sexta-feira, 19 de maio de 2017

(Continuação 13)


Em 1886 foi introduzida a luz eléctrica no Porto com uma pequena central da Companhia Luz Eléctrica que se situava no pátio das traseiras do edifício do Ateneu Comercial do Porto, na Rua Passos Manuel e fornecia uma restrita zona da baixa da cidade.
Depois da central eléctrica da Companhia Eléctrica ter sido alvo de um incêndio em 1898, transitou para a Companhia do Gás do Porto que em condições muito precárias, continuou a assegurar, o fornecimento de electricidade a esta rede.
Tendo sido fundada em 1907, com o fim de assumir todos os direitos e obrigações vigentes entre a Câmara do Porto e a Companhia do Gás no que dizia respeito à concessão da luz eléctrica necessária à iluminação pública e ao consumo doméstico, a Sociedade de Energia Eléctrica do Porto construiu a Central do Ouro, junto à Fábrica do Gás.
No que diz respeito aos transportes públicos, já em 1911 decorriam as obras da Central Termoeléctrica de Massarelos, tendo em 1915, encerrado a antiga Central da Arrábida, e aquela absorvido parte dos seus equipamentos, permitindo iniciar uma nova fase de alimentação da rede urbana de carros eléctricos.
O edifício de Massarelos foi sendo, ao longo dos anos, estruturalmente melhorado. Entre 1921 e 1924, a Central de Massarelos sofreu as primeiras obras de ampliação. Dando lugar às novas caldeiras e chaminé. 


Fábrica do Gás e Central Eléctrica do Ouro


“A primeira referência à iluminação pública no Porto data de 1771. A Rua Nova, mais tarde Rua dos Ingleses, foi palco da instalação dos primeiros “lampiões” da cidade. Um requerimento, assinado pelos moradores, deu origem a um documento oficial da autarquia que mandava que “se coloquem lampiões na dita rua, sendo a conservação e costeio por conta dos moradores”. No início de 1772 procedeu-se à sua instalação. 
Um artigo do «Jornal de Notícias» do início do século XX transcreveu assim o teor do documento feito pelos moradores da época:
“A grande utilidade que têm os moradores das cidades onde de noute estão as ruas iluminadas, como se pratica nas melhores da Europa, é mais considerável do que se imagina, pois, não somente dá gosto e livra de quedas e maus encontros a quem por elas anda, mas evita os roubos tanto às pessoas como nas casas”. 
Foi particularmente na segunda metade do século XIX que se começou a aproveitar as inovações técnicas e científicas impulsionadas pela Revolução Industrial europeia. 
Em 1851 «quando veio ao Porto a Rainha D. Maria II» viu-se, pela primeira vez, «o gás hydrogénio em arco triunphal armado ao cimo da rua de São João» (in O Tripeiro, 1908), sendo a primeira experiência de iluminação a gás na cidade. 
Em 1855 o gás chegava já à Rua das Hortas (troço inicial da Rua do Almada) à qual se seguiram as ruas de Santo António e Clérigos. Em 1892 a cidade contava já com 2607 candeeiros espalhados por várias zonas, incluindo a Batalha. A entidade encarregue do fornecimento de iluminação à cidade era a Companhia do Gás da qual os moradores se queixavam que deixava as ruas em estado lastimável após a colocação dos candeeiros. Esta argumentava com o facto de não reparar os pavimentos porque teria de os abrir novamente para instalação do gás para utilização dos particulares (em 1893 havia já cerca de mil e oitocentas candidaturas de moradores). 
Os cerca de três mil candeeiros espalhados pelo centro da cidade do Porto, em 1893, por serem novidade foram protagonistas de algumas histórias curiosas. Num artigo de «O Comércio» desse mesmo ano, podia-se ler o seguinte aviso: «Previne-se um sujeito que todas as noutes apaga um dos lampeões de gaz que se abstenha de continuar com esta gracinha, se não quizer passar pelo desgosto de que seja entregue ao domínio público o seu nome”.
Pensa-se que terá sido em 1895, com o advento da electricidade, que se substituiu os candeeiros a gás nas ruas portuenses, já que foi nesta data que começaram a circular os primeiros carros eléctricos (o Porto foi a primeira cidade do país a ter estes veículos que só terão iniciado a marcha na capital em 1901).
Texto de Marta Almeida Carvalho, em Porto Pioneiro


Concurso para iluminação a gás no Porto – Caderno de Encargos (Fevereiro de 1853)

