porto (1765-1786), João de Almada e Melo.
Uma outra corrida terá ocorrido oito anos depois, a 2 de Junho de 1793, num redondel construído no Campo de Santo Ovídio, actual Praça da República para cele­brar o nascimento de uma nova princesa, Maria Teresa, a primeira filha de D. João VI.
A iniciativa foi do próprio Francisco de Almada e Mendonça, que mandou mon­tar uma praça de touros no novo logradouro, "a mais bela e magnífica até então vista no reino", escreveu-se na época, e aí realizou uma deslum­brante tourada de gala. Com a construção da pra­ça e os honorários aos toureiros gastaram-se 240$000 réis.
Não havendo mais notícias tauromáquicas durante umas dezenas de anos, apenas em 1869 há registo de a 19 de Agosto desse ano a Câmara Municipal do Porto ter autorizado a Raimundo dos Santos Natividade a aquisição de uns terrenos em Cadouços, na Foz (provavelmente no actual Largo do Capitão Pinheiro Torres), para implantação de uma praça de touros.
Embora o recinto estivesse ainda em construção, a primeira tourada ocorreu logo a 24 de Agosto, com grande sucesso de público. Mas, tal recinto, que ainda viu mais alguns espectáculos, não durou mais do que três anos.
O mesmo proprietário, a 7 de Fevereiro do ano seguinte (1870) requer autorização para a construção de uma praça de touros a nascente do Largo da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal), onde se vieram a efectuar algumas corridas.
No entanto, segundo informação de Alberto Pimentel, no “Guia do Viajante na cidade do Porto e seus Arrabaldes”, em 1876, a Praça de Touros do Largo da Aguardente, já teria sido demolida.
Um outro empresário, José Moreira Matos dá início, a 26 de Janeiro de 1870 à construção de uma praça de touros na Avenida da Boavista, ao lado do Hospital Militar (a poente), a qual foi inaugurada a 25 de Março desse mesmo ano.
O Hospital Militar tinha tido o lançamento da 1ª pedra em 1862.
A tourada foi assim, em tempos, um dos divertimentos preferidos dos portuenses.


«Em 1870 encontravam-se em construção as duas primeiras praças de touros permanentes da cidade do Porto: uma na Boavista e a outra no Largo da Aguardente (actual Praça Marquês de Pombal), esta com construção iniciada em 7 de Fevereiro daquele ano, por iniciativa do alquilador Raimundo dos Santos Natividade.
As notícias que se seguem são retiradas, de “O Comércio do Porto”. Abaixo vem a descrição da praça de touros da Aguardente  aquando da ultimação dos trabalhos de construção:
"O espaço reservado às corridas mede 36m de largura; a distância da primeira à segunda trincheira é de 1,2m e o espaço desta ao tapamento; isto é, à largura das galerias é de 7,5m.
Além de uma ordem de 52 camarotes, tem no correr destes uma galeria superior. Em frente da porta do cavaleiro fica o camarote da autoridade.
Por baixo desta ficam a enfermaria, o escritório e outros compartimentos. O camarote real fica superior ao da autoridade.
Por cima da porta do cavaleiro fica o camarote da empreza (sic) e por cima deste o coreto de música.
Nos corredores, por baixo das galerias ficam as cavalariças e quartos para os moços e homens de forcado.
A praça é toda construída de madeira de forma quase idêntica à da Boavista e tem lugar para 8.000 pessoas."
In “O Comércio do Porto”, 31 de Março de 1870 



Na altura em que esta notícia era publicada já a praça da Boavista tinha sido inaugurada. Tendo sido portanto essa e não esta a primeira, pela diferença de uns dias.
Continuando o relato da inauguração das primeiras praças de touros permanentes do Porto em 1870, ficamos agora com alguns apontamentos noticiosos sobre a primeira delas, a da Boavista, inaugurada umas semanas antes da praça da Aguardente.
A fonte é, como sempre, o Comércio do Porto, nesta notícia temos a chegada do gado que iria ser corrido:
"Ante-ontem à noute atravessou a cidade o gado que vem para ser corrido na [inauguração] da praça de touros da Boavista…”
In “O Comércio do Porto”, 22 de Março de 1870


A notícia abaixo descreve um pouco do que foi a inauguração em 25 de Março de 1870, da primeira praça de touros (de madeira) permanente na cidade do Porto. Foi levantada na Rua da Boavista, num local que era, à data, longe do centro da cidade, tendo sido lidados 3 toiros e brilhado o cavaleiro Batalha e os bandarilheiros Pontes e Calabaça.
"Inaugurou-se na 6ª feira, com a primeira corrida, como estava anunciado, a praça de touros que se acaba de construir na rua da Boavista”.
In “O Comércio do Porto”, 27 de Março de 1870»
Fonte: “aportanobre.blogspot”, com a devida vénia a Nuno Cruz




