Lugar da Igreja, Quinta
do Dourado e capela de S. Cristovão
A Quinta do Dourado, situada no antigo Lugar da Igreja, hoje, na Rua
da Igreja Velha, é composta de casa nobre e de caseiros, jardim, capela, eira
de pedra e uma cortinha de lavradio.
Em 1741, a quinta é dada na posse de M. Costa Santiago que,
pelo menos, em 1772, ainda a detinha e, em 1849, passou à administração de
Boaventura da Costa Dourado.
Esta personagem foi
um brasileiro de torna-viagem, que tinha partido, em 1813, para o Rio de
Janeiro, para ver se, aí, resolvia os seus problemas mercantis e financeiros.
Regressado a
Portugal, antes de 1831, com a sua mulher, Ursula Joaquina (Dourado) e os seus
2 filhos brasileiros baianos, a família foi viver para a Rua das Flores,
na freguesia da Sé, no Porto, onde se estabeleceu como comerciante. Teria,
então, trabalhado para a família Clamouse Brown.
A quinta
continuaria nas mãos dos descendentes do casal até que, por falecimento de
Boaventura de Costa Dourado, sem filhos, em 29 de Janeiro de 1920, a quinta é
alvo de partilhas entre quatro irmãos do falecido e os descendentes de uma
irmã, também já falecida.
Uma partilha
comporta a casa de caseiros, terreno de lavradio, engenho para tirar água e
dois tanques – Quinta do Albuquerque.
O restante, que
compreendia a casa principal, continuaria a ser a Quinta do Dourado.
Em 1954, depois de
passar por vários proprietários a Quinta do Albuquerque vai unir-se novamente à
Quinta do Dourado, à data, propriedade do engenheiro João Paes de Aguilar,
continuando, actualmente, na posse dos seus descendentes.
Em 2023, a Quinta
do Dourado vai ser classificada como “monumento de interesse municipal”.
“Situada na R. da
Igreja Velha, tem casa nobre, casa de caseiros, jardins, capela, eira de pedra,
uma cortinha de lavradio, um monumental portão de entrada com nicho vazado no
tímpano a recolher o orago protetor S. Cristóvão e, no logradouro da entrada,
bem próximo da capela, existe um pavilhão ladeado por 2 pedras de arma de bom
lavor e, defronte dele, um amplo lago enquadrado por esculturas barrocas em
granito.
O atual portão de
entrada belo monumental, o amplo lago e o pavilhão ladeado por 2 pedras de arma
de bom lavor são da responsabilidade do último comprador da quinta em 1954, o
Eng.º João Paes de Aguilar, que fez grandes obras na quinta modificando os
jardins, construindo o lago e o pavilhão e substituindo o portão de entrada
pelo atual que ele mandou fazer propositadamente para valorizar e recuperar a
quinta”.
Com o devido crédito a José Rodrigues
Quanto à capela, dizem os documentos que, em 1772, o
proprietário, M. Costa Santiago, reconstruiu-a e que, em 1849, passou à
administração de Boaventura da Costa Dourado, para nela mandar celebrar missa.
No seu quintal, teria estado a igreja paroquial de S. Mamede
que, entretanto, desapareceu.
Capela da Quinta do
Dourado
Sobre a capela acima
e segundo, José Rodrigues:
“Capelinha barroca, ereta sob a proteção de S. Cristóvão,
e já sem a belíssima talha, foi referenciada em 1741 como 'huma capela com o
seu quintal pegado que adquirido de novo por compoziçãm que fes com os
moradores da freguezia de Sam Mamede da Ermida que esta tudo cito no lugar
donde estava situada a lgreja Velha da dita freguezia' (segundo o Eng.º
Agostinho Boavida, em 1772, o proprietário M. Costa Santiago reconstituiu-a).
Parece concluir-se, com relativa segurança, que no
quintal anexo à capela a que se reporta o aludido documento de 1741 esteve
implantada a antiga igreja paroquial de S. Mamede de Infesta.