"1ª  O Empresário ou Companhia de iluminação a gás é obrigado a estabelecer o aparelho de destilação, condensadores, depuradores e gasómetros fora de barreiras, em lugar não povoado, e só lhe será permitido o colocar dentro da cidade gasómetros para depósito de gás, precedendo, para isso, autorização da Câmara, e ouvindo o Delegado de Saúde.
2ª A Câmara oferece gratuitamente para este efeito o terreno, que for demarcado da denominada Quinta do Prado do Bispo, próximo do cemitério público, na margem direita do rio Douro, podendo o Empresário ou Companhia utilizar-se dele durante o tempo do seu contrato, findo o qual ficará outra vez pertencendo ao município.
3ª Outro qualquer terreno, que nos termos do artigo 1º melhor possa convir ao Empresário ou Companhia, será por ele obtido e pago à sua custa, precedendo aprovação da Câmara e ouvido o Delegado de Saúde.
4ª O número dos candeeiros a gás não será inferior ao da actual iluminação a azeite…
Seguiam-se as restantes alíneas até à 29ª, antes de 2 condições transitórias e assinava o Escrivão da Câmara, Domingos José Alves de Sousa"
Fonte: “aportanobre.blogspot”


Em 3 de Outubro de 1855 o jornal “O Porto e a Carta” na  pag. 2, noticiava que desde o dia anterior, tinha passado a existir iluminação a gás em toda a Rua das Hortas e parte da Rua Nova do Almada.
A 5 de Dezembro de 1855, o jornal “O Porto e a Carta” noticiava que “a iluminação a gás é boa na Rua de Santa Catarina, mas há que reduzir a distância a que se encontram os candeeiros”.
Em 1855 a fábrica do gás estava estabelecida na Arrábida, em local que ficava longe da cidade, para o que deve ter contribuído o baixo valor dos terrenos e factores de segurança.
A aventada possibilidade de ocupar terrenos da Quinta do Prado não se concretizou.
Um dos edifícios deste conjunto, porventura o mais antigo, foi instalado ao lado do já existente gasómetro, e teve a sua planta aprovada na Câmara em Agosto de 1856 (é o que vemos abaixo).


Projecto da fachada do novo edifício da Fábrica de Gás – Fonte: “aportanobre.blogspot”



O projecto do edifício foi entregue ao engenheiro electrotécnico parisiense Lucien Neu, proprietário da empresa Vieillard & Touzet, tendo-lhe sido também incumbida a direcção da obra. Atendendo à distância a que se encontrava a sede, localizada em Lisboa, para operacionalizar algumas obras foram subcontratadas com empresas da cidade do Porto: os trabalhos de alvenaria foram realizados por Manuel Ferreira da Silva Janeira, mestre-de-obras da Foz do Douro, a elaboração do plano de cobertura e a realização de toda a parte metálica da construção foi entregue à Companhia Aliança de Massarelos e executada, sob a direcção de Henrique Carvalho da Assunção.
Com a devida vénia a  Ana Cardoso de Matos (A Companhia do Gás e a
Sociedade Energia Eléctrica do Porto (1889- 1920) Universidade de Évora

A História do Porto, coordenada por Luis A. Oliveira Ramos, afirma que o gás “começa a cobrir a cidade a partir de 1855. Em 1862 há 1157 candeeiros públicos, e no ano seguinte 1373”. 
Em 1 de Novembro de 1869 o jornal “Comércio do Porto” noticiava que o inspetor da iluminação contava 1394 lampiões na cidade, 94 na Foz e em Lordelo.
Em 1 de Setembro de 1889 a “Companhia de Gaz do Porto”, constituída em 25 de Junho de 1889, toma conta da fábrica antiga.
Em 1890 eram mais de 2500 e em 1900 mais de 3500.
Entretanto, começou o fornecimento de gás a particulares.
Em 1886 seria introduzida a luz eléctrica no Porto. A pequena central da Companhia Luz Eléctrica situava-se no pátio das traseiras do edifício do Ateneu Comercial do Porto, na Rua Passos Manuel e fornecia uma restrita zona das ruas de Santo António, Clérigos, Praça da Liberdade e Santa Catarina.
Só em 1908 se construiu a Central Eléctrica do Ouro que foi substituindo a iluminação a gás por eléctrica.
Junto ao cais do Ouro encontrava-se já a Fábrica do Gás, quando a esta se Juntou a Central de Electricidade de 1908, e que veio substituir a Central da Rua Passos Manuel, pertencente à Sociedade de Energia Eléctrica do Porto, criada em 1907.