«Construíram-se duas praças (no Porto) e as toura­das principiaram. Êxito enorme! Concorrência immensa! Geral frenesi de enthusiasmo! A sociedade tomou um certo ar toureiro. As senhoras mostravam-se inte­ressadas na qualidade dos curros, queriam ver o gado, punham gravatas vermelhas e ofereciam-se para dar monas. Muitos cavallos appareciam arreados ao modo do Ribatejo, com xairel de pelle e estribos de pau. Os mancebos à moda vestiam-se de jaleca e cinta, com calcas de boca-de-sino, aos sabados de tarde. As duas praças eram insufficientes para a multidão dos aficionados. Os lidadores eram cobertos de charutos, de rebuçados, de palmas e de gritos de triumpho. Finalmente, um delírio!
Ao cabo de dois annos ninguém mais voltou aos touros. Os elegantes deram as jalecas e as calcas de boca-de-sino aos seus criados de cavallarica; as senho­ras nunca mais tornaram a fallar em gado; as guitar­ras que haviam sido importadas desappareceram da cir­culação; o fado que alguns dedos femininos dedilhavam nos teclados de Herard, deixou de accordar os eccos surprehendidos e vexados dos salões portuenses; as duas praças, não tendo outra coisa que fazer, começa­ram a apodrecer e esperam anciosas o primeiro mo­mento, pretexto decerto para se deixarem cahir.
Mas Lisboa tinha recebido uma lição terrível! O Porto tinha-lhe mostrado que se quizesse gostar de tou­ros, ninguém gostaria mais, ninguém seria mais maniaco, mais doudo, mais frenético por touros, do que elle! É para que se saiba!»
Ramalho Ortigão – “As praias de Portugal” - guia do banhista e do viajante, Porto 1876




Anúncio do arrendamento da Praça de Touros da Aguardente, no "Jornal do Porto", em 30 de Setembro de 1870


Como se pode observar no anúncio acima, um dos sócios da sociedade proprietária da praça, era Raymundo dos Santos Natividade, um alquilador que tinha a sua alquilaria, na Rua Formosa, no local em que no século XX esteve a conhecida casa de artigos para o lar, a "Lã Maria" e, entre muitas outras propriedades, era o dono de uma vasta área de terrenos, em Ramalde, por onde hoje passa a Avenida Antunes Guimarães.



“Às duas praças, a que Ramalho Ortigão allude, ha­viam sido construídas, uma na Boavista, outra na Aguardente. Acabaram por não ter ninguém; a tauromachia portuense deu em vasa barris. Mas, passados annos, o touro tornou a passar do prato para o circo. Construiram-se duas novas praças, uma na Boavista, outra na serra do Pilar, em substituição d'aquellas. Funccionam ambas. Mas o povo portuense não tem educação de toureiro, nem condições para o ser. Não ha no norte vastas lezírias, como no Ribatejo, onde possa crear-se o gado bravo. De modo que a tauromachia no Porto é um divertimento emprestado, que mette touros e campinos do sul. Estou em dizer que, apesar das duas praças actuaes, o Porto acha mais sabor ao boi no prato do que ao touro na arena. “
Alberto Pimentel – “O Porto na Berlinda”, 1894



A Praça de Touros da Serra do Pilar, a que alude Alberto Pimentel, ficou situada à saída do tabuleiro superior da ponte, à direita, onde depois seria levantado um jardim - o Jardim do Morro.
As considerações de Alberto Pimentel parecem colocar um ponto de ordem sobre o modo como, passada a novidade, os portuenses ostracizaram as corridas de touros. É que, o argumento de que os nortenhos não suportavam o tratamento bárbaro infligido aos animais, não colhe, se considerarmos a época em que ocorriam. Esses sentimentos apareceram muitos anos depois e são mais do nosso tempo.




Anúncio para o arrendamento da Praça de Touros da Serra do Pilar, no "Jornal do Porto", de 6 de Outubro de 1888



No final do século XIX, foi realizada a última grande ofensiva para tentar ressuscitar a afición dos portuenses com a construção de duas novas praças de touros na cidade – Rotunda da Boavista e Rua da Alegria – a que se juntaram as praças erguidas na Serra do Pilar (V. N. de Gaia), Foz do Douro, Matosinhos e Granja.
No início do século XX, foi montada uma outra praça, para lide dos touros, no Campo das Manobras do quartel da Serra do Pilar.
Inaugurada em 1902, encerrou a actividade em 1929.