Em 1849, a quinta passou a ser propriedade de Boaventura da Costa Dourado para mandar
celebrar missas na capela de S. Cristóvão existente na quinta.”
Portão de entrada
da Quinta do Dourado e casa nobre, na Rua
da Igreja Velha
Igreja Velha e Igreja
Nova
Segundo a obra “S. Mamede de Infesta” do engenheiro
Agostinho Fastio Boavida (1904-1964), a chamada Igreja Velha de S. Mamede
situava-se em terrenos contíguos àqueles onde acabou por ser erguida a capela
dedicada a S. Cristovão da Quinta do Dourado.
Essa tal Igreja Velha funcionou, segundo aquele estudioso,
como paroquial até 1725. Eram tempos em que a freguesia era denominada de S. Mamede da Ermida.
Devido ao seu estado de ruína foi construída uma outra, em
sua substituição, a expensas do Baliado de Leça, sagrada em 1735, pelo
Reverendo Abade José Ferreira da Fonseca, no local em que está a actual Igreja
de S. Mamede de Infesta, erecta em 1868.
Os serviços religiosos da freguesia foram executados, durante
a construção daquele templo, até 1735, pela Igreja da Ermida, que ainda existe.
Igreja Matriz de S. Mamede de Infesta
Igreja Matriz de S. Mamede de Infesta e a envolvente agrícola de outros tempos
A actual igreja matriz de S. Mamede de Infesta, começada a construir
em 1864 e concluída em 1866, veio substituir a tal Igreja Nova, no mesmo chão, denominado
monte de Nossa senhora da Conceição.
Este templo tendo, perto de si, um topónimo referente a igreja velha (Rua da Igreja Velha) e dado sabermos que, em 1643, existia uma aldeia denominada Aldeia da Igreja, faz crer que, por aqui, esteve um templo primitivo que antecedeu o contemporâneo, como confirmou o engenheiro Agostinho Fastio Boavida.
S. Mamede de Infesta é a denominação que esta freguesia tem no ano de 1706, pois, anteriormente, só se chamava S. Mamede.
Infesta é um vocábulo associado a subida, “para aquelas terras se subia vindo do leito do rio Leça, situado lá em baixo”.
Foi também referida como S. Mamede da Ermida e S. Mamede da Ermida da Infesta, nas Constituições do Bispado do Porto de 1735 e noutros documentos do século XVIII e, antes, tinha-o sido, como S. Mamede de Moalde no "Catálogo e História dos Bispos do Porto" de Rodrigo da Cunha, em 1623.
Este território faz parte do Couto de Leça, doado em 1157 por D. Afonso Henriques à Ordem do Hospital e confirmado por D. João II, e compreendia cinco freguesias: freguesia do mosteiro de Leça, chamada de Soçino, ou seja, Leça do Balio; Gueifães; Barreiros; S. Mamede, depois, S. Mamede de Infesta e Santiago, depois, Custóias.
Este templo tendo, perto de si, um topónimo referente a igreja velha (Rua da Igreja Velha) e dado sabermos que, em 1643, existia uma aldeia denominada Aldeia da Igreja, faz crer que, por aqui, esteve um templo primitivo que antecedeu o contemporâneo, como confirmou o engenheiro Agostinho Fastio Boavida.
S. Mamede de Infesta é a denominação que esta freguesia tem no ano de 1706, pois, anteriormente, só se chamava S. Mamede.
Infesta é um vocábulo associado a subida, “para aquelas terras se subia vindo do leito do rio Leça, situado lá em baixo”.
Foi também referida como S. Mamede da Ermida e S. Mamede da Ermida da Infesta, nas Constituições do Bispado do Porto de 1735 e noutros documentos do século XVIII e, antes, tinha-o sido, como S. Mamede de Moalde no "Catálogo e História dos Bispos do Porto" de Rodrigo da Cunha, em 1623.