"Em 1891, o Porto dispõe já de mais de 2 500 candeeiros, instalando-se nesse ano mais 107 em toda a cidade e mais 42 de luz intensiva entre a Batalha e os Clérigos, cabendo 40 destes candeeiros à Rua de Santo António, Praça de D. Pedro e Rua dos Clérigos. Dez anos depois, há já mais de 3 800 candeeiros colocados, registando-se um aumento significativo do consumo particular."
“A partir de 1888 a Companhia Luz Eléctrica, que possuía uma central eléctrica na rua Passos Manuel, passou a fornecer energia eléctrica aos particulares num perímetro compreendido entre a estrada de Bonjardim, passando pela rua de Santo António, até a entrada da rua de Santa Catarina.
Apesar de se tratar de uma zona restrita da cidade não deixa de ser importante o vanguardismo desta iniciativa.
Em 1898, após ser afectada por um incêndio, a central eléctrica da Companhia Eléctrica transitou para a Companhia do Gás do Porto, que continuou a assegurar, ainda que em condições cada vez menos satisfatórias, o fornecimento de electricidade a esta rede.
Em 1907 foi fundada a Sociedade de Energia Eléctrica do Porto com o fim de assumir todos os direitos e obrigações vigentes entre a Câmara do Porto e a Companhia do Gás no que dizia respeito à concessão da luz eléctrica.
Para garantir a produção de electricidade necessária à iluminação pública e ao consumo doméstico, esta Sociedade construiu a Central do Ouro.
Com a devida vénia a Ana Cardoso Matos - O Porto e a Electricidade, Museu da Electricidade, EDP Lisboa 2003

A Fábrica do Gás e a Central Eléctrica eram abastecidas de carvão, desembarcado no cais do Ouro, como se observa na foto abaixo.


A Central Eléctrica e a Fábrica de Gás no cais do Ouro

Fábrica de gás no início do século XX


Actualmente o que resta da Fábrica de Gás


Na última foto, a cerca de 50 metros da Ponte da Arrábida, o que resta das instalações nos dias hoje, em que já foram demolidas todas as estruturas à esquerda e à direita, da pequena construção que ainda se mantem de pé.

O que resta da Central Eléctrica anexa à Fábrica do Gás



No concelho do Porto existiram, entre os anos 1928 e 1950, 60 centrais eléctricas. Só três eram de serviço público, as restantes eram de serviço particular.


Serviço público

-A do Porto (ou do Ouro), da Câmara Municipal, central termoeléctrica aberta à exploração em 1908 e que funcionou até Novembro de 1923. De 1923 em diante a central continua a constar das estatísticas mas de facto não funcionava. A rede de distribuição era alimentada desde Novembro de 1923 pela União Eléctrica Portuguesa (UEP) e depois pela UEP e pela Companhia Electro-Hidráulica Portuguesa, com o apoio da Companhia Hidroeléctrica do Varosa (estas empresas vêm a fundir-se na Companhia Hidroeléctrica do Norte de Portugal (CHENOP)). Nas estatísticas consta como tendo uma potência instalada máxima de 3 250 kW.
-A central de Massarelos, da Companhia Carris de Ferro do Porto (depois Serviço de Transportes Colectivos do Porto), central termoeléctrica, anterior a 1928, com 15 980 kW de potência. A partir de 1931 passa a receber apoio da Companhia Hidroeléctrica do Varosa e da União Eléctrica Portuguesa (UEP).
-A central do Freixo, da União Eléctrica Portuguesa, central termoeléctrica, aberta à exploração em 1925 atingiu uma potência instalada de 15 200 kW. Esta central era uma reserva térmica da central hidroeléctrica do Lindoso (ver Ponte da Barca/Viana do Castelo), da Electra del Lima, cuja energia era distribuída pela UEP. Em 1949 passou a estar interligada e a receber energia da Companhia Eléctrica das Beiras (CEB), da CHENOP e Serviço de Transportes Colectivos.