Antiga praça de touros da Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia, em 1902, no campo de manobras do quartel - Aurélio da Paz dos Reis (CPF)


Praça de Touros na Serra do Pilar, em 1910, durante Exposição Agrícola e Pecuária 


Ascensão de um balão na Praça de Touros da Serra do Pilar




Em 1888, já se realizavam touradas em Matosinhos.
Em 1901, seria inaugurado um novo redondel junto do Senhor do Padrão, ou Senhor do Espinheiro, ou ainda como também se chamava, Senhor da Areia.
Em 13 de Julho e 24 de Agosto de 1902, 9 de Agosto de 1903 e 7 de Agosto de 1907, ficaram célebres as garraiadas que por lá se realizaram naquelas datas, nas quais participaram destacados membros da burguesia portuense.
Na última delas, organizada por José da Fonseca, participaram os amadores José Barbosa, Martins da Costa (que veio a ser governador civil) Guilherme Castilho, Carneiro de Melo e o distinto Jaime Valado.
O programa foi redigido por Sá de Albergaria o autor da crónica "De Raspão" do Jornal de Notícias. 


Praça de Touros em Matosinhos - Cortesia Estrela Vermelha


A praça de touros junto do Senhor do Padrão, nem uma década durou, seguindo-se uma outra no Campo de Sant’Ana, que teve existência efémera.

 
 

Campo da Feira (actual jardim Basílio Teles), próximo do Campo de  Sant’Ana, em 1913



O Coliseu Portuense na Rotunda da Boavista foi inaugurado em 28/7/1889.
Possuía 2 restaurantes, camarotes, bancadas, salão de bilhares, cafés e quiosques de venda de jornais, além de dispor de iluminação elétrica.
Esta praça foi construída por dois empresários que fizeram fortuna no Brasil, mas 6 anos depois estava ao abandono e demolida no segundo semestre de 1898.
Por ela passaram os grandes cavaleiros, amadores e profissionais, da época: o marquês de Castelo Melhor, os viscondes de Alverca e da Várzea, D. Luís do Rego, Fernando de Oliveira, Alfredo Tinoco e Manuel Casimiro. A pé, matadores espanhóis da categoria de Guerrita, Espartero e Cara Ancha.
Na tourada inaugural os bilhetes custavam o seguinte: Sol, 300rs; Sombra, 600rs; Tribuna, 1200rs; Camarotes de Sol, 3.000rs; Camarotes de Sombra, 4.500rs. Tinha cerca de 8.000 lugares.





O Coliseu Portuense



Cartazes de corridas no Coliseu Portuense




Assistência na Praça de Touros do Coliseu Portuense



Coliseu Portuense em dia de corrida




Interior do Real Coliseu Portuense



O Coliseu Portuense situava-se na actual Rotunda da Boavista, onde hoje fica o Tabernáculo Baptista.
A poucos meses da inauguração do Coliseu Portuense, o entusiasmo pelas touradas, no Porto, era de tal modo intenso que, num Domingo de Setembro, ocorreram duas corridas em praças diferentes, como se pode observar na publicidade às mesmas, abaixo.



In "Jornal do Porto" de 21 de Setembro de 1889





A 4 de Maio de 1902, foi inaugurada uma praça de touros na Rua da Alegria, por Álvaro de Almeida Pinto, a qual se manteve em actividade por poucos anos. Foi construída em madeira, ao gosto árabe, e tinha uma lotação para 7 mil pessoas. Recebeu numerosos toureiros portugueses e espanhóis, mas encerrou passados poucos anos. 
Esteve em terrenos anexos à fábrica Matos & Quintans, um pouco mais a norte.
Em 15 de Maio de 1904, nesta praça, durante uma sessão de embolação dos animais, que antecedia a corrida, mas que tinha sempre público a assistir, um touro saltou para as bancadas e investiu sobre vários espectadores, ferindo alguns com gravidade.
Em 20 de Fevereiro, já um touro tinha fugido para a rua, por descuido de um tratador e foi o bom e o bonito. Da Rua da Alegria o touro passeou-se até Lamas (aldeia junto à nova faculdade de engenharia), parando na propriedade do lavrador António José Guimarães da Silva.





Interior da Praça de Touros da Rua da Alegria – Fonte: CMP, Arquivo Histórico Municipal




Praça de Touros da Rua da Alegria, em 1909



Praça de Touros da Rua da Alegria





Em 1909, entra na Câmara do Porto um requerimento de Manuel Fernandes da Silva Prata pedindo a aprovação de um projecto de prolongamento da Rua da Alegria e a abertura de uma nova rua ligando esse troço à Rua de Costa Cabral, e o loteamento dos terrenos envolventes, dos quais é proprietário, onde se encontra a Praça de Touros da Rua da Alegria.
 
