De 27 de Junho a 6 de Julho de 1931, decorreria junto à
estátua de D. Pedro IV, na Praça da Liberdade, a “Semana do Livro do
Porto” por iniciativa do livreiro José Augusto da Costa, da Companhia Portuguesa
Editora, à Rua da Boavista, que juntamente com Guedes da Silva e José Martins
formaram a comissão organizadora desse certame.
“Na altura estavam na moda as semanas disto e daquilo.
Ainda se realiza anualmente com o nome de Feira do Livro, tendo sido a 1ª vez
que se realizou em Portugal tal iniciativa”.
Fonte: “O
Tripeiro” de Novembro de 1959, pag 224 (António M. Barbosa)
No dia 28 de Maio de 1932, foi inaugurada, na Praça da
Liberdade, a segunda "Semana do Livro do Porto" composta por
17 stands. Durante os dias seguintes, foram proferidas conferências a cargo de
Bento Carqueja, Aurora Jardim, Leonardo Coimbra, João Grave, Juliano Ribeiro e
Campos Monteiro.
No dia 25 de Maio de 1933, o major Herculano Ferreira
inaugura a “III Feira do Livro”, com
dezoito stands, na Praça da Liberdade.
A Comissão da Feira, nesse ano, foi composta por José
Augusto da Costa, Joaquim Machado e Guedes da Silva. À noite, no Ateneu, Aarão
Lacerda faz uma palestra sobre a acção do livro.
Em 30 de Maio de 1934, realizou-se a “IV Feira do Livro” composta por 14 barracas de livreiros, que teve como curiosidade o facto da
poetisa portuense Amélia Vilar (1889-1979), contabilista de profissão, nascida
na Rua do Belomonte, n.º 74, filha do publicista José Joaquim Marques e de
Margarida Guimarães Vilar, se ter apresentado na feira vendendo os seus livros
de poesia.
A revista “O Tripeiro”, Vª Série, Outubro de 1953, publicava
um poema de Amélia Vilar acompanhado de uma ilustração da casa onde nasceu
Amélia Guimarães Vilar da autoria do ilustrador Cruz Caldas.
Desde 2014, a Câmara Municipal do Porto chamou a si a
organização da feira, que passou a realizar-se nos jardins do Palácio de
Cristal. Antes, até 2012, era organizada pela Associação Portuguesa de Editores
e Livreiros (APEL).
A feira tem passado, desde o seu início, por diversos locais
da cidade do Porto, tais como os Jardins
do Palácio de Cristal, a Praça da
Liberdade, a Praça do General
Humberto Delgado, a Praça de
Mouzinho de Albuquerque, o Pavilhão
Rosa Mota e a Avenida dos Aliados.
Em inúmeros stands, editores e livreiros apresentam
anualmente desde as últimas novidades, até fundos de catálogo e restos de
armazém, às vezes, a preços quase simbólicos. No decorrer da feira há também,
com frequência, espectáculos, concertos, lançamento de livros e sessões de
autógrafos.
A Feira do Livro do Porto decorria, em geral, entre os
últimos dias de Maio e os primeiros de Junho.
Em 2013, a Feira do livro não se realizou pela primeira vez,
desde a sua primeira edição em 1930, depois de um diferendo entre o presidente
da câmara Rui Rio e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL),
depois do Presidente da Câmara se ter recusado a avançar com financiamento, e
depois da associação se ter recusado a obter outros modos de financiamento.
Em substituição da feira do Livro, nesse ano, funcionou um
simulacro de feira, denominado “Letras na Avenida”, que apenas contou com a
presença dos livreiros.
No ano de 2014, depois de novo desentendimento, agora entre
o novo executivo camarário da cidade do Porto e a APEL, o novo presidente Rui
Moreira, decidiu realizar a Feira do Livro sob organização da Câmara Municipal.
Ao contrário do habitual, a feira passou a realizar-se no
mês de Setembro nos jardins do Palácio de Cristal.
A Feira do Livro do Porto passou, também, a ser um grande
festival literário, com um extenso programa cultural e de animação que inclui
debates com autores conhecidos, sessões de "spoken words", exposições,
um ciclo de cinema e uma área infantil, com o apoio da Biblioteca Municipal
Almeida Garrett e da Galeria Municipal.
Feira do Livro, em 1973, na Praça Mouzinho de Albuquerque
(Rotunda da Boavista) - Fotograma de filme da RTP
Entre 21 de Maio e 10 de Junho de 1993, realizou-se a 63.ª
Feira do Livro, no Pavilhão Rosa Mota, por abandono do anterior pouso - a
Rotunda da Boavista.
Durante este certame foi exibido um concerto comemorativo
dos 50 anos de vida literária dos escritores Eugénio de Andrade e Vergílio
Ferreira e organizada uma exposição sobre Almada Negreiros, ente muitas outras
iniciativas.












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