“A história do encouramento do Lindoso remonta ainda aos tempos da Monarquia, quando Justino Antunes Guimarães e Jesús Palacios Ramilo, apresentaram em 11 de Maio de 1905 o anteprojecto para a exploração hidráulica do salto de Lindoso. Em 1907, D. Carlos I autorgou a concessão do aproveitamento hidroeléctrico, através do alvará de concessão do Aproveitamento hidroeléctrico no rio Lima, de 14-2-1907, publicado no Diário do Governo nº 40 de 20-2-1907. O alvará autorizava a derivação de um caudal de 7000 litros/segundo, por um período de 99 anos, com uma exigência de que as obras começassem num período de um ano, e que fosse terminada em quatro anos. A concessão foi transmitida à Sociedade Anónima Electro del Lima no ano seguinte, constituída em Madrid a 19 de Maio de 1908.
O projecto inicial previa a instalação de 14000 cavalos em 7 grupos, cuja potência alcançaria os 12000 cavalos durante 10 meses, e somente 4510 cavalos no Verão. A represa teria uma altura de apenas 5,8 metros, e o canal de derivação prolongar-se-ía por 420 metros. As obras começaram a 16 de Setembro de 1908, mas dificuldades várias, incluindo a morte de um dos accionistas iniciais, retardaram a construção. A construção do canal de derivação (início visível do lado esquerdo do rio, nesta e noutra foto), entretanto prolongado, resultou em diversos problemas com a população, sobretudo devido a questões de nascentes de água, um tema "quente" na altura. A Primeira Guerra Mundial trouxe dificuldades óbvias, embora trabalhassem na altura entre 500 e 1000 trabalhadores nas obras. Em 2 de Abril de 1921 deram-se por concluídas as obras, com a instalação dos geradores Escher Wyss da General Electric, com uma potência de 8750 kVA, na central hidroeléctrica, cuja imagem é visível abaixo, retirada daqui. Em 10 de Abril de 1922 a energia chega finalmente à central do Freixo, no Porto.
Entre 1923 e 1924 a barragem foi sobrelevada, da altura de 5 metros para uma altura de 22.5 metros. Tal permitiu a constituição de uma albufeira de 750 000 m3, 0.2% do volume máximo da actual barragem do Alto Lindoso. O progressivo aumento do consumo da electricidade obrigou a aumentos sucessivos do canal, das linhas, e da própria central hidroeléctrica e da câmara de carga (visível abaixo, foto retirada daqui), contribuindo para um significativo desenvolvimento local, na localidade de Paradamonte, que distinguia a aldeia de todas as outras em redor. Tais ampliações terminaram em 1951, quando foi montado o último grupo gerador, de 40 000 kVA, que permitiu alcançar uma potência de 92 500 kVA. No final da década de 1980 iniciou-se a construção da barragem do Alto Lindoso, que obrigou à destruição da antiga barragem.”
Com a devida vénia a “ecotretas.blogspot”

Serviço particular

Centrais hidroeléctricas

-A do Lordelo do Ouro (ou Lugar de Penoucos), central hidroeléctrica da Fábrica de Lanifícios do Lordelo, instalada no Ribeiro de Olho Marinho (Só pode ser a Ribeira da Granja). A central é anterior a 1928 e atinge uma potência de 120 kW. A partir de 1931 passa a receber energia da Câmara Municipal Porto e depois da União Eléctrica Portuguesa. Tinha uma central térmica de reserva. A propriedade da central varia ao longo dos anos, tendo também pertencido a Tomás José Rosas e ao Banco Borges & Irmão.