 

Localização da Praça de Touros da Rua da Alegria


 
Pela observação da planta anterior pode concluir-se que: a ligação da Rua da Alegria à Rua de Costa Cabral, no local onde haveria de confluir também a Avenida dos Combatentes, ainda estava por fazer; a Viela do Seixal desapareceu, nos dias de hoje, tendo o seu chão, nesse local, sido ocupado por um prédio; a Rua da Alegria, aquando do requerimento, ficava pela confluência com a Rua do Lima; a nova rua proposta é, hoje, a Rua Professor Correia de Araújo, que substituiu a rudimentar Travessa de Costa Cabral.
A vila da Senhora da Hora também teve a sua praça de touros e nela funcionaria a Escola Tauromáquica Portuense, inaugurada em 2 de Setembro de 1902.


Praça de Touros da Senhora da Hora, em 1901


Em 14 de Abril de 1910, acontece a fundação do “Tauromáquico Clube do Porto”, na Rua do Almada, 356, a fim de realizar espectáculos a favor das casas de caridade portuenses.
Na mesma época (1915), existiria uma praça, no Bessa, à Boavista, da qual nos dá conta a revista Illustração Catholica, 28 de Agosto de 1915, em fotos abaixo.




Inauguração de Praça de Touros do Bessa - Ed. Illustração Catholica, 28 de Agosto de 1915



Praça de Touros do Bessa - Ed. Illustração Catholica, 28 de Agosto de 1915



Em 17 de Setembro de 1916, na Granja, estância balnear para onde a alta burguesia portuense ia a banhos, foi inaugurada uma praça de touros que deu brado. 


Programa da corrida de inauguração da Praça de Touros da Granja



A festa brava juntava-se, assim, às festas no Parque Burnay e na Assembleia. 
Em Junho de 1917, inaugurou-se uma outra praça, na Areosa, à Circunvalação, pela Sociedade Tauromáquica Portuense, a qual veio a ser destruída por um incêndio em 1926.



In revista "O Tripeiro", 7.ª Série, Junho de 2017




A praça de touros a que alude o texto acima, teria sido levantada no local em que se encontrava uma outra quando, em 21 de Maio de 1916, foi completamente destruída pelos espectadores que, furiosos com a mansidão dos touros, a reduziram a cacos.
Ainda se tentou erguer uma praça de touros nas Antas, na antiga Praça Velasquez (actual Sá Carneiro), em resolução aprovada em reunião de CMP, em 11 de Janeiro de 1945, mas o projecto não saiu do papel. 
Um leitor anónimo dava conta na Revista “O Tripeiro”, 3.ª Série, 2.º ano, Agosto 1927, do lançamento falhado de uma praça de touros, próxima da Estação de Campanhã, em 1906.
Assim, uma praça de touros se localizou, a meio da Rua de Pinto Bessa, num terreno que se estendia até à Rua da Lomba.
Essa área foi tomada por André da Silva Soares, espanhol, e o mestre pintor Pedro Mendes da Silva, em 1906.
Inicialmente, aqueles dois investidores decidiram implantar um local para fazer subir balões, actividade muito em voga na época e da qual o pintor Pedro era uma aficionado.
Assim, num Domingo à tarde, elevava-se no ar o aerostato Portugal/Hespanha que, atravessando o rio Douro, se vai perder da vista dos que assistiam. A arrecadação de receita não tinha dado sequer para as despesas.
Duma outra vez, o conhecido aeronauta César Campos também, por lá, subiu no seu balão.
Porém, como o capital envolvido não desse os resultados que esperavam, após a realização de alguns bailes ao ar livre, surgiu a hipótese de salvar o negócio com a realização de espectáculos tauromáquicos.
Foi aproveitada a madeira existente dos barracos afectos à anterior actividade e um terreno que não tinha as dimensões adequadas para o efeito, já que era de planta quadrangular.
Para além de tudo, os artistas empregues nas lides dos animais, centravam-se em alguns valentes rapazes das redondezas, amadores de dança e outras ocupações, inexperientes, se bem que com muita coragem.
A tauromaquia teve, aqui, vida efémera, pois a concorrência da Praça de Touros da Rua da Alegria também se fazia sentir e, em 1907, tudo seria demolido.

domingo, 2 de abril de 2017

(Continuação 7) - Actualização em 13/02/2019, 10/01 e 05/11/2020




Esta sala de espectáculos, propriedade de Rocha Brito & Vigoço, foi inaugurada em 1943 e remodelada em 1971, tendo o seu encerramento ocorrido em 2001.
O chão onde se localiza o Cinema Júlio Deniz foi, antes, o local onde esteve a residência de António Manuel Ferreira Braga e, anos antes, em 1871, faleceu o escritor Júlio Dinis.