Este território faz parte do Couto de Leça, doado em 1157 por D. Afonso Henriques à Ordem do Hospital e confirmado por D. João II, e compreendia cinco freguesias: freguesia do mosteiro de Leça, chamada de Soçino, ou seja, Leça do Balio; Gueifães; Barreiros; S. Mamede, depois, S. Mamede de Infesta e Santiago, depois, Custóias.
“Durante séculos, S. Mamede foi freguesia do “Couto de Leça do Venerando Balio, concelho e comarca da Maia”, como consta das “Memórias Paroquiais de 1758”:
“… E esta freguezia, e as coatro, q. estam de marcos adentro deste Couto, que sam: Santiago de Costoyas, Sam Mamede de Ermida, ou da Infesta, Sam Migel de Barrejros, e Sam Faustino de Guefañs. …“.
Transformado o Couto em Concelho, com a sua extinção em 1836, S. Mamede, Custóias e Leça, passaram a incorporar o concelho de Bouças”.
Fonte: “saomamedeinfesta.blogspot.com”
A actual Igreja Matriz foi projectada pelo arquitecto portuense Pedro de Oliveira, inspirado na Igreja da Trindade.
A sua primeira pedra foi lançada em 27 de Agosto de 1864, devendo-se o facto a um natural da terra, então radicado no Brasil, de seu nome, Rodrigo Pereira Felício (Conde de S. Mamede), falecido no Rio de Janeiro em 27 de Julho de 1872 e que, para o erguer da obra, enviou a enorme quantia (para essa época) de doze contos de reis.
A maior parte da talha da igreja é proveniente do convento de Monchique (Miragaia-Porto).
O seu retábulo-mor foi pintado por Francisco Pinto da Costa (1826-1869) da Rua da Picaria, nº 86.
Igreja Matriz de S. Mamede de Infesta vista do cruzamento da actual Avenida do Conde e da Rua Godinho Faria
Mesma vista da foto anterior mas sem o cruzeiro implantado
Conta-se que, no dia da inauguração da igreja, quando as autoridades aguardavam para dar início à cerimónia, apenas a chegada do Conde de S. Mamede, surgindo ele com a sua carruagem, junto do cruzeiro (que se observa na foto acima) e se deparou com uma igreja de apenas uma só torre sineira, terá dado meia volta e regressado ao Brasil.
Igreja Matriz de S. Mamede de Infesta, em 1910
Lugar de Picoutos e Quinta e Capela de São Félix
Situada no antigo lugar de Picoutos, a Capela de São Félix,
hoje, à face da Rua da Mainça integrava, originalmente, a quinta com o mesmo
nome, sendo, aquele, o orago privativo da família proprietária.
Embora a propriedade de São Félix se estendesse pela área da
freguesia de São Mamede de Infesta, a Capela de São Félix situa-se em
território de Leça do Balio.
Há alguns anos, a capela era usada para armazém de apoio à
área agrícola anexa.
Por acção da população, começou por ser limpa e, mais tarde,
totalmente recuperada pelas autoridades.
“Esta pequena capela
setecentista de uma só nave de planta retangular e sacristia adossada
lateralmente também retangular. Os diferentes volumes são articulados com
coberturas diferenciadas em telhado de uma e duas águas. A fachada é enquadrada
por cunhais rematados por pináculos piramidais. O portal principal de vão
retangular é balizado por pilastras toscanas que suportam um frontão curvo
interrompido, sobrepujado, sucessivamente, por uma janela envidraçada e um
nicho emoldurado que já não contém o santo padroeiro. No topo, apresenta um
campanário, de um só vão, rematado por um frontão triangular interrompido,
sobre o qual se implanta uma cruz. O interior de nave única abobadada é
iluminado pela janela da fachada principal e por duas outras gradeadas rasgadas
nas paredes colaterais. De salientar ainda o coro-alto, apoiado por consolas de
pedra e com varandim de madeira cujo acesso é feito pelo exterior. No altar
existe um retábulo, em talha dourada, com colunas salomónicas revestidas por
cachos de uvas, fénix e putti.