Centrais termoeléctricas

-A central de Penoucos, reserva termoeléctrica da central anterior, que funcionou entre 1931 e 1942, com 56 kW de potência máxima.
-A da Areosa, de Azevedo Soares & Cª, anterior a 1928 com 966 kW de potência máxima Era, já em 1928, uma central de reserva, pois a empresa normalmente recebia energia da UEP.
-A de Campanhã, da Companhia de Moagens Harmonia, instalada em 1936 com 49 kW de potência. Era uma central de reserva, pois a empresa normalmente recebia energia da Câmara Municipal.
-A de António Francisco Nogueira, Lda., instalada antes de 1928, com 176 kW de potência máxima. A partir de 1931 passa a receber energia da Câmara Municipal. É desactivada em 1947.
-As duas centrais de António Maria Lopes, anteriores a 1928 e que funcionaram até 1930 com 79 kW e 64 kW de potência.
-A de A Santos & Cª, anterior a 1928 e que funcionou até 1942 com 160 kW de potência. Era, já em 1928, uma central de reserva, recebendo normalmente energia da UEP.
-A da Camisaria Confiança (Rua de Santa Catarina), instalada em 1939 com 53 kW de potência instalada máxima. A partir de 1945 passa a receber energia da Câmara Municipal, passando a central de reserva.
-A da Companhia de Fiação Portuense (Campo 24 de Agosto), que funcionou entre 1930 e 1941, como central de reserva, pois a empresa recebia energia da UEP. Teve uma potência máxima de 876 kW.
-A da Companhia de Fiação e Tecidos do Porto (Campo 24 de Agosto), anterior a 1928 com 400 kW de potência máxima. Funcionou até 1942. A partir de 1932 passou a receber energia da Câmara Municipal, e no ano seguinte, da UEP.
-A de Fonte da Moura, da Companhia Indústrias Reunidas, anterior a 1928 e que funcionou até 1939 com 60 kW de potência. Em 1935 passa a central de reserva, recebendo energia da UEP.
-A da Companhia Lusitana de Fósforos (Rua Silva Porto), anterior a 1928, com 32 kW de potência. A partir de 1932 passa a receber energia da Câmara Municipal.
-A do Matadouro, da Câmara Municipal ( Rua de S. Dinis), instalada como central de reserva em 1935 com 200 kW de potência. Recebia energia da UEP.
-A da Companhia Manufactora de Artefactos de Malha (depois Sociedade Industrial de Malhas e Fiação), anterior a 1928, funcionou até 1947 com 38 kW de potência. A partir de 1928 passará a receber energia eléctrica da UEP.
-A da Companhia Metalúrgica do Norte, anterior a 1928 e que funcionou até 1933, com 65 kW de potência. Já em 1928 era uma central de reserva, pois a empresa recebia energia da UEP.
-A da Companhia Nacional Mercantil, que funcionou entre 1940 e 1943, com 83 kW de potência, como central de reserva, pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A de “O Comércio do Porto” anterior a 1928 e que atingiu uma potência de 80 kW. A partir de 1931 passa a receber também energia da Câmara Municipal.
-A da Companhia Portuguesa de Curtumes do Ameal, (ou Fábrica Portuense de Curtumes), anterior a 1928 com 256 kW de potência máxima. A partir de 1949 passa a receber energia da UEP.
-A da Companhia Previdente, instalada em 1931, como central de reserva pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal. Tinha 113 kW de potência.
-A da Companhia Industrial Resineira (Rua do Godim, Campanhã), instalada em 1935 como central de reserva, pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A da Companhia União Fabril Portuense, anterior a 1928 com 112 kW de potência. A partir de 1931 a empresa passa a receber energia da UEP e da Câmara Municipal.
-A de Duarte Ferreira & Filhos (depois Metalúrgica Duarte Ferreira), que funcionou entre 1933 e 1948 com 65 W de potência, como central de reserva, recebendo energia da UEP.
-A da Empresa Artística, Lda., anterior a 1928 e que funcionou até 1940 com 112 kW de potência. A partir de 1932 passa a receber energia da Câmara Municipal.
-A de Eduardo Ferreirinha & Irmão, instalada em 1949 com 84 kW de potência, como central de reserva. A empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A da Empresa Industrial do Ouro, que funcionou entre 1936 e 1939, com 20 kW de potência, como central de reserva, pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A da Fábrica das Antas, anterior a 1928 com 80 kW de potência. A partir de 1934, passa a receber energia da Câmara Municipal, e a partir de 1941, da UEP.
-A da Fábrica de Acabamentos Vitória, que funcionou entre 1932 e 1935 com 22 kW de potência. Era uma central de reserva pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A da Fábrica de Curtumes do Bonfim, que funcionou entre 1930 e 1933 com 43 kW de potência.
-A de Fonseca, Faria & Cª, instalada em 1942 com 64 kW de potência, como central de reserva, pois recebia energia da UEP.
-A da Fábrica de Fiação e Tecidos do Jacinto, anterior a 1928 com uma potência máxima de 230 kW. A partir de 1931, passa a receber energia da UEP.