Pedido de licenciamento de obras para o prédio localizado na Rua de Costa Cabral, nº 323, que obteve a liçença de obras n.º: 1202/1913 de 27 de Outubro - Fonte: AHMP





Desenho da fachada do prédio de António Manuel Ferreira Braga, que esteve na área ocupada, mais tarde, pelo Cinema Júlio Deniz - Fonte: AHMP




O Cinema Júlio Deniz tem a sua entrada nobre e principal pela Rua Costa Cabral, 323-335 e tem uma entrada, também, pela Rua do Lindo Vale, 374-396.
É um “cinema de bairro” que ocupou um amplo terreno entre a estreita Rua do Lindo Vale e a movimentada Rua Costa Cabral.
O projecto, executado entre 1941 e 1943, foi da dupla de arquitectos Manoel Passos Júnior e Eduardo Martins e apresentou dois foyers, o da plateia e balcão com acesso pela Rua Costa Cabral e, um outro foyer, secundário da plateia, que permite o acesso a uma segunda entrada pela Rua do Lindo Vale.
Como outras salas de espectáculos, após poucos anos passados sobre a revolução de Abril, exibiu filmes porno e acabou por encerrar.
As suas instalações, desde há alguns anos, estão ocupadas por uma dancetaria, onde os casais revivem momentos de baile de outrora.



“O Cinema Júlio Deniz foi inaugurado nos anos 40 na Rua Costa Cabral nº 323. Era na época uma das maiores salas do Porto, com plateia e balcão. A qualidade da sala nunca foi argumento suficiente para lhe retirar o rótulo de cinema de bairro. Ao longo da sua existência foi tendo sempre programações alternativas às salas principais da cidade, onde se efetuavam as grandes estreias.
Nos anos 70 começou a exibir filmes porno e assim se foi mantendo nas décadas seguintes, estando ainda ativo como sala de bailes e outras festas”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt”




Cinema Júlio Deniz


Cinema Júlio Deniz, em 1960






Cinema Nun´Álvares


Em 1 de Janeiro de 1950 dá-se a inauguração do cinema Nun’Alvares, à Rua de Guerra Junqueiro, nº 489, sendo Nobre Guedes o arquitecto responsável pelo projecto do edifício, e o proprietário, o industrial Norberto de Oliveira.
Era o chamado cinema de bairro, que encerraria no início da década de 1980, mas, reabriria em 1984, depois de obras que o reconverteram em sala-estúdio.
Encerrado em 28 de Dezembro de 2005, com a exibição do filme realizado por Roman Polansky, Oliver Twist,  faria um percurso até 2019, quando reabriu como clube de Jazz, após outras tentativas de oferecer uma programação dirigida a um público mais especializado na cinematografia.


"O Cinema Nun´Álvares foi desde sempre uma ilustre sala de cinema representativa do bairro da Boavista. Encerrou em 2005 devido à fraca afluência de público. Reabriu em 2009 com nova gerência e apostando essencialmente no cinema independente, tentando desta forma fugir à concorrência direta dos centros comerciais. Ficou conhecido como o último cinema de bairro no Porto, por ser o último cinema de rua a resistir. Em 2011 encerraria de novo devido a enormes dificuldades financeiras que impossibilitaram a continuação do projeto. Em Dezembro de 2012, a sala foi utilizada para a exibição de um ciclo de cinema documental”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt”




Cinema Nun'Álvares pouco depois da inauguração




Fachada do cinema Nun’Álvares


Em Abril de 2019, o Nun'Álvares reabriu como um clube de Jazz para 200 pessoas.



Nun'Álvares como clube de Jazz - Fonte: Google maps






Esta sala de espectáculos, cujo projecto do edifício é do arquitecto Francisco Fernandes Granja da Silva, fica localizada na Rua de S. Dinis, no Porto, tendo sido inaugurada em 30 de Dezembro de 1948, graças à associação de Alberto Simões Carneiro, Arnaldo Caldeira Pato, Abel Lúcio Garcia, António Simões Neto e Álvaro de Oliveira Bastos, que constituíram a firma “Empresa Cinematográfica Vale Formoso, Lda.”
 
 
 

In “Diário de Lisboa” de 30 de Dezembro de 1948, pág. 11
 
 
 
 

Publicidade, em 9 de Janeiro de 1949, ao primeiro filme exibido no Vale Formoso



“O Cinema Vale Formoso, na Rua de S. Dinis 892, foi aberto ao público em 1949. Localizava-se numa área residencial do centro do Porto e funcionava mais como "cinema de bairro". Tal como tantos outros, foi explorado nos últimos anos pela empresa Lusomundo. Encerrou em 1993 e foi adquirido anos mais tarde pela seita religiosa IURDE (Igreja Universal do Reino de Deus) na sequência da aquisição falhada desta organização do Coliseu, em 1995.
Até 2010 foi usado como santuário, mas desde daí desconhece-se a sua utilidade”.
Fonte: cinemasparaiso.blogspot.pt




Cine Teatro Vale Formoso



Cine Teatro Vale Formoso




Foyer do Vale Formoso




Sala de espectáculo



O Cine-Teatro Vale Formoso estava dotado de 1076 lugares e Foyer, zonas de estar, salão de festas, um bar com acesso a um parque de recreio.
Eram tradicionais as festas de Carnaval e de Réveillon.
Em Novembro de 1957, exibia no seu ecrã, ao fim de oito semanas, as últimas sessões do filme "Sissi".


