Momentos,
Curiosidades e Instantâneos
Na foto abaixo o Elétrico no termo da linha 8, no Largo do Campo Lindo (Paranhos), em 1974.
No Campo Lindo
“A “linha de Paranhos”
foi a última linha de carros americanos que o Porto viu desaparecer. Em
setembro de 1904, a então designada Companhia Carris de Ferro do Porto
substituiu a tração animal pela tração elétrica na referida linha. Em 1912, a
“Carris” atribuiu um indicativo (número) a todas as linhas da sua rede, tendo a
“linha de Paranhos” recebido o n.º 8. Finalmente, em novembro de 1976, após
cerca de 72 anos de serviço, a linha 8 foi suprimida”.
Fonte: Porto Desaparecido
Na fotografia acima podemos ver o carro elétrico n.º 176 (Brill
28 com plataforma salão construído em 1934) a ser preparado para regressar à
praça da Liberdade. Enquanto o cobrador acaba de virar o trólei, o guarda-freio
remove o (minúsculo) espelho para o levar para a plataforma da frente.
O Eléctrico na linha 7 a chegar à Circunvalação vindo de
Arca d’Água
Inauguração da Linha 4 para Pereiró em 21 de Dezembro de 1947 - Fonte: Museu do Carro eléctrico
Retirada de Eléctrico do rio Douro – Ed. Illustração Portugueza
Na foto acima pode observar-se um carro Eléctrico a ser
içado do rio, após o descarrilamento, juntamente com um atrelado, ocorrido em
Dezembro de 1911, matando mais de uma dezena de passageiros.
Carro Eléctrico nº 249, c. 1905 – Ed. Casa Guedes; Fonte:
AHMP
O veículo acima foi adquirido, em 1904, pela "Companhia
Carris de Ferro do Porto" ao fabricante norte-americano "J. G. Brill".
Este veículo (exemplar único) esteve de serviço até ao início da década de
1970, após algumas transformações.
Em Outubro de 1972, foi vendido pelo então designado
"Serviço de Transportes Colectivos do Porto" ao Rockhill Trolley Museum
(nos EUA), onde ainda hoje se encontra.
A meio do seu percurso de vida as plataformas inicialmente
abertas haveriam de ser fechadas, e a carroceria totalmente remodelada.
O nº 249 pronto a seguir para o museu nos EUA – Fonte:
PortoDesaparecido
O nº 249 já no Rockhill Trolley Museum
“Era muito comum verem-se rapazes a viajar à
"guna"! Corriam para o eléctrico quando este se punha em marcha e
fugiam quando travava para não serem apanhados pelo guarda-freio”.
Fonte:
portoarc.blogspot.pt
À boleia (À guna), num Brill-28 com plataforma salão
À boleia na linha 9, possivelmente num Brill-23
O Eléctrico na linha 10 em Gondomar em 1930, num Brill-23 ou
28
A linha 10 deixou de funcionar a partir do último dia do ano
de 1966.
Eléctrico na Ponte da Pedra em 1930 – Fonte: Frame da
Cinemateca Portuguesa
Na Ponte da Pedra, um Brill-28 com plataforma salão, com o
nº 212
Na foto acima o Eléctrico na linha 7 chegou ao fim do
percurso na Ponte da Pedra, e o condutor está a virar o trólei para o regresso
ao Porto.
Combinador (ou controller) do guarda-freio
No sistema de
controlo acima mostrado, o guarda-freio dirigia o veículo de pé, e já tinha um
travão de ar comprimido, o que tornava muito mais fácil a condução.
Estes tinham vindo
para substituir os mecânicos, com uma pesada manivela em metal, que exigia
muita força e destreza para travar – por vezes para uma paragem mais eficiente
carregava num pedal que deitava areia nos carris – a campainha exterior era
pressionada num outro pedal.
Campainha interior de sinalização
Código de toques da campainha de sinalização interior:
Do condutor para o guarda-freio:
1 Toque – Parar na
primeira paragem
2 Toques – Iniciar a
marcha
3 Toques – parar
repentinamente
4 Toques – Recuar
5 Toques – Não parar
para receber passageiros
6 Toques – Voltar às
condições normais
Do guarda-freio para o condutor:
2 Toques – Prevenir
o condutor de qualquer perigo
3 Toques – Chamar o
condutor à fala
4 Toques – Atenção
ao trólei
5 Toques – Aplicar o
travão da retaguarda
A campainha
Na foto acima a campainha é visível ao fundo no tecto da
plataforma.
Bilhete de Transporte da CCFP c. 1890 – Fonte: Porto
Desaparecido; In “portoarc.blogspot.pt”
O trajecto, Paranhos – Campo, especificado no bilhete acima,
em tracção eléctrica só se começaria a efectuar, a partir de Setembro de 1904.
Por outro lado, o topónimo “Campo” diz respeito a Campo da
Regeneração, que só a partir de 1910 é (até hoje), a Praça da República.
O referido bilhete só seria da rede de tracção eléctrica se
datado entre 1904 e 1910.
O Bilhete de
Transporte, caso seja de c. 1890, só pode ser de “Americano”, pois, a
tracção eléctrica só começou em 1895.
Bilhetes de eléctrico, dos anos 40 e 50 do século XX– Fonte: “portoarc.blogspot.pt”
Passe de "Americano" da CCFP – Fonte: “portoarc.blogspot.pt”
Passe anual da CCFP de 1896 – Fonte: Site “delcampe.net”; In
“portoarc.blogspot.pt”
Alicate para a validação de bilhetes
Cobrador – Fonte: Site “museu-carro-electrico.stcp.pt”
Cobrador
O condutor era também o cobrador...o outro elemento da equipa era o
guarda-freio, que conduzia o veículo.
O cobrador encarregava-se, então, de vender bilhetes e obliterar, com
um alicate próprio, bilhetes e passes e, por isso, era chamado de “Pica”. Havia
ainda o revisor que, de vez em quando, aparecia num dado transporte público
para verificar se todos os passageiros estavam na posse dos seus títulos de
transporte válidos.
Até 1933, os carros eléctricos eram verdes e brancos e os números de série eram a branco.
A partir daquele ano, passaram a ser amarelos e brancos e os números de série eram impressos na cor castanha.A partir de 1 de Junho de 1928, os carros eléctricos, a exemplo dos outros veículos auto, passam a circular pela direita.






















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