-A da Fábrica de Malhas e Passamanarias Prelada, que funcionou de 1940 a 1942 com 24 kW de potência como central de reserva, pois a empresa recebia energia da UEP.
-A da Fábrica de Sedas Nogueira, instalada em 1947 com 112 kW. A empresa também recebia energia da Câmara Municipal.
-A da Fábrica União Industrial, anterior a 1928 e que só funcionou até 1930, com 112 kW de potência.
-A de Gonçalves & Cª (ou Gonçalves & Sobrinho), anterior a 1928 e que foi desactivada em 1941, com 29 kW de potência.
-A dos Grandes Armazéns Nascimento, instalada antes de 1928 com 38 kW de potência. A partir de 1932, passa a receber energia da Câmara Municipal.
-A de R. Cardoso & Cª, que funcionou entre 1932 e 1933 com 24 kW de potência.
-A de M. Cardoso Pereira, instalada em 1942, com 83 kW de potência, como central de reserva, pois a empresa também recebia energia da Câmara Municipal.
-A de Moreira & Moreira, instalada em 1949 com 36 kW de potência, como central de reserva, pois a empresa também recebia energia da Câmara Municipal.
-A de Matos & Quintas, anterior a 1928 e que atingiu uma potência de 359 kW. Em 1931 a central passa à reserva, recebendo a empresa energia de diversos fornecedores.
-A da Moagem da Restauração, que funcionou entre 1938 e 1948 com 35 kW de potência. Foi instalada à partida como central de reserva, pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A de Mandim, Vaz & Cª, anterior a 1928 e que funcionou até 1940 com 24 kW de potência. A partir de 1931, passou a central de reserva, pois a empresa normalmente recebia energia da UEP.
-A da Nova Empresa Industrial de Curtumes instalada em 1930, com 92 kW de potência máxima, como central de reserva, pois a empresa normalmente recebia energia da UEP e da Câmara Municipal.
-A de “O Primeiro de Janeiro”, anterior a 1928 e que atingiu uma potência de 212 kW. A partir de 1931 passa a central de reserva, recebendo a empresa energia da Câmara Municipal e da UEP.
-A de R. Cunha & Cª, anterior a 1928 e que funcionou até 1939, com 53 kW de potência máxima. A partir de 1931 passa a receber energia da Câmara Municipal.
-A da Sociedade Industrial Aliança, que funcionou entre 1932 e 1948 com 360 kW de potência. Era à partida uma central de reserva pois a empresa recebia energia da UEP.
-A de Santos & Filhos, que funcionou entre 1935 e 1944 com uma potência máxima de 172 kW. A partir de 1941 passa a receber energia da UEP.
-A da Sociedade Industrial Raione, que funcionou entre 1942 e 1945, com 38 kW de potência. Era à partida uma central de reserva, pois a empresa recebia energia da UEP.
-As da Sociedade Industrial Vitória, instaladas em 1930, uma com 151 kW de potência máxima, a outra com 64 kW. Esta última foi desactivada em 1938. Eram centrais de reserva, pois a empresa recebia energia da UEP e da Câmara Municipal.
-A da Sociedade Nacional de Fósforos, instalada em 1932 com 62 kW de potência máxima. A partir de 1934, a empresa passa a receber energia da Câmara Municipal.
-A da Sociedade Nacional de Recreios, que funcionou entre 1931 e 1935 com 112 kW de potência. A empresa, a partir de 1933, passa a receber energia da Câmara Municipal.
-A de Vilarinho & Moura, que funcionou entre 1935 e 1940 com 30 kW de potência, como central de reserva, pois a empresa recebia energia da Câmara Municipal.
-A da empresa W. J. Graham & Cº., instalada antes de 1928 com 650 kW de potência.
-A de M. Alves Ribeiro & Cª, que funcionou entre 1936 e 1942 com 38 kW de potência instalada. A central era de reserva pois a empresa também recebia energia da Câmara Municipal.
-A, da Invicta Filme, da Quinta da Prelada anterior a 1928 e que só funcionou até 1930 com 75 kW de potência. A energia produzida na central destinava-se a arcos voltaicos, recebendo, a empresa, energia da Câmara Municipal, para outros usos.
-A da Têxtil Artificial do Porto, de Ramalde, instalada em 1938 com 342 kW de potência máxima. A central era de reserva pois a empresa recebia energia da UEP.


Fornecedores e Distribuidores

Fornecedores

Os fornecedores ao concelho do Porto foram, naqueles anos:

1) Até 1939:
-A UEP (como principal fornecedor)
Teve apoio ocasional, da Companhia Hidroeléctrica do Varosa e da Companhia Carris de Ferro do Porto

2) A partir de 1939 os fornecedores são:
-A UEP
-A Companhia Electro-Hidráulica de Portugal, com apoio da Companhia Hidroeléctrica do Varosa que formaram em 1943 a Companhia Hidroeléctrica do Norte de Portugal)

Distribuidores

O distribuidor local foi a Câmara Municipal desde 1917 altura em que foi municipalizado o serviço de electricidade, tendo para o efeito criado os Serviços Municipais de Gás e Electricidade (SMGE).”
In “wikienergia.com”

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