Não se conhece a data
exata da fundação da Capela de São Félix, bem como a da construção da quinta
onde se encontrava integrada, que em 1868 era registada por Dom Rodrigo
Gonçalves, seu proprietário na época, como possuindo também casas nobres de um
andar, casas térreas, cavalariça e cocheira, celeiro e oficinas de lavoura,
jardim com tanque, hortas e campos de lavoura (Sá: 1983, pp. 165-172). A quinta
foi totalmente desintegrada, não subsistindo hoje nenhum dos seus elementos, à
exceção da capela.
A capela serviu de
local de sepultamento aos proprietários, entre o terceiro quartel do século
XVIII e a primeira metade do século XIX, podendo por isso datar-se a sua
edificação entre 1750 e 1775. No local enterraram-se primeiramente os membros
da família Sousa Félix, possivelmente os proprietários originais da quinta na
segunda metade do século XVIII, e depois membros da família Sousa Lopes, já no
início da centúria de Oitocentos.
Ao longo dos séculos
XIX e XX a Quinta de São Félix passou por diferentes proprietários, até que foi
adquirida pela Câmara Municipal de Matosinhos em 1982. Nas décadas seguintes o
espaço da quinta, em torno da Capela de São Félix, foi urbanizado,
encontrando-se atualmente dividido em lotes nos quais se construíram moradias unifamiliares”.
Com o devido crédito a Catarina Oliveira
Capela de São Félix (fachada principal) em Matosinhos – Ed.
DGPC
Capela de São Félix (tardós) em Matosinhos – Ed. DGPC
Sobre a história da Quinta de São Félix, pode afirmar-se
que, já em 10/09/1756, a Quinta de Picoutos, em Santa Maria de Lessa do Balio,
era propriedade de Manoel da Silva e Souza Felix (falecido a 17/07/1779 e
sepultado na Capela da Quinta de Picoutos), filho de Manoel de Souza Felix e
Mariana Coelho, que casou com Marianna de Souza da qual teve o seu filho
Bartholomeu da Silva e Souza Felix (falecido solteiro a 10/09/1756 e enterrado
na Igreja de Santa Maria de Lessa do Bailio) e a sua filha Joanna Maria de
Souza (falecida solteira a 09/08/1778 e sepultada já na Capela da Quinta de
Picoutos),
Na ausência de herdeiros directos a propriedade, após ser
detida, fruto de doacção a favor do padre Antonio de Sousa Felix e Beça, que
faleceu a 18/10/1782, irá parar, na ausência de testamento, por vocação
legítima, às mãos de duas irmãs, Maria de Souza e Rita Angelica de Souza, ambas
solteiras.
Rita Angelica de Souza faleceu solteira na Quinta de
Picoutos a 22/04/1804 com cerca de 75 anos e a sua irmã Maria de Souza teria,
entretanto, casado com Domingos Gonçalves Lopes, pois este apareceu como
proprietário da quinta concomitante com as 2 irmãs.
Este, Domingos Gonçalves Lopes era irmão de José Gonçalves
Lopes, da Casa de Sam Thiago de Custóias e tutor dos filhos deste, após a sua
morte, em 1796, por serem menores de idade.
Como do casamento de Domingos Gonçalves Lopes com Maria de
Sousa não houve filhos, foi herdeiro Rodrigo Gonçalves Lopes, um sobrinho do
qual tinha sido tutor, um dos filhos do seu irmão José Gonçalves Lopes.
Este irmão foi casado com Ana Maria Joaquina, oriunda da
Quinta do Rio, em Ramalde do Meio.
Falecido, Rodrigo Gonçalves Lopes, em 21 de Junho de 1836, suceder-lhe-ia
um seu sobrinho, o Comendador Dom Rodrigo Gonçalves Lopes, que casou com Joaquina
Augusta Vaz Preto Lopes e Silva (falecida antes de 08/12/1868) e, nessa altura,
comprou o domínio directo da quinta a João Luiz da Rosa, que, por sua vez, a
tinha arrematado à Fazenda Nacional (o motivo desta transação foi a extinção
das Ordens Religiosas em 1834 e o confisco das suas propriedades para a Fazenda
Nacional, sendo depois vendidas em hasta pública).