 

Orquestra de Baile que actuou no Carnaval de 1961




Programa de Carnaval de 1961

 
 
Após ter funcionado durante 45 anos e ter sido explorado pela distribuidora de filmes Lusomundo, encerrou definitivamente.
Durante o seu funcionamento o Cine Teatro Vale Formoso exibiu, na década de 1950, espectáculos do Teatro Experimental do Porto e, nas décadas de 1960 e 1970, o programa “Festival” das produções Fernando Gonçalves, de lançamento de novos talentos da música.
Foi, então, adquirido pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que o transformou em sala de culto.
Em 2010, a IURD mudou-se para um novo edifício, construído de raiz, situado na Rua de Serpa Pinto e colocou o Vale Formoso, em 2012, à venda.
Em 2013, por despacho da Câmara o Vale Formoso foi declarado edifício de interesse municipal e, a partir daí, ficou a aguardar um destino.
Em Agosto de 2025, o edifício foi vendido pela IURD à empresa UAU -Produção de Espectáculos, Lda, que era também detentora do Teatro Tivoli, em Lisboa, por 7 milhões de euros.
No dia 13 de Setembro de 2025, o Vale Formoso abriu portas, pela última vez, para receber os portuenses, antes de entrar em remodelações profundas. Prevê-se a sua abertura, com uma oferta variada de espectáculos, em 2027.

 
 

Mezanino do Vale Formoso









O Cine Estúdio foi inaugurado, em 1967, na Rua costa Cabral nº 138, numa época em que as salas estúdio com reduzida lotação estavam em expansão.
Com uma lotação de 400 lugares, esta sala soube manter uma programação de qualidade que lhe permitiu sobreviver até aos anos 90.
Já no século XXI, depois de remodelado, o Cine Estúdio voltou a abrir portas, continuando a exibir filmes diariamente.
A sala de espectáculos estava ligada à gestão do Centro de Caridade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O Centro de Caridade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi criado em 26 de Janeiro de 1958, por iniciativa da Arquiconfraria da N.ª Sr.ª de Perpétuo Socorro, presidida pelo  Padre Marinho Apezteguia Cia, Redentorista. 
O edifício, com risco do arquitecto Luís Cunha, foi projectado para a Arquiconfraria dos Padres Redentoristas, enquadrando-se no movimento de renovação da arte religiosa desencadeado na década de 1950.
De nove pisos, o edifício foi concebido para incluir um cinema estúdio, uma capela, um serviço de assistência médica, uma biblioteca, um ginásio e salas de aula de diversos graus de ensino.




Fachada do edifício do centro de caridade e do cinema



Cine Estúdio Perpétuo





Depois de encerrado, por um longo período, a partir de 2022, após ter recebido obras de vulto, reabriu e passou a sediar a Companhia de Teatro Seiva Trupe.





Cinema do Terço

“O Cinema do Terço foi inaugurado em 1965 na Rua João Pedro Ribeiro nº 680 ao Marquês.  O edifício estava incluído no complexo pertencente ao Instituto Profissional do Terço.
Inicialmente, era uma sala ao ar livre; devido à grande afluência de público e às verbas recolhidas pela instituição, acabou por ser construída uma sala coberta. O Cinema do Terço foi durante várias décadas o principal suporte financeiro do Instituto, que também recolhia donativos e apoios de particulares.
O Cinema do Terço encerrou em Maio de 2003 e foi demolido em Janeiro de 2009 para dar lugar a um pavilhão polidesportivo e a um parque de estacionamento”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt”

Edifício do cinema


Estúdio 400


“O Estúdio 400, talvez a mais conhecida sala de cinema da zona da Foz, foi inaugurado em 1976 na Rua Sá de Albergaria. Inserido no salão paroquial de São Miguel de Nevogilde, foi, até à data do seu encerramento nos anos 90, bastante popular. A sala era gerida pelo pároco de Nevogilde e chegou a acolher, durante vários anos, sessões organizadas pelo Cine-clube da Boavista. Depois de terminar a sua atividade como cinema foi utilizado como estúdio pela RTP durante alguns anos.
Atualmente recebe esporadicamente atividades culturais”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt”


Aqui funcionou o Estúdio 400

Cinema Raione

“Localizado numa galeria comercial de pequena dimensão, escondido da vista e também do público, o cinema Raione, nas galerias comerciais do mesmo nome, na Rua Salgueiral, teve uma existência efémera. Inaugurado em 1982, encerrou em 1984. O espaço foi também utilizado, desde então, como discoteca”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt”



Neste centro comercial funcionava o Raione


“As duas salas de cinema do Stop, situadas na Rua do Heroísmo, fizeram parte da cultura cinéfila portuense durante os anos 80 e 90, mas, tal como o Centro Comercial com o mesmo nome foram acabando por perder o fulgor. Os cinemas encerraram em 1995 mas o centro comercial conseguiu sobreviver, graças a um projeto único no nosso país, que transformou a maior parte das lojas em estúdios de ensaio. Das 146 lojas e espaços do centro, 95 estão ocupadas por estúdios que estão alugados na sua totalidade a bandas que fazem daquele o seu espaço de criatividade. Existe também uma loja de artigos musicais e um bar. As salas de cinema por lá continuam, encerradas, sendo o espaço usado como armazém. A 25 de Junho de 2012, um incêndio com origem no interior de um dos estúdios fez temer o pior, mas a rápida intervenção dos bombeiros não permitiu que as chamas alastrassem ao resto do edifício”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt” (2013)




Centro Comercial Stop junto ao Museu Militar


Lumière A e L (Porto)

“As duas salas de cinema das Galerias Lumière foram inauguradas na Rua das Oliveiras em 1978. Antes do surgimento dos centros comerciais e dos grandes shopping centers, as pequenas galerias tiveram um papel importante na vida das maiores cidades do país. Espalhadas pela cidade, numa época em que serviam de ponto de encontro em cada bairro, também as suas salas de cinema tinham um público fiel. Com o aumento da mobilidade, alargaram-se horizontes, descobriram-se novos atractivos fora da área de residência, deixou de se viver apenas no bairro e passou a disfrutar-se mais da cidade no seu todo. Com isto, as pequenas galerias ficaram esquecidas, perdidas na sua pequenês ao pé dos gigantes, seus sucessores. As salas de cinema das Galerias Lumiére encerraram em 1997 e as próprias galerias começaram a ter cada vez menos movimento. Em 2009, um empresário da restauração comprou 13 das lojas existentes, criando um espaço em torno do átrio central onde era possível ter restaurantes e bares convivendo lado a lado sendo o próprio átrio transformado de noite em discoteca. Durante alguns anos, este projeto trouxe de volta a animação a um espaço que parecia condenado ao esquecimento, mas a partir de 2011 o movimento voltou a decrescer”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt” (2013)


Cinema Pedro Cem


“O Cinema Pedro Cem, inserido na galeria comercial homónima, foi inaugurado nos anos 80 na Rua Júlio Diniz nº 103.
Era uma sala de pequena dimensão que durante os seus primeiros anos de atividade ainda atraiu algum público; nos anos 90, com a abertura das superfícies comerciais de maior dimensão e respetivas salas, não conseguiu encontrar argumentos nem armas para sobreviver. O Cinema Pedro Cem encerrou em 1997, estando desde então à venda”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt” (2013)


Era uma sala de pequena dimensão com 350 lugares, e durante os seus primeiros anos de actividade ainda atraiu algum público. No entanto, com a abertura dos multiplex nos anos 90, o cinema não conseguiu acompanhar a evolução e perdeu a audiência, encerrando em 1995.
Padecia de vários constrangimentos de raiz. Assim, o ecrã devia ser mais levantado, porque como estava não se visionava correctamente e o piso sendo nivelado e o posicionamento das cadeiras, dificultava deveras a visão.


Pedro Cem nas galerias com o mesmo nome


“O Cinema Charlot localizado no interior do Shopping Center Brasília, foi inaugurado em 1977 à rotunda da Boavista. Era uma sala moderna e confortável e assim se manteve até à data do seu encerramento em 2001. Reabriu, temporariamente, ao público em Novembro de 2006 para uma exposição comemorativa dos 30 anos do Shopping”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt” (2013)