“ (…) Devido às
vicissitudes da vida do Comendador Dom Rodrigo Gonçalves Lopes que vivia a
09/02/1868 na R. do Anjo da freguesia de São João do Souto em Braga, a sua Quinta
de S. Félix foi leiloada em 1872 para pagar as suas dívidas:
ela foi arrematada por
Francisco António da Costa Braga que teve-a em seu poder durante 20 anos, até
1892.
Foi vendida então por
ele ao negociante Cassiano dos Santos de Almeida que tinha feito testamento com
30 anos a 27/12/1888 e que faleceu solteiro e falido na freguesia da Sé a
05/12/893.
Em 1894, foi novamente
arrematada em hasta pública por Joaquim Pedro de Resende que a vendeu, 4 meses
depois, a António Cabral Borges.
Em 1901, ele vendeu-a
a António Moreira Bessa, tendo entrado depois no património de Manoel Quelhas
Lima, 1 dos 8 filhos de António Martins Lima e Amelia dos Santos Quelhas
(17/10/1875 - 10/09/1969), casado com Maria Júlia Azenha (Quelhas Lima).
Infelizmente, esta
quinta já não existe restando apenas a sua capela, a Capela de S. Félix”.
Cortesia de José Rodrigues
Capela de São Félix
Capela de Nossa
Senhora da Apresentação
Esta capela localiza-se no lugar da Devesa (estrada velha do
Porto a Braga) e já tinha existência em 1766, segundo o engenheiro Agostinho
Fastio Boavida.
O primeiro registo da capela e casa anexa data de 1867 a
favor de Marcelina Nogueira da Silva Guimarães e seu marido, por legado, em
testamento aberto em 1855.
Em 1899, a propriedade pertencia a Álvaro A. Meireles. Aqui,
viveu e trabalhou Abel Salazar, cuja morte em 1946, determinou que a casa fosse
transformada em casa-museu após ser adquirida pela Fundação Calouste
Gulbenkian.
Casa – museu Abel Salazar – Cortesia de Joaquim Silva
Capela de Santo António do Telheiro
Junto da
antiga estrada do Porto para Braga, entre a Arca d’Água e S. Mamede de Infesta,
a partir de 1786, data da sua inauguração, passava-se pela capela de Santo
António do Telheiro, cujo nome advém, diz a lenda, da existência de um telheiro
ou telheirinho que aí existia, antes, debaixo do qual, num dia de tempestade
medonha, se abrigou Santo António de Lisboa, em peregrinação para Santiago de
Compostela.
A capela seria construída, a exemplo de muitas outras, com donativos de uma caixa de esmolas colocada no local, quando por lá já passava a Estrada Real que ligava o Porto a Braga.
Aquele diminutivo de “telheirinho” deu origem ao nome “carinhoso” de Santo Antoninho do Telheiro”, nome pelo qual é também conhecida esta capela.
Em 1956, a capela foi ampliada e foi-lhe acrescentada a torre sineira lateral e o revestimento da fachada com azulejos.
As festas de Santo António do Telheiro são das mais importantes que se realizam em S. Mamede de Infesta. Prolongam-se por mais de uma semana e decorrem no princípio do mês de Setembro.
A capela seria construída, a exemplo de muitas outras, com donativos de uma caixa de esmolas colocada no local, quando por lá já passava a Estrada Real que ligava o Porto a Braga.
Aquele diminutivo de “telheirinho” deu origem ao nome “carinhoso” de Santo Antoninho do Telheiro”, nome pelo qual é também conhecida esta capela.
Em 1956, a capela foi ampliada e foi-lhe acrescentada a torre sineira lateral e o revestimento da fachada com azulejos.
As festas de Santo António do Telheiro são das mais importantes que se realizam em S. Mamede de Infesta. Prolongam-se por mais de uma semana e decorrem no princípio do mês de Setembro.
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