“O Cinema Charlot, hoje fechado, localiza-se no interior do Shopping Center Brasília, na Boavista. Este shopping, na Praça Mouzinho de Albuquerque, ou Rotunda da Boavista, foi inaugurado em 1976 e é o shopping mais antigo da Península Ibérica.
O Cinema Charlot, no segundo piso do shopping e inaugurado em 1977, e era uma sala muito moderna para a época, que acolhia mais de 400 espetadores. Os assentos eram confortáveis, e a sala contava com dois camarotes. Parecida a uma sala de cinema como nós a conhecemos hoje, o Charlot exibia filmes da atualidade para o público portuense.
Com a construção de novos centros comerciais na área do Porto, nos anos de 90, o Shopping Brasília começou a perder clientes – e o Charlot espectadores. Não conseguindo resistir à concorrência, o Cinema na Boavista teve que fechar as suas portas em 2001. Reabriu, exibindo uma exposição para um breve espaço de tempo, em 2006, no âmbito da comemoração dos 30 anos do Centro Comercial.
Neste momento o cinema está encerrado, mas sem qualquer modificação. A agência IPB, dona do espaço, abriu-nos a portas, para poder contemplar a grandeza do Charlot que antigamente juntava as famílias do Porto para um serrão de cinema. A sala está intacta, embora coberta de pó, após tantos anos fechada”.
Fonte - Carlos Fernandes, Eduardo Aranha, Rosa Clemente; In: Jornalismo Porto Net (19 de Maio, 2013)




Shopping Brasília



Estúdio Foco

“O Estúdio Foco foi uma sala de cinema que nasceu em 8 de Novembro de 1973 na Rua Afonso Lopes Vieira nº 54, junto ao já encerrado Hotel Tivoli
Como o nome indica, foi mais uma de muitas salas com caraterísticas de sala estúdio, inauguradas nos anos 70. A abertura da sala foi feita no dia 27 de Outubro com uma apresentação à imprensa, e a abertura ao público viria a acontecer no dia 8 de Novembro. 
A sua lotação de 428 lugares e a comodidade da sala fizeram do Foco uma das mais apreciadas salas da cidade do Porto, mas foi a direção de programação de Lauro António que mais contribuiu para o seu sucesso.
O Estúdio Foco foi resistindo a uma morte anunciada mais tempo do que a maior parte das salas do centro do Porto, sendo uma das últimas em atividade aquando do seu encerramento em 1997.
Atualmente, continua encerrada e em estado de abandono”.
Fonte: “cinemaaoscopos.blogspot.pt” (2013)



Aqui ficava o Estúdio Foco



Era uma das salas de cinema classificada como “estúdio”, por ter uma menor capacidade de lotação que os cinemas clássicos. Enquanto um cinema clássico como o Coliseu podia receber mais de 3 mil espectadores, o Estúdio Foco tinha uma capacidade para 428 lugares sentados.
Ficou bem conhecido na cidade pelas suas cadeiras que eram do tipo “mecânico, e que de acordo com o peso do espectador baixavam, enquanto as vazias ficavam mais altas”.
O Estúdio Foco estava equipado ainda com projetores Phillips de 35 e 70 mm, equipamento que ainda lá estava em 2013. Reunia todas as condições para que, se viesse a tornar uma das salas mais apreciadas da cidade.
Explorado pela Lusomundo, o Estúdio Foco passava filmes “mais selectos”. Na década de noventa, depois de grande parte dos cinemas do Porto terem encerrado, o Estúdio Foco foi uma das salas de cinema que se conseguiu manter apesar da tendência. Encerrou, por fim, em 1993. Hoje, encontra-se de portas fechadas mas ainda mantém a plateia e equipamento, embora ambos se encontrem em muito mau estado devido à humidade.


Interior do Estúdio Foco






Cinema Passos Manuel


O Cinema Passos Manuel é um dos cinemas no centro do Porto que de momento está encerrado.
Inaugurado a 26 de Novembro de 1971, surgiu na era de maior expansão das salas estúdio e soube sempre manter um público fiel.
Foi este cinema levantado no espaço anteriormente ocupado por um grande salão do Coliseu do Porto, usado para bailes e outras utilizações, que se situava à esquerda do átrio de entrada daquela sala de espectáculos.
Nos anos 60 do século XX, por exemplo, era utilizada para os bailes de finalistas do liceu Alexandre Herculano.
O seu nome é devido ao facto de naquele local ter existido o antigo Salão e Jardim Passos Manuel.
Chegou a encerrar em 2002 mas reabriu a 8 de Novembro de 2004.



Cinema Passos Manuel


Bar do Cinema Passos Manuel



Em frente a entrada para o Cinema Passos Manuel – Cortesia de Teo Dias





Outros Teatros ou Salas de Espectáculos


Existiram muitas outras salas de que não se tem qualquer memória escrita, mas apenas algumas referências escassas.


Publicidade ao teatro “ Antero de Quental (às Antas) em 16 Fev. 1907 -  Fonte: A Voz Pública


Publicidade ao  teatro de “Antero de Quental“ em 29 Set 1909 -  Fonte: A Voz Pública





Publicidade ao  teatro “Portuense “ em 28 Dez 1904 -  Fonte: A Voz Pública